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Por Redação, com Paulo Leandro

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Lira de 1870 ameaçada de fechar em Cachoeira

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A estratégia da extrema direita, em alcance mundial, de atacar as artes, as manifestações culturais e a memória das civilizações tem nova demonstração de força com o fim das atividades da Sociedade Orpheica Lyra Ceciliana.

A instituição abolicionista fundada em 1870, em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, chega ao estado terminal asfixiada por falta de apoio, pois não vem recebendo repasses necessários para sua manutenção.

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Não há mais um níquel para pagar o maestro e o zelador da sede, restando o funcionamento precário da Escola de Iniciação Musical Maestro Irineu Sacramento, frequentada por 70 crianças e adolescentes.

A lira conseguiu recentemente vencer os trâmites burocráticos, ao comprovar que legalmente existe, junto à Receita Federal e outros órgãos, mas não foi suficiente para angariar parcerias.

- Mesmo enfrentando todas as dificuldades, decidimos que não fecharemos as portas da Escola, por entendermos que esse projeto é importante para inserir socialmente nossas crianças e adolescentes, para uma futura atividade profissional no mercado musical", afirmou o presidente da Lyra, o advogado José Luiz Bernardo.

Conhecido por seu compromisso e alinhamento com as causas do povo desde o movimento estudantil, na Ufba dos anos 1980, José Luiz promete buscar novos caminhos para fazer a lira ressuscitar.

O legado é inestimável, pois a centenária instituição é capaz de construir uma ponte simbólica entre a Grécia de Orpheu e a Bahia de Tranquilino Bastos, maestro fundador e um dos baluartes da luta pela abolição.

O patrimônio ora ameaçado de desaparecer tem todas as condições favoráveis para entrar no radar de políticos e candidatos nas eleições de outubro.

ABRE ASPAS

“Toda a expansão do poder, ainda que bem-intencionada, precisa ser acompanhada de autocontenção e reflexão crítica. (...) O Judiciário precisa enxergar suas possibilidades e limites”

Edson Fachin, presidente do STF, durante palestra na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo

CGB em Juazeiro

A interiorização do Centro Gemológico da Bahia (CGB) marca um avanço para o Vale do São Francisco. Ao realizar, até hoje, o projeto Cursos Itinerantes no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, o órgão rompe barreiras geográficas e agrega valor às gemas locais.

A iniciativa inédita de levar a lapidação básica para fora da capital qualifica a mão de obra e fomenta a economia regional.

Ao unir educação técnica e suporte laboratorial, o CGB retira o desenvolvimento do papel, transformando potencial geológico em riqueza real e fortalecendo, de forma prática, o setor mineral baiano.

Curso ensina a ganhar dinheiro com entregas

Entregadores de mercadorias por aplicativo têm uma boa oportunidade de adquirir conhecimento visando prosperar na atividade econômica que mais cresce no mundo, se participarem de um minicurso no Instituto Reparação.

O estabelecimento de terceiro setor voltado para reduzir desigualdades de raça e classe convida a categoria para a capacitação a ser ministrada pelo economista Edval Landulfo, às 14 horas do dia 27, última segunda-feira do mês, na Praça da Sé, 22.

O palestrante também é especialista em controladoria e finanças, presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon) e educador financeiro com ampla experiência em finanças pessoais.

Seguindo a proposta do Reparação, o encontro visa apoiar os trabalhadores autônomos, a maioria jovens atraídos ao mercado de trabalho pelas facilidades da comunicação por celular e suposta autonomia.

Do contexto, resulta uma precariedade na formação profissional, servindo a palestra de atenuante ou ponto de partida para a educação financeira, por meio da gestão do dinheiro no dia a dia.

A orientação gratuita visa contribuir para a organização dos entregadores, por meio de técnicas transmitidas com recursos didáticos capazes de favorecer a assimilação dos conteúdos.

- O curso é uma oportunidade de reduzir as dificuldades do segmento, que é explorado pelo processo de uberização e de desemprego”, afirma o coordenador do Instituto Reparação, o sociólogo Ailton Ferreira.

Além da superexploração por parte de plataformas digitais, cujos gestores sequer são conhecidos pela massa de espoliados, há também a dominação simbólica imposta por uma ideologia favorável aos investidores.

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