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DOAÇÃO

Ômicron impacta na fila de transplantes e bancos de sangue

Em um hospital de São Paulo, 30% dos rins que seriam transplantados não puderam ser doados

Da Redação

Por Da Redação

22/01/2022 - 13:04 h | Atualizada em 22/01/2022 - 16:04

O avanço da Ômicron no Brasil, que registrou recordes de contaminação diária por Covid-19, tem impactado na rotina de transplantes de órgãos e também de sangue, devido à necessidade de testar os doadores. Caso o doador teste positivo, é preciso esperar ao menos um mês para a recuperação, o que atrasa toda a fila de espera.

O problema também afeta até os doadores que já morreram. Em um hospital de São Paulo, 30% dos rins que seriam transplantados não puderam ser doados, pois os doadores estava com infectados com o coronavírus. O aumento de contaminação por Influenza foi outro fator que atrapalhou os transplantes.

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Em uma unidade de saúde referência em São Paulo, o Hospital do Rim, de dezembro para janeiro o número de transplantes despencou de 70 para 37, justamente pelo avanço da Ômicron que fez subirem os casos da doença em todo o país.

Desde o começo da pandemia, doadores e receptores de órgãos são testados para a Covid via exame molecular RT-PCR. Uma resolução do Ministério da Saúde veta a doação dos órgãos quando a pessoa está contaminada. Com isso, 30% dos doadores do hospital foram descartados, só no mês de janeiro, por causa da infecção.

A demora da testagem também atrapalha. Em alguns casos, os doadores simplesmente desistem. Em Juiz de Fora, Minas Gerais, um possível doador com teste coletado no sábado, 15, só teve resultado na segunda-feira (17), o que inviabilizou a doação. As informações são da CNN Brasil.

O exame teve de ser feito em Belo Horizonte, a 266 km de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira. “É um momento muito difícil para a família. Não é possível aguardar dois dias à espera de um resultado do teste antes do sepultamento”, argumenta Gustavo Fernandes.

Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos apontam uma queda de transplante de 25% a 30% nos últimos dois anos. Foram 10.363 órgãos e tecidos transplantados em 2021. “A Ômicron chegou no momento em que estávamos recuperando o nível de transplantes, mas nunca chegamos ao patamar de antes da pandemia”, avalia Gustavo Fernandes.

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