Promotora questiona abstenção da França
Leia a coluna deste sábado

Revela a Europa uma dificuldade histórica em lidar com seu passado imperialista a abstenção da França e de outros países na votação das Nações Unidas pelo reconhecimento da escravidão africana como maior crime contra humanidade.
A interpretação é da promotora de Justiça Lívia Sant’Anna Vaz, coincidindo o momento de tensão com o lançamento de sua obra Quotas Raciaux: pour une égalité réelle (em português, Cotas Raciais: por uma igualdade real).
"A abstenção na ONU é o reflexo diplomático da resistência interna às políticas de reparação. Não reconhecer o crime é uma forma de perpetuá-lo através da invisibilidade. A experiência brasileira demonstra que nomear a raça não é dividir a sociedade, mas diagnosticar a desigualdade para poder curá-la", afirma Lívia Sant’Anna Vaz.
Antes mesmo de ser publicado, o livro das edições Anacaona já vem sendo divulgado como referência, ao chegar à França como uma contribuição para entendimento do atual contexto.
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A proposta do trabalho da promotora é a de incentivar um diálogo entre a experiência jurídica brasileira em contato com as resistências institucionais europeias.
A turnê de lançamento percorre Paris, Marselha, Toulouse e Lyon, na França, antes de seguir por cidades da Suíça e da Bélgica, levando a contribuição brasileira de duas décadas de políticas de cotas.
Com prefácio do intelectual Mamadou Gaye, a edição francesa de Quotas Raciaux apresenta ao público europeu os fundamentos jurídicos e históricos para sustentação de as ações afirmativas.
A obra desconstrói o mito da meritocracia e apresenta as cotas não como um favor mas uma ferramenta de justiça e sobrevivência democrática, baseada em igualdade real.
“O que o presidente Lula tem falado e de maneira correta é: 'Eu não vou fazer ajuste [fiscal] em cima dos mais pobres'. Agora, tem espaço para fazer ajuste em cima dos privilégios e do desperdício”
Geraldo Alckmin, vice-presidente, sobre necessidade constante de equilíbrio das contas públicas
100 anos de Dias Tavares
A Academia de Letras da Bahia celebra o centenário do historiador Luís Henrique Dias Tavares (1926-2020) em sessão aberta no dia 7 de abril, às 18h. Nascido em Nazaré, o imortal foi professor titular da Ufba e um dos mais relevantes pesquisadores do país, com papel fundamental na fundação de programas de pós-graduação e no estudo da história baiana.
"Vou dar destaque a algo que Luís Henrique tratou com muito carinho, que foi a luta dos escravizados por sua libertação no decorrer da mesma luta pela independência", afirma Emiliano José, sucessor de Dias Tavares na cadeira número 1.
POUCAS & BOAS
A edição 2026 da tradicional Vila do Peixe, em Barreiras, será encerrada às 12h de hoje no quarto dia do evento, programado para reunir em um só lugar os diferentes itens utilizados pela população nas refeições da Semana Santa. Organizada pela Secretaria Municipal da Agricultura e Tecnologia, a feira reúne 14 piscicultores no espaço da antiga Cesta do Povo, com espécies de água doce como tambaqui, tambacu, pintado e pirarucu, bem como outras opções de peixes e frutos do mar, além dos temperos. Focado em dar visibilidade à produção local, a Vila do Peixe incentiva a comercialização direta entre piscicultores e consumidores.
Ainda em Barreiras, será aberta hoje a Feira de Páscoa 2026 na praça Castro Alves (das Corujas). O evento tradicionalmente acontece neste período do ano, com comercialização de chocolates artesanais, artesanato criativo e presentes únicos. A programação conta com música diversificada e decoração pascoalina, que encanta a criançada. Com entrada gratuita, a feira termina no domingo com organização da Velvet Criativa, Asbart, Cesol e Cepac, além do apoio da gestão municipal, da Zona Azul, CDL e Aceb.
O projeto ‘Domingo tem Teatro’ deste ano será aberto dia 12 de abril na Estação Teatro do Centro Universitário de Cultura e Artes (Cuca) da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), abrindo uma temporada de espetáculos até o mês de junho. O retorno do projeto ao Cuca, onde foi lançado em 2005, é festejado pelos artistas, depois de um período abrigada no Centro de Cultura Amélio Amorim.
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