Kieppe, a ilha disputada entre herdeiros de Odebrecht, era xodó | A TARDE
Atarde > Colunistas > Levi Vasconcelos

Kieppe, a ilha disputada entre herdeiros de Odebrecht, era xodó

Confira a coluna de Levi Vasconcelos

Publicado terça-feira, 14 de maio de 2024 às 00:00 h | Autor: Levi Vasconcelos
Imagem ilustrativa da imagem Kieppe, a ilha disputada entre  herdeiros de Odebrecht, era xodó
-

A primeira obra da Construtora Norberto Odebrecht foi a Ponte do Saici, em Ituberá, na verdade um porto, lá pelo final de 1940. Ela entra nas águas do Rio Serinhanhem, que bem pertinho vira oceano pleno na boca da Baía de Camamu. É onde fica a Ilha de Kieppe, agora motivo de disputa entre os herdeiros.

Desde a construção do Porto do Saici, num tempo em que a navegação de cabotagem (ligações de porto a porto no Brasil, por rios e mares) era o tchan da economia. Foi a partir daí que o engenheiro Norberto Odebrecht, pernambucano, pegou chamego com o Baixo Sul, que durou a vida toda.

Kieppe é um point paradisíaco em que Odebrecht, o velho, passou grande parte da vida, curtindo as belezas da natureza e matutando formas de azeitar o desenvolvimento regional.

Quatro cadeias —A partir de Ituberá, onde ele criou o Instituto de Desenvolvimento do Baixo Sul (Ides), Odebrecht elaborou uma série de ações para implementar quatro cadeias – da pesca, da piaçava, do palmito de pupunha e da mandioca.

Conta Juscelino Macedo, presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Tancredo Neves (Coopatan) que as cadeias da pesca e da piaçava não avançaram, mas as do palmito e da mandioca, esta com ele à frente, estão aí firmes e fortes.

A ilha de Kieppe, quando Odebrecht pegou, era mato puro, assim como a Serra da Papua, em Ibirapitanga, onde ele construiu um belo hotel. Era como uma espécie de Rei Midas, tudo o que tocava virava ouro. Agora vem a banda do perigo.

Colaborou: Marcos Vinicius

Cadeia do cacau corre atrás de tirar proveito na preservação

O pessoal da cadeia produtiva do cacau está correndo atrás para tirar proveito da convivência entre cultivo da lavoura e preservação ambiental.

Semana passada representantes do Instituto Arapyaú, Associação das Indústrias Processadoras de Cacau, CocoaAction Brasil, Confederação e Federação da Agricultura, além da Associação da Indústria do Chocolate, foram a Brasília e tiveram reuniões com o ministro Geraldo Alckmin e também com o comando da Embrapa nesse tom.

Ricardo Gomes, gerente de Desenvolvimento Territorial do Arapyaú, diz que o Mapa reconhece o cacau como cultura promissora para geração de riqueza e conservação produtiva. O grupo também esteve com o comando da Ceplac, que trabalha no projeto Inova Cacau 2030. O foco: atingir o reconhecimento mundial para o Brasil do cacau como fonte sustentável.

Clima também pirou no sertão

Filho de Monte Santo, município que tem larga convivência com a seca, o deputado Laerte de Vando (PSC) diz que as preocupações na área sempre foram com o El Ñino e agora são com o La Ñina.

— O El Ñino é chuva de menos, é seca. O La Ñina é chuva demais. E por incrível que pareça essa é a expectativa por lá, segundo as previsões meteorológicas.

Em matéria de clima parece que tudo pirou.

Lula em Teixeira criou um furdunço na disputa local

A passagem de Lula por Teixeira de Freitas, na sexta passada, criou uma situação bastante diferenciada na cena política, segundo jornalistas que atuam no extremo sul do estado.

A obra maior inaugurada, o Hospital da Costa das Baleias, é estadual, mas a maior autoridade presente, o presidente da República Lula, deu um pau no prefeito Marcelo Belitardo (UB), ausente do evento, e criou um discurso na política local.

Lá, Belitardo vai duelar nas urnas com o ex-deputado Uldurico Júnior (MDB), que em 2020 disputou a Prefeitura de Porto Seguro.

A conversa de Lula vai influenciar? Lá se diz que o jogo local já é polarizado com ingredientes federais. Ou seja, nada muda.

Publicações relacionadas

MAIS LIDAS