Unidade na Esquerda e o enigma Ciro Gomes

Publicado sexta-feira, 15 de novembro de 2019 às 06:00 h | Atualizado em 14/11/2019, 21:48 | Autor: Miriam Hermes, Raul Aguilar e Redação

O senador e ex-governador da Bahia Jaques Wagner (PT) afirmou ontem durante a reunião da Comissão Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador, sobre a tão propalada busca de uma unidade política à Esquerda, fomentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT).

- Temos o nosso objetivo e vamos continuar construindo. Se tem pessoas que não concordam com ele, e que vão tomar outra linha, para mim, é uma decisão de cada partido, não podemos impor a ninguém. Agora, essa aliança será sempre natural, daqueles que têm uma visão voltada mais para o social. Não precisa ser de esquerda, porque você pode ser de centro e ter uma visão voltada para o social, que é antagônica à visão do atual Governo Federal, que, na verdade, só faz governo para uma meia dúzia; e que, cada vez corta mais a rede de proteção social que a gente construiu, afirmou o Senador.

Sobre Ciro - Wagner falou sobre o caso do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT), que, na última segunda-feira, em entrevista à Folha de São Paulo, apelidou o ex-presidente Lula de “encantador de serpente” e afirmou que ele “está fazendo mal ao país”.   

- A posição do Ciro é a dele, não sei se o PDT, nacionalmente, vai ter essa mesma posição. É a opinião dele, que eu não consigo entender o porquê; só faço respeitar. Na minha opinião, ele é uma liderança que não dá para se desprezar, que trabalhou conosco, e o próprio presidente Lula reconheceu isso. Eu acho que ele é um quadro extremamente bem formado. Agora, porque que ele está com essa campanha contra o PT ao invés de estar virando a bateria dele para o outro lado, aí só perguntando para ele, pontuou o petista.

Eu vou viver um pouco mais, porque hoje está claro na minha cabeça o que foi a Lava Jato e o por quê de tanta estigmatização e ódio ao PT. (...) Eles julgaram o meu mandato e não a mim

Lojistas apoiam reformas

Pelo que verificou-se durante o seminário ‘Brasil: Futuro Econômico’, promovido pela Fecomércio e Faeb, o apoio dos empresários baianos ao governo federal é irrestrito. Ecoou no encontro a luta pela aprovação da reforma tributária. - É preciso baixar as alíquotas e cada um pague o que tem que pagar, disse o anfitrião, presidente da Fecomércio, Carlos de Souza Andrade.

Os 35 empresários lojistas filiados à Fecomércio receberam o vice-presidente Hamilton Mourão com grande entusiasmo. Mourão foi aplaudido ao falar da necessidade de controle das contas públicas, com medidas como a reforma da Previdência, desvinculação do orçamento, privatizações, reforma tributária, abertura comercial e desburocratização.

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