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POLÍTICA

O tarifaço atinge em cheio a pesca, mais os criadores de tilápia

Confira a Coluna de Levi Vasconcelos deste domingo, 24

Levi  Vasconcelos
Por Levi Vasconcelos
Maria Del Carmem anunciou que se aposentará da vida política em 2026
Maria Del Carmem anunciou que se aposentará da vida política em 2026 - Foto: Raphael Muller / Ag. A TARDE

Jurandir Santos, o Jura, um pescador que vive em Cacha Prego e garante seu sustento nas águas da Ilha de Itaparica, diz não entender a repercussão de que o "tarifaço" afeta a pesca. "Aqui, nem eu, nem nunca vi ninguém se queixar. A gente só sabe pela televisão", afirma.

Para Raimundo Costa (Pode), deputado federal e presidente da Federação Bahiana da Pesca, a questão é mais fácil de entender. "Primeiro, não se trata só da pesca, é pesca e aquicultura. O pescador artesanal, na sua grande maioria, abastece o mercado interno mesmo. A exportação, uma escala bem maior, vem da criação de peixe em cativeiro, principalmente a tilápia", explica.

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Segundo Costa, o pescador artesanal, que usa canoa ou um barco pequeno para ir ao mar, já enfrenta muitos problemas no dia a dia. "Pescar é sempre uma aventura", diz. Já a criação de tilápia, embora seja mais planejada, é também mais cara, especialmente devido aos custos de energia.

A Bahia ocupa apenas 3% do seu potencial na aquicultura, com 8.981 viveiros espalhados por todo o estado, principalmente no oeste, nos arredores de Itaparica e no sertão (como Glória, Canudos, Cabaceiras do Paraguaçu, Correntina e Barreiras). No entanto, o setor continua em crescimento. "Mas o impacto do tarifaço é forte. Quase metade da produção baiana, de 34 mil toneladas, vai para os EUA", finaliza.

Bobô tenta sensibilizar colegas contra o fechamento de bancos

Entre 2020 e maio deste ano, 134 agências bancárias do Itaú, Santander e Bradesco foram fechadas na Bahia, o que representa o fechamento de uma agência a cada 15 dias.

O deputado estadual Bobô (PCdoB) chama a atenção para o problema e pretende sensibilizar seus colegas sobre a gravidade da situação. "Quem é do interior sabe que grande parte das pessoas está habituada e prefere o atendimento presencial para receber seu dinheiro e pagar as contas. Com a nova situação, tem gente aí que para fazer isso tem que viajar até 100 km", afirma.

Além do impacto para os clientes, a situação gera um segundo problema: a demissão dos bancários. "Muitos são demitidos e recontratados como pessoa jurídica, perdendo direitos trabalhistas. É a 'pejotização' dos bancos", explica Bobô, classificando a prática como desumana em alguns casos.

O plástico em debate na Alba

O Seminário Plástico e Políticas Públicas, promovido pela Braskem e pelo Sindicato da Indústria de Material Plástico da Bahia (Sindiplasba), terá como foco a problemática do plástico nos rios e mares.

O evento conta com o apoio do deputado Radiovaldo Costa (PT), que considera o tema fundamental nos dias atuais. "Vamos discutir soluções para impulsionar a reciclagem do plástico e fortalecer a economia circular", afirma o deputado.

Del Carmem anuncia que em 2026 vai se aposentar

A baiana de coração Maria Del Carmem, nascida em La Caniza, na província de Pontevedra (Espanha), anunciou que se aposentará da vida política em 2026, aos 77 anos. A decisão vem após quatro mandatos como deputada estadual e um como vereadora em Salvador, sempre pelo PT.

No entanto, ela não quer abandonar a política e planeja passar o bastão para seu filho, André Fidalgo. "Pela minha vontade, vou passar a minha bênção, o meu mandato parlamentar, para o meu filho André. Agora, só depende saber se o povo vai querer abençoar ele também", afirmou.

Nos últimos tempos, Maria Del Carmem enfrentou problemas de saúde que a obrigaram a se afastar do mandato.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Docinho de buriti

O ex-jornalista Everildo Pedreira, que nos deixou em 2020, costumava contar uma história hilária sobre o ex-prefeito de Catolândia, João da Cruz.

Certo dia, o prefeito entrou no gabinete do governador João Durval carregando um saco. Ele abriu o saco, revelando diversos tabletes de docinho de buriti. Ao apresentar o doce ao governador, disse: "Olha aqui, governador. O senhor come um pedacinho de manhã, antes do café, outro meio-dia, antes do almoço, e outro no fim da tarde, antes do jantar. Depois me diga! D. Ieda que se cuide! Isso é bom pra tesão!".

A plateia emudeceu, e o prefeito, percebendo o deslize, se corrigiu rapidamente: "Desculpe, governador. Tesão não, potência!". Foi o bastante para que todos caíssem na gargalhada.

Anos depois, o jornalista encontrou João Durval, que logo se adiantou, rindo: "Seu Levi, aquela história do docinho de buriti é mentira, mas eu assumo!".

*Colaborou Marcos Vinicius.

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Bahia deputados economia Política

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