Bahia reconhece heroínas e heróis
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Dez referências de práticas virtuosas de manifestações culturais de raiz popular receberão neste mês o galardão de heróis e heroínas, outorgado por organizações articuladas na Rede Capoeira, em sua sexta edição, prevista para os dias 22 a 25, em Salvador.
Entre os homenageados, estão cinco capoeiristas com mais de oito décadas de vida, os mestres Nô, Virgílio da Fazenda Grande, Baiano, Fernando e Boa Gente.
Os representantes do samba são Dona Santinha e Walmir Lima, revelado na chamada “primeira geração de sambistas de Salvador”, tendo como “criador de bambas” o bairro do Tororó.
Remanescente do clarividente Grupo Tincoãs, Mateus Aleluia não é apenas herói, mas seguramente um super-herói dos baias, ao antecipar, nos anos 1970, a atual luta de resistência preta de condão de utilização da linguagem musical e de indumentária identificada com a afro-baianidade.
O gênero pernambucano “frevo” será lembrado na presença da saxofonista mais jovem do País, a heroína Zenaide Bezerra. O cordel não teria melhor representante senão o repentista Bule-Bule, uma figura gigantesca dos multiculturais do povo de Maria Quitéria.
O objetivo dos homenagens é o de eternizar a memória dos heróis e heroínas para as novas gerações de herdeiros e herdeiras dos combates em prol da identidade cultural da Bahia, pois são eles perfeitos exemplos a serem copiados.