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Visão de Jogo

Por Jornalista l [email protected]

ACERVO DA COLUNA
Publicado sexta-feira, 12 de junho de 2015 às 11:01 h | Autor: Jornalista l [email protected]

Os efeitos de 2014

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Arena Fonte Nova
Arena Fonte Nova -
Imagem ilustrativa da imagem Os efeitos de 2014
| Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE

Imagine depois da Copa. Quais as consequências e as heranças do Mundial de 2014? Hoje, faz um ano que ele começou. Repleto de polêmicas desde a confirmação do Brasil como sede, teve surpresas positivas e afastou o pessimismo, mas colecionou obras inacabadas e imperfeições. Decepções foram inevitáveis diante das promessas não cumpridas.

Houve sucesso de público, com bilionária arrecadação de bilheteria, estádios cheios, festa nas arquibancadas e audiência enorme. Em campo, a satisfação foi garantida por boas partidas, muitos gols e resultados inesperados - embora essas circunstâncias tenham marcado negativamente a equipe da casa.

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A competição eternizou o maior vexame da história do futebol, em que a seleção mais famosa e vitoriosa, em seu país, sofreu sua mais elástica derrota num Mundial: 7 a 1. E numa semifinal.

Desde a Copa, porém, quando se anunciou um período de trevas para o selecionado brasileiro, com novo técnico e mudanças pontuais no elenco, o aproveitamento é de 100%. O Brasil venceu seus dez amistosos, incluindo clássicos contra Argentina e França. Sofreu apenas dois gols!

Por outro lado, a algoz Alemanha nunca mais foi a mesma depois do título no Rio de Janeiro. Empatou com Austrália e Irlanda, perdeu para EUA, Polônia e Argentina.

Outro grupo que travou embates históricos com os brasileiros por causa da Copa-2014 tem penado bastante: a Fifa. Enriquecida financeiramente e com a imagem empobrecida em decorrência da sua forma de atuação, a entidade agora se tornou vilã mundial devido ao escândalo de corrupção apurado pela Justiça dos EUA.

Personagens que cultivaram a antipatia no país, o presidente Joseph Blatter - que renunciou após reeleição - e o secretário-geral Jérôme Walcke estão sendo investigados e pressionados.

Surgiram denúncias de pagamento de propinas para escolhas de países-sede de Mundiais anteriores e futuros. E naturalmente criaram-se suspeitas sobre o processo que determinou o Brasil como único candidato a receber a edição de 2014.

Arenas

A maior polêmica nacional foi sobre os caríssimos estádios construídos ou reformados por ocasião da Copa. Quando ainda nem havia estourado a operação Lava Jato, da Polícia Federal, que escancarou o festival das empreiteiras em negócios escusos com dinheiro público e políticos, causou revolta na população o sangramento do erário após a promessa de uso somente de verba da iniciativa privada.

A maioria das arenas, incluindo a Fonte Nova, tem sido usada frequentemente, porém não da maneira mais adequada, com planejamento realista e multiuso que evite prejuízos. A Arena Pantanal, em Cuiabá, o Mané Garrincha, em Brasília, e a Arena da Amazônia, em Manaus, ratificaram a previsão de virarem 'elefantes brancos'. O Itaquerão custa valores assustadores ao Corinthians. Ou seja, os temores se transformaram em realidade.

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