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E se Bolsonaro for para o PP? No que depender da Bahia, ele fica só

Publicado às | Atualizado em 01/10/2021, 22:44 | Autor: [email protected]
No sul, a resposta foi sim. No Nordeste, todo ele, não. Na Bahia, nem conversa com o partido houve | Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil
No sul, a resposta foi sim. No Nordeste, todo ele, não. Na Bahia, nem conversa com o partido houve | Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil -
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Ciro Nogueira, senador licenciado do Piauí (a suplente é a mulher dele, Eliane), hoje ministro da Casa Civil da Presidência, presidente nacional do PP, o partido que na Bahia é comando por João Leão, abriu consultas nos diretórios estaduais para uma pergunta: aceita Bolsonaro filiado no partido?

No sul, a resposta foi sim. No Nordeste, todo ele, não. Na Bahia, nem conversa com o partido houve. Mas nem precisava, segundo Jabes Ribeiro, ex-prefeito de Ilhéus e secretário geral.

— O diretório nacional sabe à exaustão qual é a nossa posição. Integramos uma aliança com o PT que governa a Bahia e gostaríamos de mantê-la. O partido deve entender e respeitar as particularidades de cada estado.

Ironias — Seja como for, isso conturba o cenário baiano e os aliados de ACM Neto gostam. Aliás, antes de eleger-se presidente, Bolsonaro teve sete mandatos de deputado federal a partir de 1991, com os três últimos, de 2006 para cá, ele integrando a bancada do PP.

Ciro Nogueira, agora o grande arauto de Bolsonaro no partido, ao contrário, firmou sua trajetória toda em aliança com o PT. Em 2010 se elegeu senador na chapa do governador Wilson Martins tendo como companheiro Wellington Dias, hoje governador, ao lado de quem se reelegeu em 2018.

Hoje, Ciro é o calo do PT, no Piauí e na Bahia. Coisas da política que mais parecem ironias do destino, não?

Um encontro mirando 2022

Cacá Leão, Ronaldo Carletto, Cláudio Cajado e Mário Negromonte Júnior, os quatro deputados federais do PP na Bahia, vão se reunir segunda com o comando do partido para analisar as estratégias para 2022.

Com o fim das coligações, os partidos estão em ebulição, catando onde dá candidatos a deputado federal e estadual. O PP, como quatro federais, é um dos que vão ter dificuldades para reeleger o mesmo número.

Metralhadora atira contra

— Eu estou com quase 70 anos. Quando eu era moleque, eu brincava com isso: arma, flecha, estilingue.

A declaração aí, feita por Bolsonaro anteontem quando ele estava em BH e recebeu um menino fardado de policial e com uma metralhadora de brinquedo, bateu mal entre os aliados. Um deputado simpatizante dele admite que não gostou:

— Me dizem que o grande cabo eleitoral de Lula é ele. É por coisas desse tipo.

Clube Inglês muda diretoria

O Bahia British Club, ou Clube Inglês, tradicional ponto de encontro de notáveis da sociedade baiana, recauchutou o comando. Silvio Garcez Júnior assumiu a presidência e Márcio Koch Gomes dos Santos a primeira vice. Fernando Santana, que estava na presidência, é o segundo vice, mas todo mundo o chama de presidente.

— Espera-se da força dos jovens a superação dos problemas dessa terrível pandemia e a renovação dos projetos do clube.

Agronegócio apela para solução no marco temporal

Dilermando Campos, presidente do Sindicato Rural de Itapetinga, diz que já passou da hora do Brasil encontrar uma solução para o marco temporal, o que vai definir o que são terras indígenas ou não, e lembra que uma vez suspenso o julgamento no STF, a expectativa é que seja votado o Projeto de Lei 490/2007.

— Esse projeto vai além do marco temporal, regulariza pelos índios a exploração de riquezas em seus territórios e indeniza produtores que tiveram suas propriedades produtivas desapropriadas para a criação de reservas. Não tem cabimento que esse projeto esteja engavetado há 14 anos. Isso causa insegurança, gera instabilidade no campo.

O relator do 490 é o baiano Arthur Maia (DEM).

POLÍTICA

COM VATAPÁ

Gargalhada geral

Irecê, grande produtor de feijão no início dos anos 80, entrou em crise. A seca bateu e devastou tudo. Crise geral. Os ministros Delfim Neto, da Agricultura, e Mário Andreazza, do Interior, baixaram lá.

Num momento da reunião com produtores, Ineni Dourado, prefeito de Irecê, que dividia a mesa com os ilustres convidados, mais ACM, o governador, afastou-se um pouco para conversar com alguém na ponta do palco. Antonio Honorato, prefeito de Jussara, rico, analfabeto, gordo e bonachão, viu o lugar vago... purucutu. Ficou conversando de pé de ouvido com Delfim. O que ele dizia não se sabe. Só se via, em plena reunião, o ministro esbaldando-se em gostosas risadas ou gargalhadas contidas. De repente foi passando uma adolescente em frente ao palco, Honorato fez a questão de ordem ao seu modo:

– Ô minha fia. Vai buscar uma sandália pro teu velho pai porque esse sapato que você me arranjou nem a desgraça aguenta!

E também ninguém se aguentou. Gargalhada geral, Delfim liderando.​

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