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Campanha divide peso da infertilidade

Coluna Tempo Presente deste domingo

Da Redação, com Paulo Leandro
Por Da Redação, com Paulo Leandro
Imagem ilustrativa da imagem Campanha divide peso da infertilidade
Foto: Divulgação

Uma tradição herdada da Antiga Grécia e acolhida pelas instituições do patriarcado consiste na antiga mentira secular de a mulher ser a única responsável pela infertilidade quando a gravidez planejada e desejada não chega.

Este e outros argumentos falaciosos estão na mira de uma ampla campanha de conscientização desenvolvida por médicos e pesquisadores neste mês dedicado a desmistificar a real saúde reprodutiva de homens e mulheres.

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As estatísticas mais recentes apontam para uma atribuição de causas, meio a meio, entre os dois sexos biológicos, portanto não se pode admitir a violência de culpar 100% os úteros por ineficiência.

Na Bahia, embora a questão não faça parte do censo, especialistas observam aumento da procura por atendimento relacionado à infertilidade masculina, impulsionado pelo adiamento da paternidade.

– Para a maioria dos casos existe tratamento. E mesmo quando a gestação natural não é possível, a medicina reprodutiva oferece opções seguras e eficazes – afirma o médico Felipe Pinho, um dos mais atuantes na especialidade.

Segundo Felipe Pinho, a principal mensagem da campanha tenta dissociar as ideias de infertilidade e impossibilidade de ter filhos, desde que se procure ajuda especializada o mais precoce possível.

O urologista destaca a importância de o homem permitir-se ser investigado junto com a parceira, evitando atrasos nos diagnósticos, levando em conta que é impossível para a mulher fazer um bebê sozinha.

A definição de infertilidade, para a medicina, implica confirmar a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais frequentes, obviamente sem o uso de contraceptivo.

Governo digitaliza o interior

O governo estadual formalizou o início das atividades do edital Cientista no Governo Municipal, projeto que destina R$ 4,8 milhões para a transformação digital no interior baiano. O encontro que marcou o início da parceria entre a Saeb, a Fapesb e as prefeituras ocorreu na última sexta-feira, em Salvador, com a assinatura dos termos de outorga.

A iniciativa liderada pelo Estado visa aplicar o conhecimento acadêmico na modernização das gestões locais, tendo como requisito a adesão ao SEI Bahia Municípios. O sistema eletrônico extingue o uso de papel e agiliza a tramitação de processos administrativos nas prefeituras.

Inverno chega dia 21 com necessidade de vacinação

Com a chegada do inverno, no próximo dia 21 de junho, especialistas reforçam a importância da vacinação contra a influenza para pessoas em tratamento oncológico.

Crianças, adolescentes e adultos com câncer apresentam maior vulnerabilidade a infecções respiratórias devido à redução da imunidade causada pela própria doença e por tratamentos como quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea.

Presidenta da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (Sobope), a oncologista pediátrica, Dra. Mariana Bohns Michalowski, alerta que infecções respiratórias podem provocar internações, interrupções no tratamento e complicações graves.

Segundo ela, além da imunização dos pacientes, familiares e pessoas que convivem com eles também devem manter a vacinação em dia para ampliar a proteção.

O alerta ocorre em meio à baixa cobertura vacinal registrada na Bahia. A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) ampliou até 17 de junho a vacinação contra a gripe para toda a população acima de seis meses de idade.

Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas 35% do público prioritário receberam a dose da vacina em 2026, índice distante da meta nacional de 90%.

De acordo com a coordenadora estadual de Imunização, Vânia Rebouças, a vacina continua sendo a medida mais eficaz para prevenir casos graves.

Levantamento da Sesab mostra que, entre os pacientes internados em UTI por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre 1º e 25 de maio, apenas 9,89% estavam vacinados.

Além da imunização, Dra. Mariana recomenda cuidados como higienização das mãos, evitar contato com pessoas gripadas, manter ambientes ventilados e procurar assistência médica diante de sintomas.

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