Fim da lua de mel Bolsonarista?

Publicado domingo, 17 de novembro de 2019 às 06:30 h | Atualizado em 16/11/2019, 17:12 | Autor: Miriam Hermes, Raul Aguilar e Redação

Depois de sinalizar que a saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL não irá afetar sua relação com a sigla no estado, o prefeito de Salvador e presidente do Democratas, ACM Neto (DEM), não confirmou se manterá uma união com o partido Aliança pelo Brasil, que ainda está em gestação mas já foi anunciado com pompas e oração pelo presidente.

– Especificamente ao partido que o presidente vai criar, é óbvio, e há de se supor que não será um partido pequeno, pois se trata do presidente da República... E sendo o presidente, tem força de mobilização e capacidade de estruturação de um partido nacional. Agora, se será aliado ou não, isso eu não posso afirmar. O que eu posso dizer é que eu defendo que o Democratas é aliado do Brasil e não do governo A, B ou C. Primeiro o partido precisa existir, para depois pensarmos o que será feito – destacou Neto.

Questionado se o sistema político brasileiro já não teria partidos demais, o prefeito citou a iniciativa do Congresso Nacional na realização de uma minirreforma política.

– Veja, não me cabe aqui censurar ninguém na sua vontade de fazer partido. Existe uma legislação clara do que precisa ser feito para alguém montar o partido. Se esse grupo de pessoas consegue alcançar as exigências legais, elas têm o direito de montar o partido. Segundo, o que o Congresso fez já contribui para, no futuro, diminuir o número de partidos; que é o fim da coligação proporcional e a limitação de acesso a tempo de televisão e ao fundo partidário. Vai haver um processo de redução dos partidos políticos no Brasil, isso eu não tenho dúvida. E por outro lado, eu acho que a reforma política deve ser perseguida com todas as forças pelo parlamento, para que os partidos sejam fortalecidos – pontuou o presidente do Democratas.

Apub e a pesquisa no Brasil

A presidenta da Associação dos Professores Universitários da Bahia (Apub-Sindicato), professora Raquel Nery, antevê dificuldades para a aprovação de qualquer tipo de fusão do CNPq com a Capes, como forma de criação de uma nova agência.

Raquel explicou a distinção de funções entre as duas agências:

– O CNPq cuida do bom andamento das pesquisas, enquanto a Capes estrutura os cursos de pós-graduação.

Raquel avalia estes rumores como uma tática da “guerra ideológica” movida contra o magistério desde o início deste governo, ao associar a necessidade de ajustes fiscais com possíveis perdas de direitos e de mudanças bruscas no ordenamento das instituições de nível superior no país.

Agropecuária do Semiárido

Os produtores baianos estão entre os mais de 17 mil beneficiados no projeto Prospera Agropecuária Semiárido, mobilizando recursos de mais de R$ 120 milhões em 10 estados brasileiros. O projeto prevê a implantação de controles gerenciais em 100% das propriedades atendidas; entre seus objetivos, está o de apoiar o empreendedorismo, a inovação e a implantação de novas tecnologias de gestão.

O projeto Semiárido vai contemplar também as boas práticas agropecuárias, bem como promover o aumento de produtividade e a maximização de lucros nas propriedades rurais atendidas. Considerando uma média de seis pessoas por propriedade, o projeto estima alcançar 100 mil brasileiros, com investimento de R$ 1.200 por cidadão num período estabelecido em no máximo dois anos para os resultados começarem a frutificar.

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