Boipeba sofre com excesso de lixo
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De cartão postal irresistível, situado entre dunas e preciosos espelhos d'água, a ilha de Boipeba, no Baixo Sul, vem apresentando aspectos antagônicos à vocação para o turismo, com o acúmulo de lixo em depósitos avançando sobre áreas outrora protegidas.
Os moradores vêm mobilizando recursos próprios para deter o aumento da sujeira, pois denunciam a falta total de políticas públicas por parte do município de Cairu, ao qual Boipeba é pertencente.
A gestão do lixo é tida como condição necessária para o desenvolvimento turístico da região, dada a impossibilidade de convívio de lixo e beleza natural, contribuindo para o afastamento dos visitantes e consequente perda da movimentação econômica.
De acordo com as denúncias de boipebenses, quem chega perto do centro do vilarejo, já percebe o odor, pois o lixão toma conta, mesmo ilegal, por tratar-se de Área de Proteção Ambiental (APA).
Já não se consegue absorver a quantidade de resíduos nas localidades, agravando-se nos finais de semana, quando o número de visitantes aumenta.
Também há registro de queimadas, além da presença de animais peçonhentos e causadores de doença, como os roedores, capazes de gerar riscos à saúde pública, na forma de infestação.
É possível verificar as dificuldades enfrentadas pelo projeto de reciclagem do Lixão, o Recicla Boipeba, produzindo por conta da flagrante lacuna, a ocorrência de montanhas de plástico, papelão, alumínio, produzindo um cenário desagradável e perigoso.
Os danos ambientais observados em Boipeba são semelhantes aos registrados em outras localidades de alta procura pelos turistas, como é o caso de Lençóis, na Chapada Diamantina, onde um "lixão" aproxima-se perigosamente do quilombo do Remanso.
Estudo do mundo árabe
A Universidade Federal da Bahia anunciou para hoje às 10 horas a instalação do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Mundo Árabe-islâmico (Nepai), no Centro de Estudos Afro-orientais (Ceao).
A iniciativa de inestimável alcance acadêmico e científico inclui a participação do Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Estudos Étnicos e Africanos, chamado Pró-afro.
Na mesa de apresentação do Nepai estão confirmadas as presenças das professoras doutoras Jamile Borges da Silva, Valdemir Donizete Zamparoni, Fábio Baqueiro Figueiredo e Angela Lano.