Delação da Odebrecht deixa baianos tensos
O acordo de delação firmado pela Odebrecht, que envolve o alto comando, com Emílio Odebrecht e o filho Marcelo à frente, mais 50 executivos da empresa, está causando muita apreensão ao mundo político do Brasil em geral e da Bahia em particular.
O acordo com Emílio é que ele ficará um ano preso, seis meses em prisão domiciliar e os outros seis meses em regime aberto.
A ordem é contar tudo, e é aí que a porca torce o rabo. A Odebrecht sempre teve intensa participação nas campanhas baianas, de vereador em Salvador a governador. Se sair tudo, muitas reputações, democraticamente de todos os lados, rolarão água abaixo.
Essa é a razão do medo geral.
Triagem — A Odebrecht sempre teve listas de doações em todas as campanhas.
A questão vai ser triar, a partir das delações, o que era doação formal e o que era caixa-dois. O rolo vai ser grande.
Teleféricos
Na viagem que faz à França, um dos focos de Rui Costa é observar como funcionam os teleféricos por lá e quem vende.
Ao longo do traçado do metrô de Salvador alguns teleféricos serão instalados, para captar gente até as estações.
Bola fora
Herzem Gusmão (PMDB), favorito para vencer a eleição em Vitória da Conquista no pleito de domingo, derrapou em entrevista à TV Sudoeste, da Rede Bahia.
Disse ter lamentado a ausência do deputado Valdenor Pereira (PT) nas articulações da bancada baiana em Brasília para uma emenda de R$ 100 milhões a serem investidos na Barragem do Rio Catolé, o que resolveria o problema de água na cidade.
A questão: tal emenda não existe.
“Um juiz de primeira instância pode autorizar a entrada em qualquer lugar porque não existem lugares imunes às buscas e apreensões no Brasil. Não existe nenhum santuário”
Carlos Fernando Lima, procurador que atua na Lava Jato, contestando a indignação de Renan Calheiros.
“O Nordeste está esquecido e discriminado pelo governo”
Robinson Faria, governador do Rio Grande do Norte.
O caminho da rosa
O Outubro Rosa ainda tem longo caminho a percorrer até que o conjunto da população tenha um atendimento satisfatório, conforme revelou a médica Vanessa Dybal Bertoni ontem, na sessão especial da Comissão das Mulheres na Assembleia para marcar a data.
– Segundo o Instituto Nacional do Câncer, são 56 mil novos casos por ano no Brasil. Isso é uma Fonte Nova lotada. No Nordeste, são 11 mil, e, na Bahia, 2.760, mas esses números têm tudo para não ser reais, porque faltam aparelhos de mamografia e em muitos casos não se consegue biopsiar.
Cenário ruim — Óbvio que o cenário é ruim. Vanessa diz que todos os anos se discute o assunto, mas a divulgação, a transparência ampla para a realidade, ainda é bastante pequena, sem falar que faltam mais serviços públicos de atendimento:
– Já é o quarto ano que venho aqui na Assembleia. Estamos na luta.
Zap de recolher
Um zap circulou ontem pela manhã entre moradores de Águas Claras com um áudio dando um recado curto e grosso:
– Atenção, pessoal. Quem está na rua procure ir para casa, quem está na porta entre. Há mais de 60 homens armados para esperar a polícia, que já está rondando a área com helicópteros. Vamos riscar o bonde. Ouça bem: quem está na rua procure ir para casa. O bicho vai pegar.
É evidente que todos obedeceram. À tarde lá, na rua, só uns gatos-pingados.
POUCAS & BOAS
O STF reformou a decisão da 4ª Turma que permitia a colocação da expressão sem álcool em uma das versões da Bavaria, cerveja da Kayser. Pela nova decisão, o rótulo da cerveja, que tem baixo teor alcoólico, mas tem, para o STJ, o sem álcool deve ser sem álcool mesmo.
A ocupação, por estudantes de campi da Uesb, Ifba e Ufba, em Vitória da Conquista, em protesto contra a PEC 241, está dando um rolo extra. Lá tem segundo turno domingo e nos locais há pontos de votação. O juiz eleitoral Wander Cleuber Oliveira Lopes determinou que eles saiam. O prazo termina hoje.
A Rua da Fonte do Boi, no Rio Vermelho, vai receber hoje (15h30) dez mudas de pau-brasil. A ação é da Escola Municipal de Jardinagem Itinerante. Os alunos vão aprender a plantar in loco.
Levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que, dos 417 municípios baianos, 202 estão com as finanças esbagaçadas. Ou seja, os novos prefeitos, ou os velhos que se reelegeram, vão pegar um abacaxi. A UPB diz que é consequência da queda de repasses.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
