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FIM DE CICLO

Ídolo do Haiti, goleiro anuncia aposentadoria da seleção após a Copa

Jogador encerra 15 anos de serviços prestados à seleção haitiana

Lucas Vilas Boas
Por
Johny Placide, goleiro do Haiti
Johny Placide, goleiro do Haiti - Foto: Reprodução | Redes Sociais

Mesmo com a eliminação do Haiti na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, a despedida da seleção ficou marcada por um momento simbólico. Aos 38 anos, o goleiro Johny Placide anunciou sua aposentadoria da equipe nacional, encerrando um ciclo de 15 anos como um dos maiores nomes da história do futebol haitiano.

A última atuação vestindo a camisa do Haiti aconteceu na derrota por 4 a 2 para o Marrocos. Apesar do resultado, o experiente arqueiro foi um dos destaques da partida ao realizar oito defesas, evitando um placar ainda mais elástico na despedida do Mundial.

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Com 84 partidas disputadas, Johny Placide encerra sua trajetória como o terceiro jogador que mais representou a seleção haitiana. Capitão durante boa parte desse período, ele foi um dos líderes da geração responsável por recolocar o país em uma Copa do Mundo após um intervalo de 52 anos entre participações.

A despedida já havia sido comunicada internamente. Na véspera do confronto diante dos marroquinos, o goleiro reuniu os companheiros de equipe durante o treinamento para anunciar que aquele seria seu último compromisso pela seleção. O momento foi marcado por abraços e aplausos do elenco.

A Federação Haitiana de Futebol prestou homenagem ao capitão nas redes sociais.

Obrigado por tudo, capitão Johny Placide. Foram 15 anos de fidelidade, sacrifícios e paixão a serviço da seleção do Haiti.

FHF

Escolha pelo Haiti

Embora tenha nascido em Montfermeil, na França, Placide optou por defender o país de origem de seus pais no futebol internacional. Revelado nas categorias de base da seleção francesa, ele construiu praticamente toda a carreira em clubes do futebol francês antes de decidir representar o Haiti.

Ao longo da trajetória pela equipe nacional, disputou duas Copas do Mundo, três edições da Copa Ouro e uma Copa América, tornando-se um dos atletas mais importantes da história recente da seleção.

Legado além dos resultados

O Haiti terminou a Copa do Mundo na última colocação do Grupo C, após derrotas para Escócia, Brasil e Marrocos. Ainda assim, a campanha entrou para a história do país. Contra os marroquinos, a seleção marcou pela primeira vez em Mundiais e chegou a estar duas vezes em vantagem no placar antes da virada adversária.

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