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Varrer a moralidade fedorenta de Moro e Deltan, a peleja de Alban

Confira a coluna de Levi Vasconcelos desta terça-feira, 31

Publicado terça-feira, 31 de outubro de 2023 às 05:40 h | Autor: Levi Vasconcelos
Alban na CNI vai correr atrás do prejuízo da Lava Jato
Alban na CNI vai correr atrás do prejuízo da Lava Jato -

O baiano Ricardo Alban toma posse hoje como presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma representação empresarial top no país. Leva com ele vasto mix de bandeiras, da modernização tecnológica da indústria até a acessibilidade ao crédito, mas um ponto, o da construção pesada, é emblemático. 

A Lava Jato, com Sérgio Moro, o juiz, e Deltan Dallagnol, o procurador, em nome da moralidade no combate à ladroagem detonaram, além dos estragos na Petrobras, 206 mil empregos entre 2013 e 2020, dilacerando sete grandes construtoras, a Odebrecht, a OAS, a UTC, a Queiroz Galvão, a Andrade Gutierrez, a Camargo Corrêa e a Carioca Engenharia.

Hoje se vê uma construtora espanhola construindo o metrô de  São Paulo, estupidez num país que tem know how mundial.

Velhos tempos

Alban quer resgatar o protagonismo, mas sabe que não será tarefa fácil. Além dos empregos que evaporaram nos estragos da moralidade com cheiro de imoralidade tem também o lado acadêmico. Os cursos de engenharia esvaziaram e hoje, segundo o próprio Alban, o mercado está com falta de mão de obra qualificada.

Alban faz a ressalva, ‘resgatar sem os vícios do passado’. Mas cá pra nós, há alguns pingos a botar nos is.

Claro que não vamos aqui justificar roubalheiras, mas convenhamos que se o preço da moralidade é o que está sendo pago dá para entender porque o povo aceita de boa, não de agora, o rouba mas faz, deixando o desprezo para o rouba e não faz e o nem rouba e nem faz, como é o caso da Lava Jato.

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