Plantas ornamentais são tóxicas para os animais

Publicado domingo, 05 de dezembro de 2021 às 06:00 h | Atualizado em 04/12/2021, 19:26 | Autor: Hilcélia Falcão

Aquela plantinha que fica linda na sua varanda pode não ser uma boa amiga do seu pet. Rosa do deserto (Adenium obesum) , coroa de cristo (Euphoprbia milii) e bico de papagaio (Euphoprbia pulchaerrima) ), por exemplo, comuns na decoração, podem causar coceira intensa e irritação ocular nos bichinhos. É que a maioria das ornamentais é tóxica para eles, o que restringe o rol de plantas amigas  às hortaliças e outras comestíveis ou fitoterápicas. 

Mesmo entre essas, aparentemente inofensivas para cães, gatos e aves, há casos em que a quantidade ingerida pode, sim, intoxicar. Ou, no caso  dos tutores que optaram pela alimentação natural, confundir gato por lebre, com o perdão do trocadilho, pode custar a vida do seu companheirinho.

“Acompanhei um caso de um tutor que faz alimentação natural e ofereceu o que seria hortelã grosso aos cães. Ele intoxicou os animais dele porque não era hortelã grosso, era o falso boldo, o tapete de oxalá (Coleus barbatus benth), que parece muito mas não é”, conta a médica veterinária fitoterapeuta Viviane Abreu. O tutor em questão é Raphael de Castro Gazoti, 31 anos, que alimentou Juma, 1 ano, Pira, 1 ano, e Pala, 3 anos, com uma refeição temperada com o que ele julgou ser hortelã grosso. A mãe e as filhas tiveram diarréia e vômitos. Segundo a médica Viviane Abreu, os distúrbios perduraram entre 5 e 7 dias.

Daí a recomendação da veterínária sobre o que o tutor deve fazer para evitar problemas deste tipo. O primeiro passo é se certificar, ter a certeza mesmo, de que plantas tem em casa. O segundo é, no caso da alimentação natural, checar a procedência e a identificação do alimento. E por fim, só realizar a alimentação natural a partir da orientação de um veterinário nutrólogo. “Coloco o hortelã porque é vermífugo; mas desta vez aconteceu isso”, conta Raphael, que tem plantas em casa e nunca teve problemas de intoxicação das cadelas, que são da raça galgo italiano. Depois disso, ele resolveu verificar as plantas que tem em casa para evitar novos transtornos. Uma vez identificadas, ele as removeu para um local inacessível às cachorrinhas.

Quando ocorre a síndrome aguda, é importante o tutor relatar ao veterinário as plantas que tem em casa. Isto ajudará no tratamento do bichinho. “A maioria das pet friendly são as que tem função de hortaliça, como o hortelã miúdo; o manjericão também é excelente”, explica Viviane Abreu. 

Na verdade, não existe uma lista de plantas indicadas. Mas, o que há são as que fazem bem e inclusive são voltadas para tratamentos fitoterápicos. Mesmo estas, devem ser prescritas pelo veterinário. “Neste caso, vale aquele ditado, a diferença entre o veneno e o remédio é a dosagem”, explicia Viviane, que, nas suas práticas de terapias integrativas, usa plantas medicinais como camomila, espinheira santa, lavanda e melaleuca. Já a Cannabis sativa, cujo óleo, o canabidiol, é medicinal em humanos, in natura é prejudicial a pets.

Receita da graminha de milho de pipoca para os pets, pra fazer com a ajuda da criançada:

- Vaso pequeno a médio (5 a 15 cm de circunferência);

- 2 a 3 colheres de sopa de milho de pipoca;

- terra fértil;

- pazinha;

- água.

1 - Com a pazinha, colocar a terra fértil no vaso sem preenchê-lo por completo (deixar 2 a 3 centímetros livres);

2 -Despejar o milho no vaso e umidecer os grãos com um pouco de água. 

3 -Em seguida, cobrir o local com cerca de 1 cm de terra para finalizar e colocar mais um pouco de água por cima.

4 - Deixar o vaso em área bem iluminada e ventilada e regar em dias alternados.

5 - Após 8-10 dias, ou quando os brotos já apresentarem cerca de 5 a 6 cm, pode oferecer ao seu pet para o enriquecimento ambiental!

*A graminha pode ser oferecida semanalmente

DR. PET - Tira Dúvidas

O que o tutor deve saber antes de ter uma planta em casa?

Identificar a planta antes de colocar no ambiente doméstico e se certificar de que não é tóxica. 

Uma vez identificada a toxidez, que cuidados os tutores devem ter para evitar que o animal sofra intoxicação?

Primeiro, reservar rum espaço apropriado para a planta, fora do alcance do animal. Uma boa estratégia é colocar em lugares mais altos, onde cães não têm acesso. No caso dos gatos, o melhor é não ter determinadas espécies tóxicas uma vez que felinos saltam e podem alcançá-las..

Em que fase os animais são mais vulneráveis a este tipo de intoxicação?

Os animais idosos e filhotes estão mais sujeitos à intoxicação. Os primeiros por terem problemas de cognição. Já os bebês pets, pela curiosidade natural e formação da dentição, tendem à ingestão. Em alguns casos, o contato com a seiva da planta já pode intoxicar o animal.

No caso das plantas que fazem bem ao animal, quais são os principais benefícios?

As plantas têm sido usadas de formas diversas. Na fitoterapia, são utilizadas na nutrição, no cuidado com a pele, em distúrbios reumáticos e até no tratamento oncológico.

Quais espécies costumam ser usadas na fitoterapia?

Manjericão, camomila, lavanda e valeriana, entre outras, sob prescrição médica.

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