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EC VITÓRIA

Mais um ano de reconstrução

Confira a coluna do jornalista Angelo Paz

Angelo Paz
Por Angelo Paz
Thiago Carpini tem a missão de planejar o Leão para 2025
Thiago Carpini tem a missão de planejar o Leão para 2025 - Foto: Victor Ferreira/EC Vitória

O futebol não deixa o torcedor desligado nem quando a bola para de rolar. Poucas semanas após o fim feliz de Brasileiro, com direito a uma suada e merecida classificação à Sul-americana, o torcedor Rubro-negro agora vislumbra o que vem em 2025. Um ano que, teoricamente, está desenhado para ser mais um passo na reconstrução do Vitória, que desde o acesso à Série B em 2022, tem celebrado avanços. Não só dentro de campo, mas também no quesito institucional.

O Vitória jamais iniciou uma temporada com tamanha conexão com a sua torcida. Com pouco mais de 40 mil sócios, o Leão sabe que terá o apoio da sua gente para buscar alguns sonhos que parecem até distantes da realidade, como uma final de Sul-Americana – desejo expresso do presidente Fábio Mota. Com o menor orçamento entre os brasileiros classificados, o Rubro-negro volta como uma surpresa à competição após oito anos. Precisamos pontuar que a Sul-americana ocorrerá praticamente em paralelo com a disputa do Brasileiro, onde ao menos, a permanência é o grande objetivo da próxima temporada.

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Só a manutenção na Série A é capaz de sustentar o referido crescimento do Leão a curto, médio e longo prazo. Logo, todas as demais competições são complementares no planejamento do clube. Mas isso não significa tratar qualquer disputa com desdém. Mas diante de uma limitada condição financeira, o clube vai sempre ter que priorizar, já que não tem grana para montar um elenco robusto com qualidade. Basta olharmos para o início deste ano, quando o Rubro-negro tratou como prioridade o campeonato Baiano, competição em que o clube não ganhava há cinco anos.

Para chegar bem e vencer a final, o então técnico Léo Condé precisou colocar time misto em algumas partidas da Copa do Nordeste, em que o Vitória sequer conseguiu avançar à segunda fase. Para 2025 o caráter de prioridade muda um pouco, quando a ambição do clube passa a ser chegar à final do Regional. A decisão do Baiano também integra o planejamento rubro-negro, mas digamos que a atenção estará prioritariamente voltada ao Nordestão. Entendo até que faz total sentido, uma vez que o Rubro-negro, embora maior campeão do torneio, não o vence há 14 anos. A conquista, logo, é um passo fundamental para o Leão retomar o protagonistmo da região de outrota.

E será uma competição pra lá de difícil. Afinal, estarão os cinco nordestinos integrantes da Série A, com o favoritismo direcionado a Fortaleza e Bahia, hoje com um poderio financeiro bem acima do Rubro-negro. A favor do Leão estará um elenco com a consciência de que precisará correr mais para superar adversários mais qualificados, como ocorreu praticamente durante quase todo o Brasileiro deste ano. Com Carpini mantido no comando, a expectativa é que a receita do sucesso seja mantida. E com o incremento de mais qualidade no elenco, sim, é possível esperar mais da equipe em campo.

Quem enfrentar o Vitória neste início de 2025, sem dúvidas, vai respeitar muito mais. Não só pela camisa, mas pela habilidade que a equipe enfrentou sobretudo o segundo turno do Brasileiro, quando o rubro-negro carimbou a sétima melhor campanha entre os 20 clubes da disputa. Carpini até se referiu a este ponto do respeito com certa frequência nas últimas coletivas do ano. Outro ponto das entrevistas de Carpini que me refiro como um ponto a ser levado para 2025 é a mensagem de pés no chão. Não há romantismo do treinador no sentido de vislumbrar além do que é possível diante do que o elenco oferece. Pelo menos não externamente.

São palavras que fazem com que o torcedor controle as expectativas e entenda ainda mais a sua fundamental importância no processo do clube, que é de reconstrução e sobrevivência na primeira prateleira do futebol Brasileiro. Assim foi este ano e não será diferente para 2025. Sem contar com o capital extra de um investidor, o crescimento do clube precisa se manter assim: pouco a pouco e de forma constante, coomo a atual gestão tem feito com bastante sucesso nos últimos três anos.

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