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O Carrasco

Publicado segunda-feira, 28 de junho de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 27/06/2021, 17:45 | Autor: Da Redação
Os bastidores da política baiana passam por aqui | Imagem: Editoria de Arte A TARDE
Os bastidores da política baiana passam por aqui | Imagem: Editoria de Arte A TARDE -
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MAIS UM TRAÍRA CONFIRMADO

O que pensou ser um erro de digitação de voto tornou-se a confirmação da traição sem pudor. Vai ser difícil o deputado Mário Negromonte Júnior explicar para seu eleitorado ter votado contra a Medida Provisória que, além de reconstituir o sistema elétrico destruído pelo governo Lula e Dilma, destinará bilhões de reais nos próximos anos para a tão sonhada revitalização do rio São Francisco. O Carrasco arrisca um palpite: vai terminar sem reeleição no ano que vem e tendo que acertar contas com sua consciência, além de probleminhas na justiça. Herança de pai e mãe.

DENIS, O PIMENTINHA

Os senadores bolsonaristas bem que tentaram envolver problemas familiares. Mas como o ortopedista carrancudo tem passado dos limites do ódio, o troco virá como uma bomba pós-festa junina. Vai estrear a qualquer momento na CPI da Covid, um novo longa metragem. “O Pimentinha”, espelhado na comédia “Denis, o Pimentinha”, porém estrelado pelo personagem Daniel. Seguindo a ótica dos suspenses/policiais Hollywoodianos, a película baiana contará as estripulias do IBDAH.

O MURISTA

Quem pensa em ser candidato a governador não pode andar em cima do muro. Tem que ter posicionamento firme e objetivo. Depois de tergiversar sobre a Medida Provisória da Eletrobras, afirmando que não era contra a revitalização do rio São Francisco, o senador petista Jaques Wagner mais uma vez tenta ludibriar seu eleitor. Já está ficando feio demais! Dessa vez o petista não consegue explicar, definitivamente, se é a favor ou contra do voto impresso. Ao dizer que seria contra, mas que defende a checagem de urnas por amostra, Wagner acende uma vela para Deus e outra para o diabo. O Carrasco apurou que o pré-candidato a governador tomou um esporro de Lula. Perguntou-lhe, segundo as más línguas, se ele estava querendo jogar a favor de Bolsonaro. Quem presenciou a cena disse que o ex-presidente ligou aos gritos e falou o que não se fala a um bicho de estimação.

CHILIQUE ORTOPÉDICO

Emparedado pelos seus eleitores e pela maioria dos colegas partidários do PSD, o senador Otto Alencar até que tentou um revide. Anda dando calundu aos interlocutores dos meios de comunicação, exigindo que nenhum site reproduza notícias sobre a sorrateira traição para com o Velho Chico e suas populações ribeirinhas. Dizem que chegou a exigir que o governador Rui Costa entrasse no circuito para enquadrar os donos de sites baianos. Queria ainda que eles fossem proibidos de mencionar as críticas do vereador Alexandre Aleluia, que foi impiedoso ao desmascarar Otto Alencar. Mais um que terá a devida resposta na eleições de 2022. Sem mandato, só lhe restará um emprego em alguma Organização Social (OS) da área de saúde, em alguma prefeitura pequena, claro, pois na Bahia de Joao Roma ou ACM Neto o IBDAH, já desmascarado, não terá vez.

A PONTE DO RIO QUE CAI

O Carrasco nunca erra. Disse aqui tempos atrás que os chineses, em razão da alta dos preços de material de construção, especialmente aço e cimento, iria virar a mesa e exigir o aditivo contratual e que isso iria impactar brutalmente no custo da obra bonitona e no aumento da tarifa, caso ela saísse do papel. Dito e certo. Deu na coluna de meu amigo Levi Vasconcelos do último dia 23 de junho: “Ontem em Feira de Santana, João Leão, vice-governador e secretário do Planejamento, um dos que tocam o projeto da ponte, admitiu que o problema existe e o fato é real, o aço dobrou mesmo e o cimento disparou. (…). Não é só o contrato da ponte. Varias outras obras estão na mesma situação. E o motivo da queixa é justo”, afirmou João Leão. Sonhar com a ponte mesmo sem ter qualquer licença dos mais diversos órgãos federais a gente até permite, mas pensar em executá-la com valores bilionários acima do previsto é mais que utopia. Este Carrasco dúvida que Rui Costa entra nessa. The end, Bonitão!

CADÊ COCÁ?

Lá pelas bandas de Jequié o povo anda reclamando do prefeito Zé Cocá. Dizem que o foco dele na UPB tá tão grande que o município está a ver navios. Na última semana, a balbúrdia causada na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) chamou atenção dos moradores. A poluição sonora estava tão alta que apelaram para o MP intervir. A prefeitura foi acionada a tomar medidas para combater este tipo de crime na cidade. Enquanto isso, chega ao Carrasco que Zé largou seu eleitorado de lado e que Jequié passa longe de seus interesses desde que assumiu o trono da União. Será?

TUDO EM CASA

Pense no absurdo, na Bahia tem precedente. Na capital Salvador a brincadeira de compra e locação de terreno está cada vez melhor para os sócios das empresas GPEC Patrimonial e Administração e PJ Construções e Terraplanagem. Isso porque, os sócios são os mesmos. Eles adquiriram, por meio da GPEC, o terreno próximo à Tancredo Neves que dará lugar à nova sede da Transalvador, opção feita na gestão municipal passada. Vale lembrar, esta PJ é a mesma que volta e meia ganha licitações para construções não só no município, mas também pelo interior a fora. Como no Carrasco não passa nada, vale o velho e bom ditado popular: diga com quem andas que lhe direi quem és. Estamos de olho, e Bruno Reis mais ainda.

CAMUFLADO?

Podem até querer inventar outro nome ou jogar 'laranja' no circuito, mas não vai funcionar. O Hospital Alayde Costa, em Salvador, que é administrado pelo velho e conhecido IBDAH, agora vai receber também um reforço da Santa Casa de Misericórdia de Ruy Barbosa para serviços de alta e média complexidade nos atendimentos de nefrologia. O que chama atenção e que já é de conhecimento do Carrasco é a informação que por trás do Instituto e da Santa Casa há personagens em comum. Estes, disfarçados por meio dos CNPJs, saem ganhando nestes contratos da Saúde. Mas aí vai um aviso: cuidado! A máscara já caiu e breve a identidade será revelada!

EUCLIDES DA LICITAÇÃO PARTE II

Na semana passada, o Carrasco trouxe à tona informações sobre contratos sem licitação que andam acontecendo em Euclides da Cunha. Por lá, dizem que o escritor que batiza a cidade anda se revirando no túmulo diante de tantos milhões que circulam nas construções do pequeno município. Chega a esta coluna que duas empresas já estão chamando a atenção. Com iniciais miúdas, as 'sortudas' andam fazendo a festa e garantem a boquinha na hora de arrematar o lance. DIS*seminadas, a verdade é que *Já *P*odem afirmar que elas têm muito 'prestígio' por lá.

TEM QUE RESPEITAR

Chegaram até esta coluna rumores que um empresário do entretenimento responsável por uma estrela do mercado, desenhou um plano maligno para tomar as participações dos seus sócios. A pandemia para ele se tornou o grande trunfo para desidratar. O Carrasco irá acompanhar as peripécias desse rapaz. Dizem as más línguas que ele se inspirou na série LUPIN, da Netflix. Fiquem atentos às cenas dos próximos capítulos, pois a lupa já está mirada nele desde os anos passados.

UMA PROPOSTA

No vai e vem de abertura e fechamento do comércio por conta da pandemia, o deputado Zó (PC do B) encontrou uma solução, se não óbvia, ao menos objetiva para o problema: imunização dos trabalhadores do comércio. Mas o problema são as vacinas mesmo. Com a chegada ao Estado de imunizantes a conta gotas, não se pode esperar muita coisa.

SEM MORAL

O STF confirmou a decisão da Segunda Turma que julgou o ex-juiz Sergio Moro parcial na sua atuação no caso do tripléx do Guarujá, envolvendo o ex-presidente Lula. Desde a saída constrangedora do governo Bolsonaro, com rompimento e acusações de tentativas de interferência no curso do seu mandato à frente do Ministério da Justiça, passando pela contratação como consultor da empresa que faz a recuperação judicial de construtoras condenadas por ele durante Lava Jato, Moro parece estar cada vez mais sem moral. Há algum tempo, muito se falava em uma possível candidatura à presidência da República, o que nunca chegou a ser confirmado pelo próprio. Mas hoje tudo leva a crer que o máximo que conseguiria seria brigar por uma vaga no legislativo.

TERRA QUADRADA

A participação do deputado federal e ex-ministro Osmar Terra na CPI da Covid foi um show de desinformação. Os senadores repassaram vídeos com previsões constrangedoras do ex-secretário de Saúde do Rio Grande do Sul no início da pandemia, quando acreditou que a Covid-19 vitimaria menos pessoas do que as gripes sazonais do seu estado. As posições negacionistas e teses inusitadas e com nenhum embasamento científico guiaram o depoimento do amigo pessoal do presidente Bolsonaro, que nas redes sociais ganhou o apelido que corrobora com a veracidade dos seus argumentos: Osmar 'Terra Quadrada' e Osmar 'Terra Plana'.

RASTRO DE SANGUE

Desde que o agricultor Paulo Grendene foi assassinado, no início deste mês, rastros de sangue foram deixados e começam a aparecer. Grendene teria denunciado grileiros com atuação na venda de terras no Oeste - alvo da Operação Faroeste. Foi aí que o MPF ligou a morte do agricultor a investigações da Faroeste. O órgão aponta, no documento em que pede a manutenção da prisão da desembargadora Ilona Reis, que o grupo criminoso formado por magistrados e advogados é o responsável pelo cometimento de diversos ilícitos, incluindo a morte de Grendene.

CÁ TE ESPERO

Quem entrou de vez no radar da PGR foi o MPF de Porto Seguro. Interesses de empresário andam a mil por hora. Personagens que andam ZELAando por causas milionárias e perturbando bilionários que querem investir no balneário preferido do PIB brasileiro. Melhor ficar calado, pra ver se esse povo desiste de perseguição, afinal de contas abuso de poder virou crime.

TORRE TORRE…

Quem avisa amigo é. A Torre, mesmo depois da sinalização, insiste nas cotoveladas nos companheiros. A foice vem antes do esperado.

ENQUADRADA

De novo uma pequena revoada do MPF merece nossa atenção semanal. Seria trágica se não fosse cômica a entrevista feita pelo trio de Subprocuradores da República Luiza Frischeisen, Mario Bonsaglia e Nicolao Dino a uma famosa revista digital Morista (defensora de Sérgio Moro e seus métodos). “O procurador-geral da República é órgão de Estado, não de governo. Daí o necessário distanciamento em relação ao Poder Executivo, para que possa exercer com a desenvoltura necessária seu papel de fiscal”, afirmou Nicolao Dino, cujo discurso é encampado pelas colegas da lista tríplice. O Carrasco foi dar uma lida na Constituição Federal e encontrou o artigo 128, parágrafo primeiro, no qual está claro que “o Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução”. Não há e nunca houve qualquer exigência legal de que o presidente tenha de se curvar a qualquer lista tríplice feita pelo MPF. Se essa moda não fosse acertadamente afastada pelo governo Bolsonaro, não iria demorar para que a Associação dos Magistrados Brasileiros - AMB, tentasse emplacar uma tese na qual o chefe do Executivo Nacional teria de respeitar eventual exigência, também por uma lista, para o STF. Uma coisa é sugerir alguns nomes por meio de nota pública ou coisa do tipo, outra, bem diferente, é “criminalizar” o processo de escolha do PGR. Coisa de quem não se curva a equilibrado trabalho de Augusto Aras, cuja gestão tem dados estatísticos que superam os seus antecessores. Segundo se comenta, além da gestão de Aras ter obtido restituição de dinheiro público maior do que outros PGRs, é fato público e notório que Aras cortou as asas de procuradores irresponsáveis e que agiam por interesses políticos e persecutórios.

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