Concerto Cecilianas liga poesia e música
Confira a coluna Tempo Presente
Quem aprecia os textos de Cecília Meireles, já ouviu falar ou tem vontade de conhecer, pode programar-se para um mergulho musical na obra da admirável escritora brasileira, homenageada no concerto Cecilianas. A oferta é da Orquestra Sinfônica da Bahia, ao programar duas apresentações, na primeira terça-feira do ano-novo, dia 6, e quarta-feira, dia 7, ambas às 19 horas, na Biblioteca Central do Estado da Bahia, nos Barris.
O diálogo entre música barroca e poesia se dá no encontro do legado do compositor inglês Henry Purcell (1659-1695) com a interpretação de textos de Cecília Meireles (1901-1964). Mas atenção: recomenda a prudência chegar à Biblioteca dos Barris com antecedência para garantir vaga, entre as 250 disponíveis, pois a combinação de programação gratuita com qualidade sonora gera expectativa de casa cheia.
- A Orquestra Sinfônica da Bahia criou uma tradição de manter uma transversalidade com o linguajar poético”, afirma o maestro Carlos Prazeres.
O regente afirma ter sentido chegar o momento de homenagear Cecília Meireles, “uma escritora que tem uma poesia extremamente musical, inventiva e sutil, que combina com o perfil musical emotivo de Henry Purcell”.
A apresentação terá como solista a soprano Raquel Paulin, uma das vozes mais talentosas da nova geração da ópera brasileira, interpretando trechos das óperas de
Henry Purcell The Fairy Queen, Z. 629 e Dido and Aeneas.
Cecilia nas dá sequência a projetos anteriores, na mesma ideia de unir música sinfônica e literatura, como Drummond em Concerto (Carlos Drummond de Andrade, Gregorianas (Gregório de Matos) e Quintanares, para Mário Quintana.
ABRE ASPAS
“Estamos dispostos a ter relações de respeito, no marco da legalidade internacional (...), mas é complicado manter esse tipo de relacionamento após um atentado contra a Venezuela”.
DELCY RODRIGUEZ, presidente interina da Venezuela, em pronunciamento transmitido na televisão pública, após o então ocupante do cargo, Nicolás Maduro, ser capturado pelas forças de segurança norte-americanas.
Campanha contra violência
O aeroporto de Salvador lançou campanha de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, utilizando o ambiente aeroportuário como espaço de informação e reflexão, para reforçar a mensagem de que machismo e violência são responsabilidade coletiva, e não apenas “assunto feminino”.
A campanha também destaca a Central de Atendimento à Mulher, pelo número 180, canal que incentiva a sociedade a denunciar e não se calar diante de situações de violência. Nos terminais e nas redes sociais, o público é convidado a refletir sobre o papel de cada pessoa no enfrentamento à violência.
Nações irmãs na Copa
Salvador está representada na Copa Africana de Nações, com a Nigéria dos yorubas e o Benin dos jeje, mobilizando a atenção de ativistas, como o presidente do Fórum de Entidades Negras da Bahia (Feneba), Raimundo Bujão. O dirigente destaca o quanto o povo baiano traz no jeito de ser a influência das duas nações, incluindo culinária, dança, música e a religião, destacando-se os terreiros de candomblé, como o Bogum (jeje) e o Gantois (yoruba).
Para Bujão, o futebol abre a janela para geopolítica, viabilizando novo ciclo, nestes primeiros dias do segundo quarto do século 21, descortinando oportunidades de contato entre a Bahia dos escravizados e a África de onde vieram. O ativista propõe um voo direto ligando a Bahia e o Benin, como forma de reativar a conexão, entre outros contatos diretos com nações irmãs, a exemplo do Togo.
– Estamos neste início de janeiro despertando para uma nova era, com a maior mobilização de países africanos, seguindo o exemplo de Burkina Faso, ao defender suas riquezas, como a produção de ouro – afirma.
Além da forte ligação com o Benin e a Nigéria, de onde veio o artilheiro Ricky, hoje radicado em Salvador, a República do Congo, também classificada na Copa Africana, está presente no afoxé Filhos do Congo. A Nigéria é favorita para chegar às quartas-de-final, ao enfrentar a zebra Moçambique, parecida com a Bahia devido à opressão portuguesa; o Benin enfrenta o Egito, Burkina Faso desafia Costa do Marfim, e o Congo pega a Argélia. A Copa Africana produz referências pretas de prática virtuosa, como a do jogador de Senegal, Sadio Mané, ao investir em escolas, hospitais e parque de informática na comunidade onde nasceu, Bambali.
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