Entrega por aplicativo mobiliza jovens negros
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Uma boa oportunidade de adquirir conhecimento sobre o crescente grupo de trabalhadores de entrega por aplicativo é a palestra da doutora Rita Fernandes, hoje às 17 horas, na Faculdade de Medicina, no Terreiro de Jesus.
A professora titular do Departamento de Medicina Preventiva e Social vai falar sobre trabalho, saúde e desigualdades em populações negras e periféricas de Salvador, tomando como base o caso dos entregadores por aplicativos.
A apresentação analisa a relação entre classe social e perfil étnico-racial quando aplicadas estas variáveis ao universo do trabalho de entrega por aplicativo.
A palestra é uma promoção do Centro Internacional de Estudo e Pesquisa da Saúde da População Negra e Indígena (Ciepni), senão a mais relevante do país com este viés.
O trabalho de produção de conhecimento de aspectos relevantes da categoria profissional de entregadores de aplicativo faz de professora Rita Fernandes uma referência não apenas nacional, mas de alcance além-fronteiras.
Entre as características possíveis de indicar uma definição de método, está a capacidade de dialogar o conteúdo produzido com propostas de mudanças materiais afirmativas, como é o exemplo da faixa de trânsito exclusiva.
Os estudantes, de graduação, mestrado e doutorado, orientados pela professora Rita Fernandes, dedicam-se a pesquisar meios de contribuir com a melhoria das condições de trabalho e de vida dos entregadores.
Segundo trabalhos anteriores, a maioria da mão de obra utilizada por plataformas digitais é composta de homens jovens (90%), grande parte deles seduzida pelo discurso neoliberal, ao preferirem a condição de autônomos.
Abre aspas
“Meu pai [Maurício Grabois] foi um grande homem. Ele deu o seu bem maior, a vida, e levou o seu filho junto, em prol da liberdade do Brasil e da democracia” Victória Grabois, professora e filha de Maurício Grabois, baiano e ex-deputado constituinte de 1946.
Ele foi morto pela ditadura, cuja certidão de óbito foi retificada pelo Estado brasileiro para reconhecer a causa como ação violenta, em cerimônia realizada no Salão Nobre da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Paixão de Cristo em Jacobina
A Lei Rouanet viabilizou a apresentação da peça Paixão de Cristo – Arte, Fé e Formação, hoje, às 21h, na Praça Rio Branco, em Jacobina, Chapada Diamantina. Com 67 atores, duas horas de duração e classificação livre, o espetáculo busca fidelidade aos fatos sobre Jesus, somando criatividade e emoção.
Foram quatro meses de oficinas gratuitas para a comunidade, envolvendo expressão corporal, atuação e cenografia. A apresentação terá acessibilidade completa, intérprete de Libras, área para cadeirantes e transmissão ao vivo pelo Instagram e YouTube @PaixãodeCristoJacobina, ampliando seu alcance cultural.
POUCAS & BOAS
- Pacientes do SUS da região de Irecê começaram ontem a receber atendimento na Carreta de Saúde da Mulher do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A unidade móvel ajudará a desafogar a demanda reprimida por serviços especializados como consultas ginecológicas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias para diagnóstico precoce do câncer de mama e do colo do útero. Pelo mesmo programa, em Itabuna a saúde recebeu ontem a Carreta de Oftalmologia, com ultrassonografias oculares e cirurgias de catarata.
- O evento de posse da nova diretora do Campus IX da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), em Barreiras, Emilia Karla de Araújo Amaral, movimenta hoje o auditório Josefa Lisboa, a partir das 19h e terá a presença da reitora da Uneb, a barreirense Adriana dos Santos Marmori. Na oportunidade, o professor Ramão Jorge Dorneles passará o cargo para a nova diretoria, que estará à frente do Departamento no biênio 2026/2028.
- A iniciativa Hora Azul, implementada pelo SAC nas unidades Salvador Shopping, Shopping Bela Vista, Boulevard Shopping Camaçari e Parque Shopping Bahia, amplia o acesso de pessoas com Transtorno do Espectro Autista a serviços públicos ao adaptar ambiente e atendimento. A ação, voltada à emissão da nova identidade, evidencia um avanço necessário: políticas de inclusão efetiva não se limitam ao discurso e exigem estrutura, continuidade e capilaridade para alcançar quem mais precisa.
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