PSL, a história do nanico de Bivar que virou Bolsonaro e implodiu

Abrir partido político no Brasil era um negoção até o ano passado, quando foi instituída a cláusula de barreira (exigência de votação mínima em nove estados). Quem inaugurava uma nova legenda, sem ter um voto sequer, de cara ganhava R$ 1 milhão por ano do Fundo Partidário e mais tempo de TV.
Foi embalado por esse cenário que o pernambucano Luciano Bivar, ex-presidente do Sport Clube do Recife, inaugurou em 1998, 21 anos atrás, portanto, o Partido Social Liberal, ou PSL. O próprio Bivar se elegeu então deputado federal. E só.
Céu e inferno — Em 2014 o nanico PSL elegeu deputado federal José Maria Macedo Júnior, o Macedo, pelo Ceará. Na era Dilma-Temer, ganhou mais sete, mas deu o pulo do gato em 2018. Bolsonaro não teve legenda no PP, partido pelo qual foi deputado durante 26 anos, achou o pequeno PSL, que na onda acabou elegendo 52 deputados no ano passado.
Óbvio que o partido não cresceu. Inchou. O grosso dos eleitos só tinha um ponto de identidade: xingar Lula e o PT pelas redes sociais. No embalo, Bivar conseguiu o seu segundo mandato de deputado federal. Tinha tudo para dar errado e deu.
Bolsonaro ameaça deixar a legenda, a PF entrou na casa de Bivar atrás de provas por fraudes com dinheiro das candidaturas femininas. O Fundo Partidário é de R$ 111 milhões, os 20 de Bolsonaro não querem largar, nem Bivar. Enfim, no PSL, o sonho também acabou.
Nizan, ecos da canonização
O artigo que o publicitário Nizan Guanaes publicou na Folha de S. Paulo dizendo que a canonização de Irmã Dulce ‘não teve emoção; assistir na televisão foi bem melhor’ provocou reações. Alguns clérigos não gostaram.
Há quem diga que não se poderia esperar nada diferente de uma missa solene. Outros, mais contundentes, falam que ele oscilou entre a indelicadeza e a grosseria. Indagam: como medir emoção alheia nisso? No Carnaval, dá.
Um pit stop ministerial
A visita do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) a Salvador ontem, anunciada com alarde a pretexto de olhar de perto o óleo que emporcalha o litoral nordestino de modo geral, teve mais barulho na mídia do que ações de fato.
Ele chegou ao II Distrito Naval, assistiu a um vídeo e não mais que três minutos depois saiu para sobrevoar as praias atingidas. Ou seja, foi um pit stop ambiental. Se não viesse, dava no mesmo.
TJ quase em clima eleitoral
O TJ já soltou o edital para a eleição do sucessor do desembargador Gesivaldo Brito na presidência da corte. A eleição será 20 de novembro e as articulações internas já começaram.
Três nomes despontam em cena: José Olegário Monção Caldas, Maria das Graças Leal e Lourival Trindade.
Até agora, duas certezas:
1 – Olegário, com mais de 73 anos, é candidatão. É a última chance dele.
2 – A disputa é trincada.
Defensores dos animais gritam pelos jumentos
A Frente Nacional de Defesa dos Jumentos, que tem como uma das lideranças na Bahia Gislane Brandão, da ONG Bicho Feliz, solta o grito: a liminar que sustentava a proibição do abate caiu e a espécie volta a sofrer a ameaça de entrar na escalada industrial de frigoríficos.
Gislane pontua que é um absurdo total:
– O jumento não tem cadeia produtiva, não foi criado com a finalidade de abate, o que o condena ao extermínio. E há também a questão da saúde pública. A própria Adab, que briga pelo abate, em nota emitida em 27 de maio, declara que até aquela data foram diagnosticados oito animais positivos para mormo e cinco animais para anemia-infecciosa, no grupo de jumentos apreendido em Euclides da Cunha e Canudos.
REGISTROS
Tarado do parque
Uma mulher procurou a polícia em Feira de Santana para denunciar que foi vítima de abuso sexual. O acusado: Deodato Peixinho, diretor de parques e jardins da prefeitura. O assunto foi sensação ontem na cidade. Nas redes se perguntava: quem é o tarado do parque, peixe grande ou peixinho? Deodato pediu afastamento ontem.
Lessa, o baiano
Cearense de nascimento, baiano por opção, com 70 de Bahia, o jornalista Walter Lessa, 87 anos, vai receber o título de Cidadão de Salvador dia 19 de novembro (19h) na Câmara de Salvador. A iniciativa foi do vereador Atanázio Júlio (PSDB).
Cacau em pauta 1
Presidente do Consórcio Intermunicipal da APA do Pratigi (Ciapra), o prefeito de Igrapiúna, Leandro Ramos (PSB), voltou animado de Brasília, onde participou terça de audiência pública no Senado para discutir o fortalecimento da Ceplac.
Cacau em pauta 2
Leandro, que esteve acompanhado de prefeitos de toda a região, disse que a produção cacaueira envolve mais de 100 municípios. E ficou claro que a Ceplac é fundamental para todos.
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