CULTURA
Atriz Norma Bengell morre no Rio de Janeiro

A atriz Norma Bengell morreu na madrugada desta quarta-feira, 9, aos 78 anos, por causa de problemas respiratórios causados por um câncer no pulmão esquerdo. Ela estava internada em um hospital do Rio de Janeiro. Segundo amigos e familiares, Norma estava lúcida, embora tivesse dificuldades para reconhecer algumas pessoas. Ela sofria com problemas de saúde desde 2010, quando uma série de quedas em sua casa provocou um problema na coluna que dificultava sua locomoção.
A atriz descobriu um câncer no pulmão há oito meses. Segundo o primo Egberto Castro, não quis tratar a doença. Nos últimos meses ela vivia em casa e só foi internada no último sábado, na Clínica Bambina, quando o quadro se agravou. "Eu não sei dizer o porquê da decisão. Ela estava triste. Não quis se submeter a qualquer tratamento e foi respeitada. Foi muito digna. Quis ficar em seu apartamento, em Copacabana, entre suas fotos. Nunca quis morar no Retiro dos Artistas, por exemplo. Para sair era uma dificuldade, por conta da cadeira de rodas, mas costumava comer o seu sushi aos domingos, com a cuidadora", disse o primo.
O velório será às 18 horas no cemitério São João Batista, e a cremação, nesta quinta, 10, no Caju. As cinzas serão jogadas na pedra do Arpoador, local escolhido por Norma.
História
Considerada uma das principais atrizes do Cinema Novo brasileiro, Norma Bengell protagonizou o primeiro nu frontal da cinematografia nacional, no filme Os Cafajestes, dirigido em 1962 por Ruy Guerra. Dona de uma beleza estonteante, voz sensual, Norma começou a carreira fazendo comédias de chanchada, como O Homem do Sputinik (1959), de Carlos Manga e protagonizada por Oscarito.
No cinema, trabalhou ainda com Walter Hugo Khouri (Noite Vazia), Julio Bressane (O Anjo Nasceu), Paulo Cézar Saraceni (A Casa Assassinada), Glauber Rocha (A Idade da Terra). Sua presença sedutora encantou também a crítica internacional, como a conceituada revista francesa Cahiers du Cinema.
Além de atriz, Norma aventurou-se também como cineasta, estreando em 1988 com Eternamente Pagu, mas causando polêmica com sua versão de O Guarani (1987), por conta das acusações de irregularidades na prestação de contas da produção. Seu último trabalho como diretora foi o documentário Infinitamente Guiomar Novaes (2003).
Eternamente Pagu
Os Cafajestes
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes




