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Por Levi Vasconcelos

ACERVO DA COLUNA
Publicado domingo, 05 de abril de 2026 às 7:32 h | Autor:

No caso dos juízes que cometem crimes, esquerda e direita se unem

Confira a coluna de Levi Vasconcelos deste domingo

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Imagem ilustrativa da imagem No caso dos juízes que cometem crimes, esquerda e direita se unem
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Esquerda e direita quase nunca se bicam, são os opostos do mesmo jogo. E quando a compostura das partes é extremada, aí é que não tem conversa mesmo. Mas como sempre há as exceções, estamos vivendo uma, a partir de um exemplo na Alba.

A decisão do ministro Flávio Dino, do STF, que acaba a aposentadoria compulsória para magistrados e servidores públicos em geral que cometem crimes, uniu as duas bandas, os dois lados a favor.

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Eles dizem ter a consciência de que em alguns papéis de Estado, como é o caso da magistratura, é justo que ele receba salários vitalícios para que as decisões de agora não gerem vinganças futuras. Mas, tolerar agentes maiores da lei cometendo crimes é conta pesada.

Olívia e Leandro –Fala a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), candidata a federal, arauto da esquerda.

– É uma decisão decente. Essa história de aposentadoria compulsória na verdade é um prêmio, e não punição. O preto, o pobre, o popular paga no rigor da lei. É uma contradição que não pode continuar.

Fala o deputado estadual Leandro de Jesus (PL), bolsonarista raiz, também candidato a deputado federal.

– Foi uma decisão acertada. Eu sou totalmente favorável. Punir com aposentadoria não é punição. Só tenho um reparo a fazer, pela forma. A alteração deveria passar pelo Legislativo, que é quem elabora as leis, e não apenas por uma canetada.

E ressalvam que isso é apenas uma correção de prumo. Até porque juiz não tem lado. E nem é pra ter.

‘Jesus vem aí’ garante trégua na briga de facções por muro

Um morador de um popular bairro na banda atlântica de Salvador, nomes e locais preservados para não descambarmos para o sincericídio, a verdade assassina, nos conta uma história interessante, interpretada por alguns como milagre de Jesus.

Dias antes da Semana Santa do ano passado, duas facções, BDM e CV, disputavam um muro em frente à praça principal do bairro. Lá um dia tinha um nome, o outro vinha, apagava, botava o dele, até o dia que alguém chegou e cravou no tal muro: Jesus vem aí.

O morador diz que a comunidade amou.

– Menino, foi um abençoado alívio. Jesus nos salvou também dessa vez.

Ele conta que a interferência divina foi tão forte que até hoje o Jesus vem aí está lá, ninguém mais mexeu. Ressalva que parece coisa pouca, mas é grande. A barra lá com a guerra de facções é pesada.

E a Loteba está de volta

No pacote de cinco projetos que o governo mandou para a Assembleia, além do novo pedido de empréstimo de

R$ 150 milhões, um autoriza o Estado a voltar a explorar o jogo, com a Loteba, através da Bahiainveste, a Empresa Baiana de Ativos.

Nada demais. Apenas o caso expõe uma das grandes demagogias nacionais. No Brasil, o jogo é permitido, menos o jogo do bicho e cassinos. Qual é o caso?

Subsídio do diesel não vai bater na bomba, diz Glauco

Glauco Mendes, presidente do Sindicombustíveis baiano, faz questão de esclarecer: o subsídio anunciado pelo governo, de R$ 1,20 por litro sobre o óleo diesel importado, não se refletirá diretamente na redução de R$ 1,20 no preço da bomba. O impacto vai ser proporcional no diesel importado, que atualmente representa 25% do diesel comercializado no Brasil.

– É bom esclarecer isso para que depois não se jogue a culpa nos revendedores, que não formam preço e nem definem custos. As distribuidoras não compram 100% do diesel que revendem nessa nova condição.

Ele, no entanto, diz ser a favor dos esforços do governo para conter a volatilidade dos preços.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Tabaco na urna

Conta Pedro Marcelino, ex-prefeito de Alagoinhas, no livro ‘Alagoinhas – O que a memória guarda’, que lá um dia se candidatou a vereador um cidadão de nome Tabaco. Virou sensação, até pelos slogans que ele adotou: “Vai dar Tabaco, Tabaco todo mundo gosta, Vou de Tabaco”.

Hora da apuração. Era no tempo em que o voto era riscado no papel (as urnas eletrônicas começaram em 1996). Aí apareceu um voto: Xibiu. Gritaram:

– Voto nulo!

Ele foi à juíza:

– Doutora, o voto é meu.

– Não, senhor. O voto não é seu.

Apareceu outro voto: Xoxota. De novo a discussão, de novo na juíza, que cortou a conversa:

– Senhor, o voto não é seu e não me venha mais aqui questionar isso.

Fim da apuração, teve 200 votos, perdeu. E quando lhe perguntavam, reagia:

– E aí, Tabaco, como foi? – Fui o mais votado, mas fui garfado.

Puxava um papel do bolso e mostrava.

– Olhe aqui. Foram 200 em Tabaco, 150 em Xibiu, 130 em Xoxota e 190 em b…

Colaborou: Marcos Freitas

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