Equipe do SESI Bahia vai representar país em mundial de F1 educacional | A TARDE
Atarde > Conteúdo Publicitário

Equipe do SESI Bahia vai representar país em mundial de F1 educacional

Grupo conquistou vaga ao levar “ouro” no torneio nacional de robótica educacional, na categoria F1 in Schools

Publicado segunda-feira, 18 de março de 2024 às 06:00 h | Autor: Da Redação
Equipe Sevenspeed sobe ao 1º no pódio do Festival SESI de Educação, em Brasília
Equipe Sevenspeed sobe ao 1º no pódio do Festival SESI de Educação, em Brasília -

A equipe dos alunos da Escola SESI Reitor Miguel Calmon foi a melhor na categoria F1 in Schools do torneio nacional de robótica educacional Festival SESI de Educação 2023-2024 e irá representar o país no mundial de F1 schools. A conquista é fruto do investimento num aprendizado que vai muito além do que é realizado nas escolas convencionais.

“Com cinco anos de formação, a Sevenspeed soma vitórias que são resultado de muita dedicação ao projeto e do investimento da instituição na robótica educacional de forma pioneira. Já estamos trabalhando para a competição internacional, que deve acontecer em meados de novembro”, afirma o coordenador de Robótica da Rede SESI-BA de Educação, Fernando Didier.

Em sua quinta formação, o grupo vencedor deste festival é hoje composto por Ana Beatriz, Catharina, Valmilson, Guilherme e João Vitor, que concluíram o Ensino Médio em 2023. Com cinco anos de existência, a Sevenspeed acumula três prêmios nacionais no currículo, sendo que, em 2019, a equipe representou o Brasil na 17ª edição mundial do F1 in Schools, em Abu Dhabi.

Assim como seus colegas de equipe, Valmilson Leite Júnior, 18 anos, vibrou com a vitória e a ida ao mundial. Ele explica, no entanto, que participar do F1 in Schools representa uma jornada de desafios e aprendizados para toda a vida. “Além de aplicar conceitos de STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), lidamos com pressão e superamos obstáculos durante a temporada. Mais do que ganhar troféus, essa experiência nos preparou tecnicamente e pessoalmente para enfrentar futuros desafios com paixão e determinação”, conta.

Desafio - O projeto Fórmula 1 (F1) in Schools chegou ao Brasil em 2014, tendo como meta incentivar o empreendedorismo e ampliar percepções da ciência, tecnologia, engenharia e matemática, criando um ambiente de aprendizado empolgante para os jovens, além de ampliar todos os horizontes a respeito de carreiras em engenharia e a F1 como um todo. Para isso, apresenta como desafio a montagem de escuderias, com três a seis integrantes.

As equipes constroem um carro em miniatura, réplica dos carros oficiais de corrida, que, impulsionados por um cilindro de CO2, podem chegar a 80 km/h em uma pista de 24 metros de comprimento. A avaliação das equipes considera aspectos como modelagem do carro, pesquisa dos materiais, prospecção de patrocínio e confecção do estande, seguindo os parâmetros estabelecidos pela F1 profissional.

Mentor da equipe no SESI, o professor da Escola SESI Retiro Robson Nunes explica que o projeto F1 in Schools funciona como uma das metodologias ativas adotadas pela Rede SESI de Educação. “Aqui eles têm a oportunidade de aprender muito mais do que uma escola convencional exige, então diversas matérias eles vão aprender na prática. Eles têm que montar uma startup, buscar patrocínio, gerenciar recursos durante toda uma temporada e colocar isso tudo em apresentações e portfólios para apresentar ao juiz, então requer muitos ensaios e práticas”, revela.

Nunes ainda acrescenta que o projeto exige que o estudante desenvolva proficiência em inglês. “O que a gente tem como principal retorno são esses meninos e meninas de todas as temporadas, atualmente, muito bem colocados no mercado de trabalho. Hoje eles estão aí surpreendendo professores nas faculdades engenharia, por exemplo, desenvolvendo projetos”, comemora.

Competição – O Festival SESI de Educação foi realizado entre 28 de fevereiro a 2 de março, em Brasília, e contou com a participação de quase dois mil competidores e 27,8 mil visitantes. O Evento, maior do segmento no país, é operado pelo SESI, e tem como atrações principais as competições de robótica educacional, que estão divididas em quatro categorias, desde robôs de Lego, até carrinhos de Fórmula 1 e super robôs de até 56 kg. Nesta temporada, a Escola SESI BA, através da Liga SESI Robótica, levou uma delegação de sete equipes e 65 integrantes para o Festival, onde competiu em todas as categorias. 

Publicações relacionadas