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Visão de Jogo

Por Jornalista l [email protected]

ACERVO DA COLUNA
Publicado sexta-feira, 13 de novembro de 2015 às 18:46 h | Autor: Jornalista l [email protected]

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BaVi na Fonte Nova
BaVi na Fonte Nova -

Numa coisa o tricolor Pedro e o rubro-negro Felipe concordam sobre a dupla Ba-Vi: é melhor jogar a Série B. Longe de serem raros torcedores a manifestar esse sintoma de resignação, os dois jovens médicos feirenses refletem um grave e comum diagnóstico de apequenamento de Bahia e Vitória. E essa epidemia parece se alastrar.

Defensores dessa tese argumentam que os times baianos conseguem ser protagonistas nos escalões inferiores, ao contrário do que ocorre na elite do Campeonato Brasileiro, em que atuam como figurantes ou candidatos ao rebaixamento. "Na Segunda Divisão, existe a chance de conquistar alguma coisa. Na Série A, não. É desmotivante, a gente não cria expectativa", opinam. "Vou para um jogo da Série B com a possibilidade de ganhar. Contra um Corinthians, não", admitem, abatidos pela desproporção de poder econômico.

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O problema é que, mesmo na Segundona, com superioridade financeira, histórica, estrutural e de torcida, o Tricolor e o Rubro-Negro não vão tão bem como deveriam. A atual competição reforça isso. Pior: ao longo dos anos, não faltaram humilhações.

Não foram nada agradáveis à galera duas vezes campeã nacional as sete temporadas de afastamento da Primeira Divisão, entre 2004 e 2010. Na tentativa inicial de retorno, a boa campanha terminou com traumática eliminação diante do Brasiliense na Fonte Nova. Nos seguintes desempenhos medíocres, o Esquadrão de Aço sofreu goleadas diante de Portuguesa, Santo André - ambas em casa -, Avaí, Juventude, ABC, Bragantino... Mesmo quando subiu, levou a nódoa de 4 a 0 impregnada pelo Icasa no Ceará, além de freguesia diante do Duque de Caxias. Na Série A, de 2011 a 2014, lutou sempre contra o descenso, mas deu menos vexames.

O Leão passou por capítulo vergonhoso contra o São Caetano no Barradão, em 2011, e por pouco não desperdiçou uma vaga certa no ano seguinte. Ainda amargou 6 a 0 do Brasiliense em 2007. Por várias vezes, encalacrou-se com adversários bem menores. Desfez-se do rótulo de 'time de Série A' e da continuidade que mantinha no Brasileirão.

Como efeito negativo de frequentar a Segundona, as torcidas não abraçam mais os clubes em socorro. Também se reduzem a visibilidade deles - quantitativa e qualitativamente - e seu faturamento. E estar entre grandes equipes é bem melhor do que conviver com a constante ressalva de que se compartilha um espaço com concorrentes inferiores.

É possível realizar trajetórias dignas na Série A. Com mais planejamento, contratações bem-sucedidas e menos aventureiros no comando, pode-se ser competitivo.

Há bons exemplos locais. Em 2008, recém-promovido, o Vitória enfrentou todos os adversários de igual para igual, mesmo quando perdeu fora de casa. Ficou em 10º lugar, a segunda melhor marca do Norte-Nordeste no sistema de pontos corridos. Em 2013, também logo depois do acesso, lutou até o fim para ir à Copa Libertadores da América. Em 5º, quase se classificou. O problema foi desmontar o elenco em seguida.

Ou seja, existe remédio para o mal de Pedro e Felipe.

Que sempre sejam elas

Na semana anterior, vários colunistas homens cederam seus espaços em jornais e sites para mulheres se manifestarem sobre a luta feminista. Não significa que a importância do assunto mereça só um dia de uma única semana de mobilização. Era uma necessidade urgente. Foi uma adesão masculina à causa e o reconhecimento de que elas não têm a devida voz, no momento em que o Brasil debatia a violência contra mulheres e a supressão de direitos femininos. E nada melhor do que elas próprias para tratarem de problemas que as afetam diretamente.

Num país ainda muito machista e que muitas vezes não percebe isso, é fundamental que elas façam não só os homens mas também outras mulheres reverem seus comportamentos e conceitos. Que os lugares de fala continuem defendendo o respeito a elas.

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