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Conflitos assustam colonos no oeste


O povoado de Arroz, no município de Formosa do Rio Preto, no oeste baiano, vive um momento de tensão, desde a invasão, por um grupo que incluía policiais militares, sem ordem judicial, de residências de famílias dos agricultores do distrito rural.
A denúncia partiu da Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia, criada para facilitar o contato e acompanhar mais de perto os conflitos fundiários, mais constantes nos últimos dois anos.
Segundo os advogados, um grupo de indivíduos armados deu suporte à destruição de benfeitorias nas terras comunitárias onde investem em pastagem para o gado, contrariando interesses de pecuaristas de maior influência na região.
– Trabalhadores rurais foram agredidos e levados para a delegacia regional de polícia civil, em Barreiras, a principal cidade do oeste, e liberados apenas depois de constatada a ausência de provas – afirmam os defensores das comunidades tradicionais de Formosa do Rio Preto.
Coincidentemente fica a região do Arroz dentro da área de atuação da chamada Operação Faroeste, desencadeada pela Polícia Federal para desarticular uma quadrilha especializada em legalizar terras tomadas de colonos.
A atuação de pistoleiros e milícias particulares, como ocorria no oeste americano, cenário de filmes de bangue-bangue, vem sendo registrada pelos advogados, por inviabilizar as comunidades rurais de Formosa do Rio Preto.
Desde 1984, uma decisão judicial garante a posse de terras das famílias de pequenos criadores de gado do Arroz, o principal sustento das suas vidas, no entanto já há quem pense em desistir, diante da violência crescente.
“Precisamos voltar a
preservar a vida,
deixando de ser um
país que, infelizmente,
vem cultivando a
morte. Como presidente
do Einstein, (...) como
cidadão, eu peço: cuide
de si, cuide dos outros,
não perca a coragem”
Sidney Klajner, médico e presidente do Hospital Albert Einstein, em mensagem divulgada em vídeo
Tecnologia contra a Covid-19
A tecnologia tem auxiliado o segmento de alimentos a diminuir o impacto da pandemia na economia do estado. Fornecedores baianos de produtos de alimentos direcionados para bares e restaurantes contam com melhor capilaridade de comercialização graças à plataforma Chef2chef, criada pela startup FoodTec. Atualmente, mais de uma centena de profissionais operam pela plataforma.
A curadoria dos fornecedores passa por uma avaliação rigorosa de um chef, que analisa questões como qualidade, preço, além de aspectos técnicos importantes, como embalagem, licença de venda e validade dos produtos. Para aumentar a qualificação da rede, a startup fechou uma parceria com o Senac, que capacita os fornecedores.
PEC para isenção das vacinas
O senador Otto Alencar (PSD) apresentou uma PEC para estabelecer imunidade tributária para as vacinas que estão sendo importadas e para as que estão sendo produzidas no país. O senador, líder do PSD na Casa, já levou o pleito ao Ministério da Economia e, em conversa com o assessor especial da pasta, Guilherme Afif Domingos, teve uma sinalização positiva acerca da proposta, tanto na conversa como no desdobramento dela, quando o assunto foi levado a Paulo Guedes. Otto afirma que o “impacto financeiro da proposta não é relevante”, mas que “todo avanço social” que virá irá compensar durante várias gerações.
Disputa no leilão da Fiol
Investidores estrangeiros, com especial participação dos chineses, estarão entre os interessados no leilão das obras do trecho número 1 da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A gestão da linha férrea atrai também operadores logísticos nacionais, como a VLI, formada pela Vale, Mitsui, FI-FGTS, Brookfield e BNDES. Preparam-se ainda para os lances definitivos, a serem conhecidos no dia 8 de abril, a empresa Rumo, do grupo Cosan, além da Bahia Mineração (Bamin), animada pela concessão federal para operar o Porto Sul, em Ilhéus, embora o leilão corra risco de sofrer boicote.
– Não nos curvaremos aos interesses obscuros de grupos empresariais que tentam manipular a opinião pública e prejudicar o leilão da Fiol – denunciou, na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Antônio Henrique Junior (PP).
Segundo o parlamentar e grupos atentos à possibilidade de destravar o projeto da ferrovia, adversários da Bahia trabalham para retardar a realização do leilão, utilizando-se de argumentação falaciosa.