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LEVI VASCONCELOS

Turismo religioso ganha pique, puxado por Irmã Dulce

Confira coluna de Levi Vasconcelos deste domingo

Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcus Vinicius
Por Levi Vasconcelos, com colaboração de Marcus Vinicius
Os louvores à santa baiana ganharam um ingrediente novo, o 16 de agosto, como Dia de Irmã Dulce
Os louvores à santa baiana ganharam um ingrediente novo, o 16 de agosto, como Dia de Irmã Dulce - Foto: Tatiana Azeviche / Divulgação

Na literatura você alimenta a alma comendo com os olhos, nas artes plásticas os belos visuais guincham o astral para o alto e na música o som invade os ouvidos e daí gera o direito ao sacolejo do bumbum.

Cultura, como acima descrita, e turismo, são irmãs siamesas, como diz Maurício Bacelar, o secretário de Turismo da Bahia. E quando junta tudo isso, mais sol e praia e a gastronomia com o tempero do dendê, a preferência geral dispara.

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Sexta última Maurício reuniu a imprensa no Cuca Bistrô, no Terreiro de Jesus, coração do Centro Histórico de Salvador, para festejar o bom momento que a Bahia vive no setor – só em junho, um crescimento de 19,2%, quase cinco vezes a média do país, de 3,9%.

SINCRETISMO— E afinal, o que há de novo na cena para justificar tal crescimento? Para além das ações visando ampliar a acessibilidade, especialmente aérea, nacional e internacional, Maurício aponta três vertentes que só crescem: o turismo religioso com Irmã Dulce à frente, o avistamento de baleias e aves e o chocolate.

— Claro que no turismo religioso já temos componentes seculares, como o sincretismo.

Aqui, as religiões de matriz africana se embolam com o catolicismo. E se historicamente já temos a Festa do Bom Jesus, na Lapa, a Festa da Boa Morte, em Cachoeira, a de Monte Santo e o Bonfim em Salvador, agora vem Irmã Dulce com uma força expressiva.

SOL E PRAIA — Compreensível. Conta Maurício que Irmã Dulce foi canonizada em 12 de outubro de 2019, na boca da pandemia. Só agora, no pós covid, ela esbanja o potencial. Castro Alves já fez um santuário cuja visitação só cresce, Boa Vista do Tupimidem, e o Largo de Roma, onde fica o santuário da Santa Dulce, em Salvador, com uma bela estátua da santa na praça, vê a cada dia mais gente.

— Irmã Dulce é uma santa do nosso tempo, e se encontrou aqui na Bahia com dois outros santos, Santa Madre Tereza de Calcutá e São João Paulo. Isso pesa muito a favor.

Os louvores à santa baiana ganharam um ingrediente novo, o 16 de agosto, como Dia de Irmã Dulce. Somado ao fato de que ela foi canonizada em 12 de outubro, o calendário da religiosidade baiana está prestes a inserir o período como mais um nicho cultural.

Ressalva: no sincretismo religioso tem tudo que o turista quer, a gastronomia, as artes plásticas e a música, com direito a sacolejar o bumbum.

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