Turismo vive dias de euforia. O velho normal está quase no ponto

Publicado sábado, 27 de novembro de 2021 às 06:03 h | Atualizado em 26/11/2021, 22:04 | Autor: [email protected]

Maurício Bacelar, secretário de Turismo da Bahia, diz que vivemos um momento de euforia. No que diz respeito ao turismo está tudo bem pertinho de outubro de 2019, o último ano sem pandemia.

Ele conta que o movimento aeroportuário está igual, o consumo de energia ainda 8% abaixo, mas em crescente visível.

— Isso é fruto de muito esforço do governo e do trade turístico, principalmente discutindo as normas de biossegurança e treinando, capacitando o pessoal.

Os sinais positivos da movimentação confirmam a tendência inicial, o turismo interno, já que viajar para o exterior pode ser problema.

Chocolate — Detalhe curioso: a movimentação aeroportuária está na média 1,6% a mais, com alguns disparates. Em Vitória da Conquista ainda está 40% abaixo, a de Porto Seguro 7% a menos, mas a de Ilhéus 40% a mais, um estrondo, segundo Maurício, por mera questão de gosto:

— É a grande procura por Ilhéus, Itacaré e Barra Grande, na Península de Maraú.

E já que na banda litorânea da região cacaueira vai tudo bem, dia 16 próximo Bacelar vai lá para dar o start na reabertura da Estrada do Chocolate, uma rota entre Ilhéus e Uruçuça que inclui passeios por antigas fazendas de cacau, no meio da mata atlântica, com direito a degustar chocolates, sucos, licores e doces da terra.

O conjunto da obra nos induz a acreditar que por cá tudo vai bem. O problema é lá fora.

Movimento em restaurantes, bares e salões de beleza cresce

Se pelos ares tudo está indo bem, em terra também. Os consumidores da Bahia estão cada vez mais frequentando bares e restaurantes, segundo dados de consumo da Credicard com base nos gastos dos cartões de crédito da marca.

Os gastos em estabelecimentos do tipo cresceram 17,5% em outubro em relação ao mês anterior, uma tendência de crescimento que vem desde o ano passado – comparando com outubro de 2020, o aumento é de 42%.

Além disso, a Bahia também está aos poucos retomando os padrões de consumo nos cuidados com beleza e bem estar, com um aumento constante ao longo de 2021.

O volume total gasto com salões de beleza, massagem e spa no estado cresceu 130% em relação a outubro de 2020, com um incremento de 10% no consumo entre setembro e outubro deste ano.

Os sinais positivos são frutos da vacina, é óbvio.

Carnaval está mais difícil

A notícia de que a unamidade dos secretários estaduais de saúde é contra a realização do Carnaval 2022 jogou uma ducha de água fria na esperança dos carnavelescos. Um político próximo do governo corrobora a tese.

— Está muito difícil, o cenário internacional conspira forte contra. A Anvisa, a OMS, todos péssimos sinais. Eu apostaria que não teremos.

De fato, o cenário já pareceu ser bem melhor. Agora, degringolou de vez.

Isidório: ‘Pai não foi feito para enterrar filho. Dói’

Ontem, 16 dias depois de ter perdido o filho, o deputado estadual João Isidório, de 29 anos, abruptamente num acidente em Madre de Deus, o deputado federal Sargento Isidório (Avante) admite que vive dias difíceis.

— Estou como todo pai ou mãe que perde um filho. Pai não foi feito para sepultar filho. É uma dor muito forte. A pior da minha vida.

João Isidório era o quinto dos sete filhos de Isidório, dois homens e cinco mulheres, pela ordem Maria José, Tancredo, Graciene, Graziela, João Isidório, Taís e Taiane.

Graciene é administradora e Taiane psicóloga, ambas hoje estudantes de medicina. E Isidório avalia se coloca Tancredo no lugar de João:

— Ele é gestor, mas não é político.

POLÍTICA

COM VATAPÁ

Plebe e massa

Essa vem da lavra do saudoso Newton Macedo Campos. Ditadura e censura são irmãs siamesas, andam irremediavelmente juntas. Início dos anos 40, a ditadura de Getúlio Vargas tinha um dos seus tentáculos na redação do jornal O Estado da Bahia, apoquentando a vida do jornalista e médico Ruy Santos, secretário de redação (depois seria prefeito de Salvador, deputado federal cinco vezes e senador). Indagava ele ao censor:

— Me explique, amigo. Por que eu não posso usar a palavra massa?

— O termo é suspeito.

— Nem numa reportagem sobre padarias?

— Em lugar algum. Massa pressupõe agitação. Se vocês pensam que me enganam com esses ardis, dançaram.

Ruy franziu o cenho, olhou o censor, ironizou:

— O nome do nosso endereço telegráfico é Plebe. Só espero que vocês não queiram tirá-lo também.

E o censor, espantado:

— Menino, eu não tinha visto isso! Até nos endereços eles se infiltram! Plebe envolve agitação, é a mesma coisa de massa! Você vai tirá-lo e é já!!

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