LEVI VASCONCELOS
Segundo Temer, MDB não apoia ninguém porque é diversificado
Confira a coluna de Levi Vasconcelos deste sábado


Se o MDB, com 10 senadores, 42 deputados federais e 856 prefeitos, ainda é um dos partidos mais fortes do país, por que não lançou e nem apoia nenhum candidato a presidente nas eleições deste ano?
A pergunta aí foi feita ontem ao ex-presidente Michel Temer, que esteve em Salvador para participar dos 215 anos da Associação Comercial da Bahia (ACB), com a exibição do documentário 963 dias, que narra o período em que ele esteve na Presidência da República.
– O MDB, de alguma forma, é uma espécie de federação. Ele tem vários quase partidos regionais. O presidente (deputado Baleia Rossi – SP) fez uma reunião e concluiu que o melhor seria deixar cada um à vontade, para não dividir o partido. Isso já aconteceu em outras oportunidades.
FATIAMENTO –Em síntese, o MDB segue a linha da grande maioria dos partidos no Brasil. Há 80 partidos aptos a disputar as eleições deste ano, e deles, hoje, 27 têm representações no Congresso Nacional.
Quase todos, à exceção do PL, que tem Flávio Bolsonaro como candidato a presidente, e o PT, na federação Brasil Esperança, com o PCdoB e PV, que tem Lula, seguiram a mesma batuta, deixar todos à vontade, com o PSD, que tem Ronaldo Caiado como candidato a presidente e o presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, como vice, sendo o caso mais emblemático.
A visita de Temer teve almoço no Restaurante Amado, oferecida pela presidente da ACB, Isabela Suarez.
Na festa da UPB, Jerônimo e Neto foram representados como deu
Politicamente a festa de anteontem na UPB foi ecumênica. Os candidatos não compareceram por força da lei, mas Jerônimo tinha lá o secretário Adolfo Loyola (Relações Institucionais) e a primeira dama, Tatiana Veloso, que se dizia tranquila.
– Eu não sou candidato a nada, então eu posso.
Já na banda de ACM Neto tinha o pai, ACM Júnior, diretor da TV Bahia, e Bruno Reis, prefeito de Salvador, que lá estavam como associados da entidade.
Wilson Cardoso (PSB), prefeito de Andaraí e presidente da entidade, disse estar tudo dentro dos conformes.
– Aqui é uma casa de política, para fazer políticas, mas políticas públicas, e não política eleitoral.
Paulo Roberto Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que esteve na festa dos 62 anos da UPB, carimbou a tese: 'Assino embaixo'.
Juazeiro tem mais presidentes
Um olhar sobre a galeria dos ex-presidentes da UPB mostra que Juazeiro foi o município que mais esteve no comando da entidade.
Jorge Khoury, hoje no Sebrae, presidiu a entidade em duas graças, de 1983 a 1984 e de 1987 a 1988, além de Misael Aguilar (95-96). Camaçari, com José Tude (91-92) e Luis Caetano (2022-2012) e Jequié com Roberto Brito (2001-2002 e Zé Cocá (2021-2023) são os outros com mais tempo.
Cuba, apesar de Trump, vai viver, segundo Valter Xéu
O jornalista Valter Xéu, santamarense que virou feirense e há mais de 30 anos também cubano, uniu-se aos novos contemporâneos para comemorar anteontem o centenário de Fidel Castro, o líder da Revolução Cubana em 1959, que morreu em 2016, aos 90 anos.
Ele, que já acumula mais de 70 viagens para lá, diz que a ilha de Fidel vive dias de muitas dificuldades, com sucessivos apagões, falta de alimentos e de energia, mas nem por isso a alegria temperada pela cultura sumiu.
– Claro que a situação não é das melhores, mas essa geração de cubanos é a ‘geração do boicote’. Já está acostumado com a falta de energia e de alimentos. E a festa continua.
POLÍTICA COM VATAPÁ
A força do bingo
Essa quem conta é o deputado federal Félix Mendonça Júnior, do PDT, agora candidato à reeleição.
Meados da década de 1990. Noite chuvosa, tempo fechado. Uma caravana governamental partiu de Itabuna em direção a Coaraci. Na estrada, breve total.
Félix Mendonça, o pai, deputado federal, do lugar, externava sua preocupação. Chegou a pensar em desistir. Com um tempo aquele povo não iria, mas Joaquim Gally Galvão, o Gima, prefeito, garantiu que fosse povo na praça era com ele.
Em Coaraci, ótima surpresa: a Praça da Feira estava apinhada de gente. Félix empolgou-se, na hora do discurso, declarou o tamanho da sua euforia:
– Fico a pensar: o que faria o povo encher a praça numa noite daquelas não se a confiança que ele tem nos seus políticos!
Da plateia, alguém corrigiu:
– É o bingo, doutor! É a força do bingo!
Colaborado por: Marcos Freitas