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Levi Vasconcelos

Por [email protected]

ACERVO DA COLUNA
Publicado domingo, 03 de fevereiro de 2019 às 13:54 h • Atualizada em 21/01/2021 às 0:00 | Autor:

Em Muquém, a Bahia começa a virar o jogo no açúcar e no álcool

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João Leão, o vice-governador, assume sexta a Secretaria de Desenvolvimento Econnômico (SDE), a sua nova missão no governo. E por que não quis ficar na Secretaria do Planejamento (Seplan), onde imperou no primeiro mandato de Rui Costa?

— A Seplan com Walter Pinheiro está em boas mãos. Agora vou executar o que planejamos lá.

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Ele diz que já começa com um foco bastante definido. A Bahia só produz 10% do açúcar que consome e 11,3% do álcool. Para virar o jogo, quer instalar ao longo do São Francisco, nas cercanias de Barra, Xique-Xique e adjacências, 11 usinas de açúcar e álcool, a primeira delas em Muquém do São Francisco, cuja instalação começa esta semana, com o detalhe: os investidores baianos estão comprando usinas desativadas no Nordeste.

— Uma nova custa R$ 180 milhões. Uma usada, R$ 18 milhões. Vamos processar em Muquém 1,7 milhão de toneladas de cana por ano, mais 150 mil de milho e sorgo. Hoje temos que comprar álcool em São Paulo. Sai bem mais caro.

Incentivos — Leão diz que o governo baiano dividiu a Bahia em 27 territórios de identidade e dá incentivos para as áreas mais pobres.

— Imagine que só com o bagaço da cana, sorgo e milho produziremos a ração para alimentar 25 mil bois por ano. As usinas resolvem o problema de lá, gerando empregos, e o dos baianos, barateando açúcar, álcool e ração.

Prisco no 13, esperando o 17

Empossado anteontem no segundo mandato de deputado estadual, Soldado Prisco (PSC) lembrava que pela 13ª vez a justiça já determinou a reintegração dele no Corpo de Bombeiros e o governo não cumpre.

— E olhe que 13 é o número dele (Rui Costa).

Alguém disse que talvez quando Prisco atingir a 17ª decisão, talvez consiga. 17 é o número de Bolsonaro. Ele já tomou posse dizendo ‘Deus acima de tudo’.

Leo Prates, o breve na Alba

Mal acabou de tomar posse como deputado estadual Leo Prates (PSB) já arruma as malas para outra missão: ser secretário de ACM Neto na Prefeitura de Salvador.

— Neto me disse que eu serei secretário, só ainda não disse de quê.

O mais provável é que ele vá para a Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza, a mesma que projetou Bruno Reis, mas Leo antecipa:

— Comigo, Neto e Bruno é problema zero.

Brown e o Paxuá exposto

O juiz Mário Soares Gomes, da 10ª Vara Cível, negou o pedido dos advogados do cantor Carlinhos Brown para que o processo sobre o direito autoral dos personagens Paxuá e Paramirim, que o artista plástico Wilton Bernardo reclama.

Brown, que se diz autor dos personagens, alegou que a divulgação do caso na imprensa muito o prejudica.

O magistrado diz que a pretensão ‘colide com a liberdade de expressão’.

Antonio Soldador, o que quer ser enterrado em pé

Antonio dos Santos, ou Antonio Soldador, virou sensação no povoado de Moenda, município de Presidente Tancredo Neves, por um motivo exótico: há mais de dez anos ele construiu o próprio túmulo no cemitério local com o escudo do Bahia, clube do coração, na tampa e uma preferência já antecipadamente programada, quer ser enterrado em pé, com o caixão colocado na vertical.

— Nada contra os que vão deitados. Apenas eu quero assim. Um dia me deu na telha e resolvi tomar a iniciativa.

Todos os anos, no aniversário, ele vai lá e acende uma vela. Anteontem foi dia, completou 65 anos. E diz que quer mais.

— A hora é com Deus, mas por mim ainda venho acender umas 40 velinhas.

Imagem ilustrativa da imagem Em Muquém, a Bahia começa a virar o jogo no açúcar e no álcool
Antonio diante do túmulo: 'Serei Bahia até na morte' (Foto: Levi Vasconcelos l Ag. A TARDE)

POLÍTICA

COM VATAPÁ

Bendita e maldita

Essa quem conta é Pedro Alcântara, ex-vereador em Juazeiro, ex-deputado.

1972, Durval Barbosa e Arnaldo Vieira do Nascimento duelavam pela Prefeitura de Juazeiro. A disputa era acirrada, partidários de Durval foram ao povoado de Itamotinga falar com o Coronel Ludugero, o manda chuva do lugar, que apoiava Arnaldo.

Conseguiram. Nos microfones da Marabá Publicidade, que funcionava como se fosse rádio, o Coronel disparou:

— Bendita hora o grupo de Durval me chamou. Tô com ele e não abro!

A pressão em cima do Coronel foi tão grande que ele teve de recuar. E voltou para os microfones da Marabá para desfazer o erro, visivelmente constrangido.

— Maldita hora que eu disse bendita hora para a turma de Durval. E estou é com Arnaldo.

Durval venceu a eleição com minguados 17 votos de frente. Os aliados de Arnaldo atribuíram a derrota para Durval às horas benditas e malditas do Coronel Ludugero.

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