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17/05/2023 às 6:15 - há XX semanas | Autor: Tiago Freire*

CULTURA

'A Pombagem' propõe diálogo lúdico sobre acervo cultural e história

Projeto 'Viva o museu popular' começa nesta quarta-feira

Na antiguidade, museus eram poetas conclamando a memória
Na antiguidade, museus eram poetas conclamando a memória -

Com mais de 10 anos de atuação em Salvador, o Grupo de Arte Popular A Pombagem leva arte de rua para monumentos públicos e praças de Salvador em um novo projeto, Viva o Museu Popular. Todas as quartas-feiras, de hoje até 14 de junho, o grupo se apresenta em três diferentes monumentos da cidade, além de duas rodas de conversa que acontecerão na Casa do Museu Popular da Bahia. Toda a programação é gratuita.

Os espetáculos são apresentados hoje, no monumento do Cristo da Barra; 31 de maio no Monumento ao Dois de Julho (Campo Grande); e 14 de junho no Marco da Cidade (Porto da Barra). As rodas de conversa acontecerão 24 de maio, com a exibição do documentário Olha o Museu no Meio da Rua; e 7 de junho, com o tema “Teatro de Rua e Educação Patrimonial”, tendo como mote a recriação cênica da Festa do Lixo. Todas as atividades iniciam sempre às 14h.

Um novo tipo de museu

A iniciativa do Grupo A Pombagem é de entender e apresentar ruas e praças como espaços museais, populares, acessíveis e repletos de patrimônio vivo. Fabricio Brito, coordenador do projeto, destaca a importância de trazer os espaços museais para fora de instituições fechadas.

“A ideia é mostrar que o outro museu é possível, um museu aberto. As pessoas acham que se resume ao edifício e instituição em que você acessa exposições de vez em quando, mas na verdade, ali é uma das representações do que ele pode ser”, afirma Fabricio.

“A ideia de um museu na antiguidade, descobri em uma pesquisa histórica, já foi um conjunto de poetas conclamando a memória de um povo. Somos artistas e temos esses 10 anos de pesquisa histórica e a gente quer reivindicar o que é museu, mostrar que não é aquele espaço fechado inacessível, e sim, parte da memória popular”, continua.

Segundo o coordenador, as apresentações que acontecem nos espaços públicos viram um museu a céu aberto, em que o monumento é a obra principal e o cenário é configurado para dar a ideia de uma exposição. Essa junção do espaço público com as apresentações, aproxima o público e o povo soteropolitano de sua história.

“O museu, mais que tudo, é um lugar de memória, além de apenas armazenar coisas antigas. Viva O Museu Popular é esse esforço para mostrar que o museu pode ser convencional, mas também é algo a mais. O museu é, mais do que tudo, um lugar de aprendizado. Há um movimento de questionar ‘O que é esse museu que não olha para o povo'? A gente quer quebrar essas barreiras que separam os dois”, afirma.

“É um momento que busca aproximar os museus da sociedade. O importante não é a coleção de itens, mas sim o patrimônio popular que ele carrega. Fizemos essa substituição, do edifício pela comunidade, da coleção pelo patrimônio. Esse jeito estático de mostrar objetos por um jeito andante”, complementa Brito.

Mais do que trazer esses patrimônios para a rua, uma grande preocupação do projeto é na forma desta memória ser vivida na rua. Fabrício também explicita como essa forma de experienciar o museu, a céu aberto, na rua e rodeado por música, impacta na forma que essa história é absorvida.

“Tem o grafite, a capoeira, maracatu – tudo isso lá fora. O museu, mais que tudo, é um lugar de memória, além de apenas a memória. A gente quer fazer esse museu que a gente se reconhece. É por isso que nosso museu popular desemboca no espetáculo. É o que queremos mostrar, que é o museu popular, que canta, dança, que está ali com a população, não é aquele estático, contido. Tem um elemento lúdico com a educação”, ressalta.

Nova visão: monumentos

A escolha para os pontos de apresentação não foi por acaso. O Grupo A Pombagem, em seus dez anos de trabalho patrimonial, também dialoga com a iconografia da cidade. Fabrício explica a importância dessas apresentações em monumentos como uma forma de ressignificá-los e apresentar uma nova ótica sobre a história da cidade. “Não só levamos à rua, mas levamos para complementar esses monumentos históricos. Todos eles são tombados pela lei de preservação. É por isso que é uma educação patrimonial e o nosso museu vai lá e não só falar a visão oficial. Quando pensamos em nos apresentar no monumento ao 2 de Julho, por exemplo, vemos essas mudanças na memória coletiva e como ela é vista e é mutável”, detalha.

“Por exemplo: Maria Felipa, uma mulher escravizada que teve papel crucial na Independência da Bahia, só recentemente foi ter seu reconhecimento. Quando vemos um monumento, temos um discurso ali e quando A Pombagem vai lá, trazemos essa discussão deles, do material que compõe eles, da iconografia que representa e o que ele significa para nós”, conclui Fabrício.

*Sob a supervisão do editor Chico Castro Jr.

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