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Tempo Presente

Por Redação, com Paulo Leandro e Miriam Hermes

ACERVO DA COLUNA
Publicado quarta-feira, 14 de janeiro de 2026 às 2:14 h | Autor:

Toque dos tambores vai espalhar culturas

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Abençoadas com o projeto Ouro Negro e a Lei Aldir Blanc, as Filhas de Gandhy planejam trazer para o Carnaval a pluralidade do toque do tambor em quatro continentes.

Filha da presidenta do grupo, Glicéria Vasconcelos, a dançarina Silvana Magda programou audições para apreciar os talentos das baianas a fim de definir sua seleção, levando em conta o asé do orixá Ayuan, o dono dos tambores.

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Dançarina de ofício, Silvana desenvolve uma filosofia do tambor, ao dar o maior valor à combinação de energias da pulsão de vida da religião afro: o couro é a vida; o ferro vem da terra; e tem a madeira, os três itens do instrumento divinal.

- Por uma questão relacionada à biologia do ciclo menstrual e suas místicas, não podemos tocar nos terreiros, mas vamos mostrar no Carnaval o toque dos tambores feitos de matrizes naturais”, afirma a organizadora do desfile multicultural, Silvana Magda Linch.

São mil mulheres levando para as ruas a porção feminina de uma entidade fundada no território do machismo da estiva de Salvador.

A ideia é a de multiplicar olhares sobre tambores de quatro continentes, o tabla hindu da Índia; o batá africano; o oyapé dos originários; os sagrados rum, rumpi e lê afro brasileiros; e o tambor xamânico da Europa.

Criado há 46 anos, o Filhas de Gandhy reivindica seu lugar de afro e de direito: pioneira organização feminina a bater tambor em Salvador, em 1978, plena ditadura e muito antes da banda Didá.

O culto ao orixá Ayon, o deus do tambor, vai conduzir as Filhas, nascidas da costela do famoso afoxé onde os homens barganham beijos em troca de colares nas cores azul e branco.

ABRE ASPAS

“Quando falo desse enfrentamento, não é do preto da favela com o fuzil a tiracolo. Também é ele, Mas, sobretudo, o que está no andar de cima, com muito dinheiro e poder, comandando tudo”

Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, em entrevista concedida ao portal UOL

Novo talento de Irará

Irará, a terra de Tom Zé, a 133 quilômetros de Salvador, é também a da mais recente revelação da música, a cantora Duda Damasceno, 20 anos, apresentando-se nesta sexta, às 20 horas, em Feira de Santana. Presença certa em festas e festivais, Duda Damasceno quer levar seu talento e voz potente para outras plagas, daí a estratégia de mobilidade e difusão de seu trabalho, pois Feira é o maior entroncamento rodoviário do Nordeste. O local do show combina com o perfil da multi-instrumentista: a Cidade da Cultura, espaço de promoção das linguagens artísticas representativas de contextos verificados no cotidiano dos vários nordestes.

POUCAS & BOAS

  • A Oficina de Escrita de Projetos de Ensino e de Monitoria, movimenta hoje o Auditório de Direito da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus. Com foco na elaboração e o registro de projetos vinculados ao Programa de Iniciação à Docência (Pid), o evento vai abordar aspectos conceituais, estruturais e operacionais das modalidades de Projeto de Ensino e Projeto de Monitoria. Com início às 13h30, o evento é realizado pelo Comitê de Graduação da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd).
  • A comunidade católica de Barreirinhas, em Barreiras, realiza a novena preparatória para a festa do padroeiro, São Sebastião desde o dia 11 de janeiro, com o lema ‘Somos muitos, mas formamos um só corpo’. Hoje com início às 19h30, a temática é ‘Comunhão que gera vida’, com celebração do Padre Manoel e organização das pastorais da Família e do Batismo. Todas as noites, após a programação religiosa no interior da igreja, acontece a quermesse no lado externo, com comidas típicas e música com artistas locais.
  • Um Termo de Cooperação Técnica foi assinado entre o município de Itabuna e o Tribunal de Justiça da Bahia através do Núcleo de Justiça Restaurativa. Com duração prevista de 60 meses, o Termo estabelece diretrizes para a implantação do Núcleo de Justiça Restaurativa local, unidade que será responsável pelo exercício de atividades a exemplo dos Círculos de Construção de Paz, mediações, conferências familiares, círculos de pacificação e círculos decisórios.

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