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TEMPO PRESENTE

Religiões unidas pelo diálogo e diversidade

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Redação, com Paulo Leandro e Miriam Hermes
Por A TARDE
| Atualizada em
Imagem ilustrativa da imagem Religiões unidas pelo diálogo e diversidade
Foto: Reprodução/Drauzio Varella

"Cristianismo, vodou, islamismo, candomblé e umbanda" estarão representados nesta terça, 2, às 16 horas, no auditório Milton Santos do Centro de Estudos Afro Orientais (CEAO) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), na Praça Inocêncio Galvão, Dois de Julho.

A iniciativa do Programa de Apoio aos Migrantes e Refugiados da Bahia, em parceria com a Universidade Católica do Salvador (UCSal), aceita inscrições no local, além de conceder certificado de presença.

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É a primeira rodada da série de encontros "Diálogos inter-religiosos", tendo como proposta a "diversidade na fé", por meio da articulação em rede de representantes de diversos credos, sem a empáfia de algum deles sentir-se mais perto de Deus.

O candomblé confirmou presença com a ekedji Jandira Mawusi, do terreiro do Bogum, localizado no quilombo urbano do Engenho Velho da Federação, onde ficam várias outras comunidades religiosas de matriz africana.

O capelão da UCSal, padre Manoel Filho, vai trazer a palavra dos cristãos, 526 anos depois da chegada da cruz, com as caravelas portuguesas, tendo prosperado a religião do Vaticano em sem-número de igrejas.

Michele Vilas Boas, pelo Terreiro de Umbanda Força e Luz; mais Fritznel Honneur, pós-graduando pela Ufba; e o vereador Silvio Humberto estão na programação divulgada em "card". O vereador, que também é economista, integra há anos o debate sobre religiões de matriz africana e suas interfaces com a política e a identidade negra.

Os muçulmanos estão credenciados, entre as maiores religiões, marcando presença na história de Salvador, agora representados pelo Sheikh Abdul, do Centro Islâmico da Bahia. O vodou, por sua vez, chega ao encontro pela mão de Fritznel Honneur, haitiano radicado em Salvador, cuja trajetória atravessa a diáspora e o deslocamento forçado.

ABRE ASPAS

“Brasil tem que ter uma capacidade de dissuasão [para ter soberania]. A gente tem que ter capacidade de dizer assim: ‘Eu não quero, e você, pela força, não vem. Vamos conversar, vamos dialogar’”

Celso Amorim, assessor especial da Presidência, sobre ameaças e ataques dos EUA a outros países.

“Encontro Sagrado” no Farol

A arte de vestir santo está na exposição “Encontro Sagrado”, no Museu Náutico da Bahia (Farol da Barra), até 13 de junho, no período dedicado à trezena de Santo Antônio.

A ideia de unir arte, fé e história no forte tem a bênção do capitão naval padre Ricardo de Oliveira Ventura, que preside as missas em intenção ao santo.

O trabalho artístico é assinado por Helen Jordana e Irlânia Mercês, que são as responsáveis por tornar a beleza visual acessível aos devotos. Vale a pena visitar a exposição, que fica aberta todas as noites a partir das 19h, com entrada gratuita.

POUCAS & BOAS

  • As audições do 1º Festival de Forró de Senhor do Bonfim, começaram ontem, com previsão de encerrar amanhã. Com início às 19h, as apresentações acontecem na Praça Nova do Congresso com uma programação que conta ainda com aulas de forró das 18h às 19h. Durante o evento os visitantes tem acesso à Exposição de Cordéis, exposição de artes visuais e mostra de artesanato local, bem como apresentações da Escola de Sanfoneiros.
  • ‘Eu Dou Nome à Minha História’ é o título da campanha em Itabuna visando conscientizar estudantes, famílias, professores e gestores sobre a importância da autodeclaração racial correta no ambiente escolar. A campanha do Censo da Rede Municipal de Ensino mobiliza todos os alunos da rede, inclusive da modalidade Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai). A iniciativa visa aprofundar o conhecimento sobre a realidade dos estudantes, favorecendo investimentos em ações efetivas de combate às desigualdades raciais.
  • Poeta, cordelista e editor, Zeca Pereira participa amanhã ao lado dos poetas cordelistas Marco Haurélio e Antônio Barreto, da Roda de Conversa sobre Cordel e Educação, na abertura da 4ª edição da Semana dos Cordelistas do Velho Chico. Com início às 19h no auditório da Câmara de Vereadores, o evento é realizado pela Fundação de Desenvolvimento Integrado do São Francisco (Fundifran), em parceria com as secretarias locais de Cultura, Esporte e Lazer e de Educação. A programação terá continuidade de 4 a 6 de junho, com a Feirinha de Cordel na Praça do Cais.
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