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COLUNA O CARRASCO

Publicado segunda-feira, 31 de maio de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 30/05/2021, 16:17 | Autor: O Carrasco
Os bastidores da política baiana passam por aqui | Imagem: Editoria de Arte A TARDE
Os bastidores da política baiana passam por aqui | Imagem: Editoria de Arte A TARDE -
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CARTA ABERTA MAS CAMUFLADA I

Circulou nas redes sociais durante a semana passada, uma carta aberta dirigida ao governador Rui Costa (PT), onde entidades supostamente ligadas à defesa do meio ambiente, sobretudo pseudo associações de quilombolas, tecem duras críticas à diretora do INEMA, Márcia Telles, que recentemente foi nomeada para o cargo de secretária de Meio Ambiente, em acúmulo com a função que exerce no INEMA desde o governo Jaques Wagner. Os subscritores do manifesto dizem do “descontentamento com a indicação interina da Sra. Márcia Telles, Diretora do INEMA, à SEMA” e reitera sobre “a necessidade de que o nome definitivo para esta importante pasta tenha uma trajetória marcante na área, ou na gestão pública democrática, de real e efetivo compromisso com a proteção ambiental, aberto a um diálogo franco com todos os setores da sociedade civil, especialmente com as populações mais vulneráveis”.

CARTA ABERTA MAS CAMUFLADA II

Personagens que conhecem o assunto viram com desconfiança a atitude de entidades que sempre foram parceiras do INEMA. Dizem com todas as letras que tais entidades estão sendo usadas como “boi de piranha” da promotora Cristina Seixas, do MP da Bahia, em manobra com o seu parceiro GAMBÁ - Grupo Ambientalista da Bahia, este último, inclusive, assina a tal carta aberta.

CARTA ABERTA MAS CAMUFLADA III

Segundo fortes rumores, o que teria despertado a sanha revolucionária da conflagrada promotora e de seu GAMBÁ de estimação seria o descontentamento com a condução racional levada a efeito, sobretudo nos últimos anos, pela diretoria do INEMA. Insatisfeitos com o respeito que passou a ser cumprido pelo INEMA com relação à competência de cada ente público (União, Estados e Municípios) prevista em lei federal de quase uma década, bem como irresignação com a forma de licenciar dentro das exigências legais, mais ainda em projetos importantes para o desenvolvimento do estado e do município de Salvador, a dupla, segundo informações de bastidores, estariam usando associações, grupos e conselhos para, sordidamente, mexer no tabuleiro político e interferir nas escolhas do governador, ainda que mediante ataques pessoais e covardes, como aqueles que constam na famigerada carta aberta.

CARTA ABERTA MAS CAMUFLADA IV

Algumas das entidades que subscrevem a carta e sobretudo inúmeras Associações de QUILOMBOLAS de diversas localidades do estado, precisam abrir os olhos e perceber que no mundo inteiro, a preservação equilibrada do meio ambiente, respeitando-se uma pauta sadia de desenvolvimento urbano é o que efetivamente produz benefícios para comunidades minoritárias e esquecidas. Sensibilidade sim, radicalismo não.

CARTA ABERTA MAS CAMUFLADA V

Ao concluir o pedido dirigido ao governador de que “a indicação de um nome que seja reconhecido e respeitado pelo segmento socioambiental para que se possa efetivar uma gestão ambiental “pública”, de fato, fortalecendo a participação social e reestabelecendo o diálogo indispensável à boa governança ambiental, imprescindíveis à reversão premente que se faz necessária na gestão ambiental no Estado”, a carta, até pela sua linguagem já conhecida por quem milita na área, deixa evidente o DNA da dupla Cristina/Gambá. Essa farsa tende, finalmente, a cair.

BOMBA RELÓGIO

Depois que os Municípios de Salvador, Candeias, Madre de Deus e São Francisco do Conde, tomaram a iniciativa de notificar a Petrobras e o Fundo Mubadala acerca da necessidade desses dois atores contingenciarem um valor para garantir a recomposição do passivo ambiental deixado pela operação do TEMADRE e da RLAM, ruídos começaram a surgir na conclusão da operação, que estava em vias de uma TED no valor de US$ 1,6 bilhão de dólares. Alem da questão ambiental, também uma discussão jurídica sobre o pagamento de ITIV em virtude da transferência patrimonial, por venda, diga-se de passagem, já vem deixando os árabes de orelha em pé, que não querem comprar gato por lebre. Acionistas do exterior exigem que esse imbróglio seja publicizado por meio de comunicado ao mercado (fato relevante). Ninguém quer ficar com essa bomba na mão. O Carrasco apurou que até um dos mais conceituados escritórios de advocacia do Brasil foi notificado, considerando ser ele o assessor jurídico do Mubadala na operação.

TÁ À TOA

Uma famosa personagem dos corredores da política baiana anda dando o que falar. Desta vez, a rainha da super produção anda mais deslumbrada do que nunca. Vindo lá da Terra do Descobrimento, a moça que já esteve no Codecon posa agora de mau exemplo nas redes sociais. Entre um exercício e outro, ela se exibe sem máscara na rua e vai além. Agora, vive rodeada de novos amigos fazendo live com os patrões dos postos de combustíveis e marcando ponto em reunião com o sindicato. Entre uma façanha e outra, a pergunta que não quer calar: os consumidores ficam como nessa? Cuidado madame, não dá pra bajular alguns sem passar despercebida.

CARTEL NA MIRA

O esquema de Cartel montado pelas gigantes dos combustíveis Raizen (Shell), BR e Ipiranga está prestes a desmoronar. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu que há um grande esquema econômico entre redes de postos de combustíveis, revendedoras e distribuidoras, envolvendo mais de 300 pessoas e empresas no DF. Tais práticas consistiriam em acordar preços de venda de etanol, influenciar a adoção de conduta comercial uniforme ou concertada entre concorrentes, discriminar adquirentes e dividir mercado. Em recente investigação de práticas proibidas no setor, o Cade tem punido grandes distribuidoras, mesmo em casos locais, como ter condenado a Ipiranga a pagar R$ 8,187 milhões por ilegalidades praticadas ao lado de donos de postos de Joinville (SC). A prática revela a agressão e o crime contra o mercado e contra o consumidor. Este último, é forçado a pagar um alto preço para manter a estrutura em funcionamento.

BASTIDORES

Um contrato milionário chamou a atenção dos leitores do Carrasco, que logo trataram de sinalizar a expertise e influência do que está por trás dos mais de 5 milhões de reais em jogo. A 'parceria' prorroga o serviço com uma clínica, cujo um dos representantes dela é um vereador. Com o valor mensal pago de mais de R$ 400 mil, o Carrasco vai acompanhar de perto essa movimentação pra lá de suspeita e que garante uma boa bolada aos envolvidos.

DE OLHO NA PASTA

O Ministério da Cidadania foi criado em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro e os programas carros-chefes são os Bolsas Família e Atleta, ambos criados por Lula. Com a pandemia, a pasta ficou também responsável pelo Auxílio Emergencial. Os programas não dependem de nenhuma relação dos gestores ou parlamentares para contemplações. Inclusive, Bolsonaro já avisou que vai “libertar a população do jugo” e um aplicativo está sendo tocado por João Roma para tirar das prefeituras a relação com os contemplados dos programas federais.

SÓ EXERCÍCIO DE RETÓRICA

Vilas-Boas divagou na entrevista: "Chegará o dia que nós teremos que fechar fábricas de cerveja na Bahia", disse ele, à certa altura. Com a repercussão da fala, que certamente chegou em poucos minutos a Rui, o secretário tentou consertar e disse que era apenas "mero exercício de retórica". O governador agiu rápido, como o amigo que fica de motorista da rodada. Com sobriedade, negou horas depois que exista essa chance. Ainda fez live com latinha de cerveja.

NÃO SAROU

Na mesma live, Rui mostrou que ainda não sarou depois de Bellintani partir seu coração no ano passado. O presidente do Bahia decidiu não disputar a prefeitura de Salvador e continuou no clube, onde foi reeleito meses depois para o segundo mandato. “O Campeonato Brasileiro vai começar, o Bahia vai jogar - já não está jogando tão bem. O cara toma uma cervejinha para relaxar e passar a raiva dele com o jogo do Bahia", disse o governador. Bellintani, como já vem fazendo, não deixou Rui sem resposta e pediu que as críticas "venham com melhorias de infraestrutura" em Pituaçu, de responsabilidade do governo do Estado. Por causa das condições do estádio, o Bahia foi multado recentemente pela Conmebol em R$ 500 mil. "O torcedor que precisou tomar cerveja para passar raiva, tomou para passar a raiva das condições do gramado e da iluminação. [...] Quem vai em Pituaçu precisa tomar cerveja para não passar raiva", declarou Bellintani.

PORTA DE ENTRADA

No ano passado, bem no começo da pandemia, Rui reclamou (com razão) da Anvisa por não permitir que o estado mantivesse barreiras sanitárias nos aeroportos, nas quais passageiros tinham a temperatura medida. Não seria o caso de buscar retomar as ações agora, com casos da variante indiana já confirmados no Brasil? Em São Paulo, a medida já é aplicada, inclusive com apoio da Anvisa.

MAU EXEMPLO

Falando em Santa Casa, a presidente da Federação de Santas Casas da Bahia (FESFBA), Dora Nunes, deu um mau exemplo na última semana. Em encontro com o presidente Jair Bolsonaro em Brasília, quando trataram do repasse de R$ 2 bilhões às instituições por parte do Governo Federal, mostrou todo a sua satisfação no acerto de uma forma nada bacana. Posou ao lado do presidente com sorriso no rosto, que só foi possível de ver pela ausência da máscara de proteção, essencial para evitar a disseminação da Covid-19. O registro foi compartilhado pela própria Dora em um grupo de WhatsApp. Péssimo para quem preside uma federação ligada à saúde.

ALTA DESPROPORCIONAL

Nas últimas semanas o álcool gel desapareceu das prateleiras dos supermercados de Salvador. As unidades que restavam sumiram rapidamente por causa da demanda. De repente, as prateleiras apareceram abastecidas e o produto estava sendo vendido com um valor 70% maior. Um produto essencial e em plena pandemia? Sendo assim, o consumidor fica entre a cruz e a espada.

ENQUADRADA

A enquadrada da semana vai para a Terra do Descobrimento, Porto Seguro. Por lá, depois que a empresa PALMAS ESTACIONAMENTO ROTATIVO abocanhou a exploração da Zona Azul em 2019, a nova gestão suspendeu preventivamente o contrato e foi deferida uma questionável decisão pelo TJ-BA, ordenando a manutenção do serviço por ausência de processo administrativo, inobstante a juíza local tivesse referendado a suspensão do atual prefeito. Recentemente, a promotora Lair Faria Azevedo ordenou o arquivamento de um inquérito civil que a PALMAS tentava abrir contra a gestão municipal e o Judiciário, por meio de sentença da juíza Nêmora de Lima Janssen, julgou improcedente a ação da empresa, quer por entender que a postura do Executivo estava correta, quer por entender que tendo sido concluído o procedimento administrativo, as alegações da empresa caíram por terra. Ciente dessa sentença, ato que põe fim a um processo judicial, o recurso de agravo no qual foi concedida a liminar em favor da PALMAS perdeu objeto. Justiça bem aplicada, com a cidade livre da abusiva cobrança da zona azul. Tudo dentro da mais absoluta normalidade, não fosse o fato de que, “em tempo de Faroeste, ainda existam falastrões e lobistas vendendo o nome de desembargadora séria do TJ”, confidenciou a este Carrasco um dos advogados da própria parte. O causídico, inclusive, já estaria de saída da causa porque o cliente prefere acreditar no conto do vigário em detrimento das regras processuais. O TJ, no âmbito da Operação Faroeste, tem três desembargadoras presas e uma em domiciliar, daí ser inimaginável que uma quarta queira se meter em rolo.

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