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Made In Bahia

Por Olga Pontes

ACERVO DA COLUNA
Publicado | Autor:

Governança para empresas baianas

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Olga Pontes 
Vice-presidente do IBDEE – Instituto Brasileiro de Direito e Ética empresarial
Olga Pontes Vice-presidente do IBDEE – Instituto Brasileiro de Direito e Ética empresarial -

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as empresas familiares são a principal forma de organização empresarial do nosso país. 90% das empresas brasileiras são familiares, responsáveis por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) e empregam 75% da força de trabalho do país. As empresas familiares baianas são âncoras financeiras e sociais do estado, que possui o 7º maior PIB do país e o maior PIB do nordeste.

Empresas familiares tendem a serem ágeis no processo decisório e a tomarem decisões com efeito de mais longo prazo. Os resultados dessas decisões podem impactar diretamente o ecossistema no qual elas operam e por isso elas são cada vez mais demandadas por transparência, integridade, responsabilidade corporativa e consciência social, sejam elas de capital aberto ou fechado.

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Para aprimorar o processo decisório e enfrentar os desafios que podem ameaçar a perenidade das empresas familiares - sucessão, disputas de poder, opacidade entre as questões familiares e empresariais, entre outros - as boas práticas de governança estão cada vez mais presentes nessas empresas, criando valor, impulsionando o progresso e fortalecendo a confiança. No entanto, a adesão às boas práticas nem sempre é voluntária e se dá normalmente pela pressão do rápido crescimento do negócio, da necessidade de acesso a capital, dos frequentes questionamentos sobre a responsabilidade das organizações e de seus administradores e pelo próprio avanço das legislações e regulamentações.

A recente publicação da 23ª pesquisa Edelman Trust Barometer 2023, que estuda sobre a confiança das pessoas nas empresas, governos, ONGs e mídia, conclui que apesar de o otimismo econômico mundial está em colapso, no Brasil as empresas e as ONGs foram apontadas como as únicas instituições confiáveis e que globalmente as empresas familiares são as mais confiáveis. Focando o olhar para a Bahia, conforme a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o Indicador de Confiança do Empresariado Baiano (ICEB) é de pessimismo moderado, demonstrando que a governança do ecossistema empresarial baiano tem espaço para o amadurecimento e consequente fortalecimento da confiança, em um processo contínuo e evolutivo no tempo e na prática.

Espera-se que as lideranças empresariais na Bahia pratiquem a humildade intelectual e analisem com empatia, a possível incorporação das melhores práticas de governança, risco e compliance, eliminando resistências e focando no benefício para a organização e para a sociedade no geral. Boa governança corporativa e lideranças virtuosas: química perfeita para nutrir uma cultura de integridade e almejar progresso empresarial.

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