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ACERVO DA COLUNA
Publicado terça-feira, 27 de janeiro de 2026 às 7:29 h | Autor:

Entre guerras e eleições: onde investir em 2026

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Patricia Falcão,  sócia da SVN Capital
Patricia Falcão, sócia da SVN Capital -

O ano de 2026 se apresenta como um período de maior volatilidade nos mercados financeiros, resultado da combinação entre incertezas geopolíticas no cenário internacional e o ciclo eleitoral brasileiro. Para os investidores baianos, esse ambiente exige ainda mais atenção à gestão de risco, sobretudo em um estado cuja economia é fortemente conectada ao consumo interno, ao turismo, ao setor de serviços e à dinâmica fiscal nacional.

Historicamente, anos de eleições presidenciais no Brasil ampliam a dispersão de expectativas em relação à política econômica, pressionando juros, câmbio e ativos de risco. Nesse contexto, a diversificação deixa de ser apenas uma recomendação e passa a ser um pilar central da estratégia de investimento, especialmente para quem constrói patrimônio na Bahia com foco no médio e longo prazo.

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Na renda fixa, a prioridade deve ser a preservação do poder de compra. Títulos atrelados ao IPCA continuam oferecendo prêmios reais elevados em termos históricos, tanto no Tesouro Nacional quanto no crédito privado de boa qualidade. Para o investidor baiano, que muitas vezes busca previsibilidade de fluxo e menor volatilidade, a combinação entre papéis indexados à inflação e pós-fixados segue eficiente. Uma exposição parcial a títulos prefixados pode capturar eventuais movimentos de queda na curva de juros, desde que com controle de duration e risco.

Na renda variável, após a valorização observada em 2025, a relação risco-retorno exige maior seletividade. A alocação deve priorizar empresas com geração consistente de caixa, baixa alavancagem e capacidade de repasse de custos — características fundamentais em um ambiente de crescimento moderado da economia brasileira.

A diversificação internacional também se torna estratégica. A dolarização de parte do patrimônio funciona como hedge cambial e reduz a dependência do risco fiscal doméstico, aspecto relevante para o investidor baiano diante da fragilidade histórica da moeda brasileira.

No segmento imobiliário, fundos logísticos mantêm fundamentos sólidos, impulsionados pela demanda estrutural por galpões e centros de distribuição. Já as lajes corporativas apresentam assimetrias positivas, com descontos relevantes sobre o valor patrimonial e restrições para novos lançamentos.

Por fim, estratégias multimercado com gestão ativa podem complementar o portfólio, ampliando a eficiência da alocação em um ano que exigirá disciplina, diversificação e visão econômica de longo prazo — atributos cada vez mais necessários para o investidor da Bahia em 2026.

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