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TJ-BA vai ter eleição e o rolo rola sobre as regras: mudam ou não?

Publicado às | Atualizado em 08/10/2021, 23:03 | Autor: [email protected]
Tribunal de Justiça da Bahia | Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE | 5.3.2018
Tribunal de Justiça da Bahia | Foto: Joá Souza | Ag. A TARDE | 5.3.2018 -
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O Tribunal de Justiça da Bahia, a mais alta instância do Judiciário baiano, está em vias de realizar nova eleição para a escolha do sucessor do desembargador Lourival Trindade na presidência.

O pleito, pelo regimento, deve acontecer na terceira semana de novembro, pouco menos ou mais, tanto faz, mas a edição 2021 tem um ingrediente único: ainda não há certeza sobre as regras que vão valer, se a que estabelece o direito a candidaturas por antiguidade, ainda em vigor, ou se a possibilidade fica aberta para todos os desembargadores, no caso, 58, tirando os oito afastados pela Faroeste.

Candidatos — Se prevalecer o critério de sempre, o da antiguidade, os desembargadores aptos são Rosita Falcão, Ivete Caldas, José Cícero Landim, Carlos Roberto Araújo e Nilson Castelo Branco.

Os que defendem a tese da antiguidade, como Nilson, que é candidato, diz que abrir a possibilidade de qualquer um se candidatar, como já ocorre noutros tribunais, seria mudar as regras com o jogo em andamento, os a favor dizem que o projeto tramita há mais de um ano.

Esta semana, o desembargador Jatahy Fonseca, relator do projeto que muda as regras e beneficiário se isso acontecer, divulgou carta dizendo que não é candidato por não querer manchar sua história com uma ‘mudança casuística’.

O projeto está em mãos do desembargador Balthazar Miranda, que pediu vistas. Quarta que vem tem sessão.

No placar da convocação de Guedes quatro baianos contra

Por 310 votos contra 142, a Câmara aprovou o pedido para o ministro da Economia, Paulo Guedes, ir lá explicar sobre o fato de que ele é sócio de uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas.

Dos 39 deputados federais baianos, 27 votaram a favor, entre eles os dois Republicanos, Tia Eron e Márcio Marinho, sete estavam ausentes e cinco foram contra.

Ei-los: Charles Fernandes (PSD), de Guanambi, ligado a Otto Alencar. Zé Rocha (PL), que sempre acompanha o governo. Tito (Avante), de Barreiras, bolsonarista. Uldurico Júnior (Pros), cuja base é no extremo sul, onde o bolsonarismo é forte, e Cláudio Cajado (PP), que dizem ser o único baiano a dar boas vindas a Bolsonaro no partido de João Leão.

Óbvio que tal votação afere pouco, já que governistas chapados votaram a favor. E por isso, os contra, dizem lá, foram mais realistas que o rei.

Embolada de criança e forró

Colbert Martins (MDB), prefeito de Feira de Santana, completou 69 anos sábado passado recebendo parabéns de quase todos os cantos (menos da maioria da Câmara).

No início da semana as rosas lançadas no natalício viraram pedradas. Motivo: ele baixou decreto que coloca segunda próxima, véspera do Dia da Criança, como feriado, para compensar o do São João, quando todo mundo trabalhou.

O comércio esperneou.

Adriana e Dayse, o novo comando feminino da Uneb

Desde que foi instalada, em 1983, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) só teve uma mulher como reitora, Ivete Sacramento, cujo mandato expirou em 1975. Novo capítulo nessa linha está sendo escrito na instituição com a vitória de Adriana Marmori e Dayse Lago para reitora e vice.

José Bites, o atual reitor, no cargo desde 2014 e reeleito em 2017 com 75% dos votos, diz que evitou se envolver na disputa porque os candidatos eram do mesmo campo dele, mas admite que a chapa vencedora era a preferencial dele. Em segundo ficou Marcelo Ávila, atual vice-reitor, e em terceiro Carla Liane, também vice dele na gestão passada.

Adriana e Dayse são do interior. Em Salvador, só ganharam na administração central, mas pela Bahia afora bombaram.

POLÍTICA

COM VATAPÁ

O bingo

Em memória de Joaquim Gally Galvão, o Gima, 71 anos, duas vezes prefeito de Coaraci, mais um dos atores do nosso tempo que a Covid roubou em julho.

Meados da década 90, noite chuvosa, tempo fechado. A caravana governista com ACM à frente partiu de Itabuna em direção a Coaraci.

Na estrada, breu total. Félix Mendonça, deputado federal, dono dos votos do lugar, externava a sua preocupação. Chegou a pensar em desistir. Com um tempo daqueles o povo não iria. Mas Gima bateu forte:

— Vamos lá! O povo é comigo e não se discute!

Em Coaraci, agradável surpresa, a Praça da Feira estava apinhada de gente. Félix empolgou-se, na hora do discurso, demonstrou o tamanho da sua euforia:

— Fico a pensar: o que faria o povo encher a praça numa noite dessas senão a confiança que ele tem nos seus políticos!

Da platéia, alguém corrigiu:

— É o bingo, doutor! O bingo! O bingo de Gima!

Gima rifou uma moto.

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