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Um velho rebu de cara nova. STF julga caso do super-reajuste na Alba

Publicado às | Atualizado em 23/10/2021, 19:48 | Autor: Levi Vasconcelos
O presidente do STF, Luiz Fux, remarcou julgamento que afeta a Alba
O presidente do STF, Luiz Fux, remarcou julgamento que afeta a Alba -
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Luiz Fux, presidente do STF, marcou para o dia 4 próximo o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 362 (ADPF-362), movida pela Assembleia da Bahia e pelo governo do Estado, a pretensão de um grupo de 400 servidores que querem ganhar, por tabela, em cima de um reajuste concedido em 1991.

O tal reajuste, concedido por Eliel Martins, então presidente da Alba teve percentuais escalonados entre 20 e 102% na base do quem ganha mais leva menos. Os reclamantes postulam os 102% para todos. Estima-se que o impacto nas contas da Alba é de R$ 12 milhões por ano. No Funprev, é muito pior, vai a R$ 400 milhões.

Teori — O caso se arrasta pela justiça, Marcelo Nilo (PSB), hoje deputado federal, era presidente em 2014 quando Teori Zavascki, ministro do STF, votou a favor dos servidores. Graciliano Bonfim, o procurador da Alba, foi lá, conversou, levando uma pilha de documentos, ele reconsiderou.

Como se sabe, em janeiro de 2017, Teori morreu num acidente de avião. O caso passou para o ministro Alexandre de Moraes, que manteve o parecer contrário e foi para a votação do plenário. A pandemia atrasou, mas o placar já está de 7 a 0 contra o pleito dos servidores.

O julgamento do dia 4, espera-se, vai dar um ponto final na história, alimentada durante todo este tempo por um fluxo de pagamento, pelos servidores, a escritórios de advocacia. O fim está próximo.

Leão e as ‘iscas’ baianas para fisgar investidores portugueses

No périplo que realiza por Portugal para atrair investidores, especialmente no propósito de trazer para as bordas do São Francisco mais 15 vinícolas (hoje tem 5), João Leão carrega com ele farto material de filmagens para mostrar experiências bem sucedidas.

As vedetes do mix de iscas são duas. Uma, é a vinícola da Euroeste, em Barra, onde o português Pedro Garcia de Matos cria boi, porco e planta uva e agora experimenta o caju. Outra é a primeira fábrica de chocolate do Vale do São Francisco, em Côcos.

— Em Portugal, a Euroeste, que é uma grande criadora de suínos, tem 250 mil animais. Na Bahia, vai chegar a 1 milhão e 100 mil, mais de quatro vezes mais. Temos todas as condições.

O cacau no São Francisco é outra revolução. Irrigado, dá até 200 arrobas por hectare, um estrondo, já que o cacau na área de Ilhéus e Itabuna, nos velhos tempos, quando muito, chegava a 80.

A maldição no restaurante

Ao saber que o ex-ministro Zé Dirceu foi agredido verbalmente por uma mulher no restaurante da Preta, na Ilha dos Frades, parada sempre requisitada pelos que passeiam de barco na Baía de Todos os Santos, um petista baiano de alto coturno diz estar recomendando aos colegas que evitem o lugar. A explicação:

— Foi lá que no início de agosto Fábio Vilas Boas caiu em desgraça. Agora vem essa com Dirceu. É urucubaca.

Armando Avena vem aí com um novo livro, o 10º

Autor de dez livros, entre eles ‘O manuscrito secreto de Marx’ ou também ‘A última tentação de Marx’ e o festejado ‘Luiza Mahin’, a heroína negra baiana que lutou pela libertação dos escravos na Revolta dos Malês, Armando Avena, economista, jornalista e escritor, ocupante da cadeira 38 na Academia de Letras da Bahia, está de novo em cena.

Agora com ‘Os 7 vocábulos’, lançamento previsto para o fim de novembro, pela editora paulista Geração e conta a história de um escritor em busca por um best-seller.

— Eu adoro escrever, é a minha paixão. E com ‘Os 7 vocábulos’, me acho mais solto, brinco mais com o leitor, o riso é mais importante do que a trama.

Osório e o povo

Osório Vilas Boas marcou época na Bahia, como presidente do Bahia, o clube que ele dirigiu por décadas, como na política. Uma das suas incursões antes da ditadura, quando foi cassado, foi em 1962. Ele candidatou-se a prefeito de Salvador com o slogan: ‘Osório e o povo contra o resto’. Perdeu para Virgildásio Sena (que acabaria cassado após o golpe militar de 1964).

Amargava a melancolia que afeta os derrotados nos primeiros dias após a eleição, quando chegou um eleitor:

— Sêo Osório, eu moro num barraco lá no Corta Braço (hoje Pero Vaz), estou querendo sair da casa de madeira e ir para o tijolo. E vim aqui lhe pedir uma ajuda.

— Meu filho, a eleição já passou e eu perdi.

— Mas o senhor não disse que acontecesse o que acontecesse seria sempre ‘Osório e o povo contra o resto’?

— Eu disse, meu filho, eu realmente disse, mas a vida nem sempre é como a gente quer, é como é. Agora é ‘Osório e o resto contra o povo’....

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