“Viva a Vida” chega a mais bairros de Feira

Publicado sábado, 13 de junho de 2020 às 06:00 h | Atualizado em 12/06/2020, 22:29 | Autor: Rodrigo Aguiar, Miriam Hermes e redação

Feira de Santana, município localizado no maior entroncamento rodoviário do Nordeste, decidiu participar mais ativamente do combate à Covid-19, por meio de ações organizadas pela Operação Viva a Vida.

Embora estudos multidisciplinares de universidades públicas baianas tenham calculado os números de aceleração da doença na cidade e os riscos deste crescimento para toda a região Nordeste, a prefeitura decidiu reabrir o comércio em um momento crítico.

O resultado, como era de se esperar, é o recuo para uma fiscalização mais intensa, especialmente em bairros periféricos, onde o contágio vem preocupando as autoridades sanitárias, pois se o Brasil tornou-se o epicentro da pandemia, Feira pode vir a ser o maior foco na região.

Somente neste final de semana, os bairros do Tomba, com todas as numerações que o divide, Jardim Cruzeiro e Brasília terão intensificadas as fiscalizações para evitar a circulação de moradores.

Desautorizados – Estabelecimentos comerciais desautorizados a funcionar, proibições de eventos capazes de gerar aglomerações, além da higienização e realização de testes de covid-19 estão na programação do Viva a Vida.

No balanço mais recente, com possibilidade de subnotificação, Feira de Santana conta 20 mortes entre seus moradores, com 1.100 casos confirmados da covid-19. Mais de 700 estabelecimentos comerciais foram interditados para conter a disseminação da doença.

O impacto sobre o número de óbitos pode aumentar em razão de Feira ser passagem para outras cidades, mas a contagem deste acréscimo torna-se mais difícil em razão do grande fluxo de pessoas para todos os estados da região Nordeste.

A chefia das Forças Armadas é poder limitado, excluindo-se qualquer interpretação que permita sua utilização para indevidas intromissões no independente funcionamento dos outros Poderes

Mudança de percepção

Desde o começo das pesquisas realizadas através da parceria entre A TARDE e DataPoder360 – divisão de estudos do jornal digital Poder360 –, houve queda constante do número de baianos que disseram ter o emprego ou fonte de renda prejudicados por causa do coronavírus. Em dois meses, esse índice despencou de 78% para 64%. O cientista político Rodolfo Costa Pinto explica que o fenômeno pode significar uma dissociação da Covid da crise econômica.

– Há o impacto inicial da crise, onde fica muito claro para as pessoas que o coronavírus é o culpado. Mas com o passar do tempo, e estamos falando de meses, o impacto econômico geral persiste, mas as pessoas podem não atribuir mais diretamente à crise do coronavírus – afirma.

Licitações adaptadas

Os fornecedores do Estado estão se acostumando a uma nova rotina: participar das licitações via videoconferência. Em cerca de um mês e meio, o governo baiano promoveu mais de 20 sessões e já tem convocações publicadas para outras 14. A prática – regulamentada pela Saeb – ajuda os órgãos estaduais a manter o ritmo de contratações essenciais sem comprometer as medidas de isolamento.

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