TEMPO PRESENTE
Sementes crioulas projetam o futuro
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Aprimorar continuamente a qualidade da semente significa projetar o futuro da agricultura de onde as pessoas tiram o sustento, contribuindo para um mundo mais nutrido e saudável.
Parte desta crença o projeto trinacional Raízes Agroecológicas, lançado em Salvador com representantes da agricultura familiar de Brasil, Argentina e Bolívia para apoiar comunidades, cooperativas e agricultores na expansão de colheitas e negócios, focando na conservação das sementes crioulas.
A iniciativa pretende ampliar o acesso a sementes adaptadas aos contextos locais, promovendo metodologias participativas, melhoramento genético, corredores agroecológicos e agrobiodiversidade.
– O acesso ao banco de sementes favorece a autonomia dos produtores, ao livrarem-se da dependência dos fornecedores de transgêneros – afirma uma das líderes do projeto, Adriana Silva Sá.
Presidenta de uma das instituições engajadas no projeto, a Associação Regional de Convivência Apropriada ao Semiárido (Arcas), Adriana aproveitou a atualidade de festa junina para explicar o objetivo do projeto, tomando como exemplo, a importância das melhores sementes do milho, do qual se faz canjica, cuscuz, mingau, entre outras delícias.
Segundo ela, no caso do milho, original do México, a agricultura vem aperfeiçoando o cultivo milenar há gerações, cabendo ao projeto organizar a distribuição para viabilizar maior produção, com mais sabor e nutrientes.
O conhecimento tradicional, acrescenta a gestora, pode ser suplementado por métodos científicos, portanto, o projeto acolhe contribuições da Embrapa e das equipes de pesquisa em agronomia de universidades e institutos federais.
ABRE ASPAS
“A defesa da jurisdição brasileira, da autoridade das decisões judiciais regularmente proferidas e da independência do Poder Judiciário constitui dever constitucional irrenunciável desta Suprema Corte”
Edson Fachin,presidente do STF, após a Itália recuar da extradição de Carla Zambelli atacando o Brasil
Vinte anos de museu vivo
Ao celebrar duas décadas de atuação no Pelourinho, o Museu da Gastronomia Baiana reafirma seu papel pioneiro na preservação de nossa identidade cultural. Mais do que um acervo estático, o espaço consolidou-se sob o conceito inovador de “museu vivo”, onde a experiência sensorial educa e conecta o público às tradições e saberes alimentares do estado. A efeméride ganha contornos práticos com a exposição temporária Viva o Museu Vivo!, em cartaz na Galeria Nelson Daiha, com curadoria de Raul Lody. Gratuita e aberta diariamente das 8h às 16h, a mostra convida à reflexão sobre memória e afeto.
Embaixada da Alemanha debate o trabalho no café
A embaixada da Alemanha promove no dia 18 um encontro com representantes do agro dedicados à produção de café para debater direitos humanos e dos trabalhadores relacionados ao cultivo da rubiácea.
O fórum propõe refletir sobre novas regulamentações globais, levando em alta conta o fato de o Brasil ser o maior produtor mundial, enquanto a Bahia vem se destacando nos tipos especiais de café.
Contando com apoio do Goethe Institut Salvador Bahia e do Fórum da Democracia Europa-Brasil, o encontro posiciona a Bahia no centro do debate estratégico para o futuro do agronegócio e das relações econômicas internacionais.
A embaixadora da Alemanha no Brasil, Bettina Cadenbach, abre a programação, seguida da professora Dra. Claudia Marconi, co-diretora do Centro de Excelência Jean Monnet (FECAP) e especialista em Empresas e Direitos Humanos.
– O debate sobre direitos humanos, trabalho digno e sustentabilidade na cadeia do café é particularmente relevante para o Brasil, maior produtor mundial do grão, e para a Bahia, que ocupa posição de destaque na produção nacional – afirma Bettina Cadenbach.
Para Bettina, a reunião de representantes do setor produtivo, organismos internacionais, especialistas e autoridades permite compreender os desafios e as boas práticas já existentes, além de promover a aprendizagem entre as pessoas engajadas na produção do café.
Um dos destaques do encontro será o painel “Regulação & Direitos Humanos”, reunindo representantes do Ministério do Trabalho e Emprego, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da International Union of Food, entre outras instituições.