Emílio Odebrecht solta o verbo. Vem aí ‘Uma guerra contra o Brasil’
Confira a coluna Levi Vasconcelos desta sexta-feira

Sempre discreto o tempo inteiro, durante a Lava Jato especialmente, o empresário Emílio Odebrecht, o piloto da Construtora Norberto Odebrecht, finalmente soltou o brado. Dia 1º de maio, próxima segunda, a Editora Top Books disponibiliza o livro Uma guerra contra o Brasil, de autoria dele.
Emílio faz a sua exposição sempre na primeira pessoa, do ponto vista dele, sobre o estrago que a Lava Jato, com Sérgio Moro e seus apóstolos, fez na empresa, que acabou atingindo em cheio os interesses do próprio país.
Sempre lembram que na II Guerra Mundial a Volkswagen, cooperadora do nazismo na fabricação de máquinas de matar, foi preservada no pós-guerra e até hoje está aí. Aqui, em nome da moralidade, ao invés de punirem quem cometeu os crimes (se é que), puniram as empresas. Fizeram um tremendo de um gol contra em nome da moralidade.
Queda —A Odebrecht, uma empresa baiana, por exemplo, tinha 180 mil funcionários espalhados pelo planeta. Hoje está reduzida a 25 mil, mais de seis vezes menos. Definhou.
Tem no seu cabedal de experiência know how para construir o que for proposto em todos os lugares do mundo. Não pode trabalhar no Brasil e ainda de quebra vê uma empresa espanhola, a Acciona, construindo o metrô de São Paulo. A Odebrecht não pode.
De lambuja, outra grande construtora baiana, a OAS, foi na mesma pegada e também definhou. Pergunta-se: o Brasil evoluiu moralmente após a Lava Jato? Sérgio Moro e Deltan Dellagnol se acham heróis. Mas há quem os veja como bandidos.
No Abril Azul, eis que surge na Alba a bancada sírio-libanesa
O Abril Azul, mês dedicado à conscientização do autismo, foi marcado ontem com a realização de uma audiência pública na Assembleia sobre Atenção às Crianças com Autismo e outros Transtornos do Neurodesenvolvimento.
O encontro, vezes emocionante pelos depoimentos recheados de dramas, foi proposto pelo deputado Hassan (PP) em parceria com Fabíola Mansur (PSB).
Fabíola diz que enfrentou muita resistência por ter defendido o uso do canabidiol:
— Hoje nós queremos não só o canabidiol mas também que o SUS ofereça outros medicamentos.
Detalhe: Hassan, também muito festejado em defesa da causa, é de origem síria e Fabíola, a parceira, de origem libanesa. Foi o bastante para dizerem que na Alba formou-se a Bancada Sírio-Libanesa em Defesa dos Autistas.
Fecomércio teme pelo Sesc
A Fecomércio-Ba faz coro com as suas congêneres do Brasil: se passar o projeto que pretende tirar parte dos 5% da contribuição social das empresas para divulgar o Brasil no exterior, a pancada pode ser forte.
Nada menos que 100 unidades do Sesc e Senac no Brasil podem fechar, o que significa trancar 31 mil vagas gratuitas de ensino profissionalizante e 7,7 mil de educação básica. Na Bahia, são 11 unidades em Salvador e 15 no interior.
Muito agito em Milagres com a Festa do Vaqueiro
Milagres, uma cidade às margens da BR 116, famosa pelo Santuário de Nossa Senhora dos Milagres, que dia 2 de fevereiro atrai romeiros de todos os cantos do Brasil, está mudando o foco dos seus atrativos. A Festa do Vaqueiro, sempre realizada no último domingo de abril, ganhou uma dimensão nunca imaginada, segundo o prefeito César de Adério (PP).
— O município tem 11 mil habitantes, recebemos aqui mais de 50 mil pessoas. É algo espetacular. E abrange toda a região, Amargosa, Iaçu, Elísio Medrado... Para você ter uma ideia está vindo aí uma cavalgada de Mutuípe.
César diz que a prefeitura investe em torno de R$ 2 milhões, ‘mas vale muito a pena’.
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