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Coreografias, performances e debates no festival Interação e Conectividade

Publicado domingo, 31 de maio de 2009 às 17:35 h | Atualizado em 31/05/2009, 18:47 | Autor: Eduarda Uzêda | A TARDE
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Onze obras coreográficas, cinco performances, mostra de videodança, além de mesas-redondas, oficinas e show musical. Com esta programação, a terceira edição do festival Interação e Conectividade pretende movimentar a cena local até domingo. A promoção é do grupo baiano Dimenti, que faz um diálogo entre diferentes linguagens.

O diretor Jorge Alencar destaca que é interesse do Dimenti “fazer intercâmbio com outros grupos, além de promover debates e discussões entre os artistas, contribuindo  para novas propostas para a área”.

Os trabalhos apresentados focam a dança contemporânea dialogando com várias vertentes do humor: a paródia, a sátira, a ironia, mas sem abrir mão de uma reflexão sobre o cotidiano.

A abertura do Interação e Conectividade acontece nesta segunda-feira, 1º de junho, às 20 horas, com o solo O Samba do Crioulo Doido, de Luiz de Abreu (SP), que deu origem a um espetáculo que foi ovacionado no Ateliê de Coreógrafos.

O solo de Abreu, que será apresentado no palco principal do Teatro Vila Velha, trata com ironia da resistência do negro na história brasileira e da importância do corpo para a construção de sua identidade.

Já às 20h30, no Cabaré dos Novos do TVV, será a vez de Miss Suéter, uma banda baile que traz canções descontraídas e dançantes de artistas da MPB, principalmente dos anos 70. No repertório, muito samba-rock, frevo, lambada e soul.

Na terça, entre outras atrações, o solo de dança E Eu Disse, da Companhia Flutuante, com criação e interpretação de Letícia Sekito no TVV, às 20 horas. Às 21 horas, no Cabaré dos Novos, acontece a performance Jogo dos 7 Erros, com Carolina Falcão, que discute a influência midiática no padrão estético.

E quarta, às 18 horas, na Praça do Campo Grande, a performance Brucutu, com Leo Franco, que parte do símbolo brucutu – máscara preta utilizada por policiais, ativistas e assaltantes. 

| PROGRAMAÇÃO - INTERAÇÃO E CONECTIVIDADE III |

O SAMBA DO CRIOULO DOIDO – Luiz de Abreu (SP/BA)

Dia: 1 de junho, às 20h
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

O Samba do Crioulo Doido trata da resistência do negro na história brasileira e da importância do seu corpo na
construção de sua identidade. O espetáculo discute a inter-relação entre o corpo-objeto construído pela diáspora
e o corpo-sujeito que transgride, afirma e resiste, cria uma corporeidade que devolve ao corpo-objeto o sujeito
que lhe foi extirpado ao longo da história, junto com sentimentos, valores, crenças, a palavra e suas singularidades estéticas. Samba, carnaval e erotismo constituem elementos aos quais o corpo negro brasileiro geralmente é associado. Dentro de um cenário composto por bandeiras brasileiras, Luiz de Abreu constrói em cena imagens corporais reconhecíveis e fragmentadas, questionando este “corpo negro” objetificado.

Ficha Técnica:
Criação, direção, interpretação, cenário e figurino: Luiz de Abreu
Trilha sonora: Luiz de Abreu e Teo Ponciano
Percussão ao vivo: Teo Ponciano
Iluminação: Luiz de Abreu e Alessandra Dominguez
Operação de Luz: Décio Filho
Duração: 20 min

* Espetáculo realizado com subsídios do Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2003/2004.
BANDA MISS SUÉTER (BA)

CABARÉ DOS NOVOS DO TEATRO VILA VELHA

Dia: 1 de junho, às 20h30
Local: Teatro Vila Velha

Formada por um grupo de amigos, a Miss Suéter é uma banda baile que traz canções descontraídas e dançantes de artistas da MPB, principalmente dos anos 70. No repertório, muito samba-rock, frevo, lambada e soul. O nome escolhido, Miss Suéter, faz referência a uma canção dos parceiros João Bosco e Aldir Blanc. O grupo é composto por vocais, violão, guitarra, baixo e bateria e um DJ.

Ficha Técnica:
Vocais: Lia Lordelo e Ronei Jorge
Violão: Pedro Santana
Guitarra: Luciano Simas
Baixo: Carlos Veiga Filho
Bateria: Felipe Dieder
Intervenções Eletrônicas: DJ Gug

VOCÊ, UM IMÓVEL CORPO ACELERADO – Vanilton Lakka (MG)

Dia: De 2 a 5 de junho, às 16
Local: Outdoor Salvador

Baseado nas idéias do texto “Paul Virilo e Sterlac: o corpo como lugar das tecnologias avançadas”, de Edvaldo Souza Couto, o projeto, através da perspectiva Mídia Corporal, visa a discutir o processo de aceleração no qual os corpos contemporâneos adquiriram, após terem sido moldados pela velocidade resultante do desenvolvimento das tecnologias de transporte e dos meios de comunicação.
 
Ficha técnica:

Concepção e intérprete: Vanilton Lakka
Arte outdoor: Rafael Ventura
Duração: 1 hora por dia

* Co-produção: Território Minas // Fórum Internacional de Dança (FID) 2003.

E EU DISSE: – Letícia Sekito (SP)

Dia: 2 de junho, às 20h
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

O solo de dança E Eu Disse:, da Companhia Flutuante, com criação e interpretação de Letícia Sekito, continua a pesquisa sobre a relação entre corpo e cultura, iniciada no solo "Disseram que eu era japonesa" (2004), e adentra no terreno escorregadio e controverso sobre as possibilidades de reconstruir e reinventar identidades transitórias no corpo. Em E Eu Disse: propomos “seqüestrar” o rosto, seja ocultando-o, camuflando-o, dando-lhe outras "caras". Como vai se organizar e sobreviver esse corpo sem cara? E como se organizará o olhar de quem vê esse corpo? Um corpo–quase-corpo? Corpo-coisa?  Corpo-gente? Quais serão as possibilidades desse vir a ser um corpo? Em quais catálogos identificadores poderia transitar esse corpo?

Ficha técnica:
Direção, dança, cenário e figurino: Letícia Sekito
Iluminação: André Boll (criação) e Ligia Chaim (montagem e operação)
Música original: Natália Mallo
Operação de som: André Mesquita
Vídeo: Kika Nicolela
Preparação corporal: Ivan Okuyama Sensei
Preparação vocal: Sandra Ximenez
Vozes em off: Ching C. Wang, Jorge Peña, Laurence Leclercq, Libia Harumi S. de Freitas, Neca Zarvos e Simona
Mariotto
Produção: Letícia Sekito
Duração: 50 min

* Espetáculo realizado com subsídios do programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006/2007, apoio Fundação Japão.

JOGO DOS 7 ERROS – Carolina Falcão (BA)

Dia: 2 de junho, às 21h
Local: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha

A Performance Jogo dos 7 Erros discute a influência midiática de padrão estético, corpo-modelo, corpo-mercadoria no qual sofremos na contemporaneidade, principalmente quando a beleza torna-se para a mulher um imperativo absoluto e religioso. Através da comparação com uma foto em tamanho real e de elementos que possam transformar a performer em Gisele Bündchen (creme anticelulite, tintura loura para cabelos, remédio para emagrecer etc) o público interage diretamente reconfigurando a performance a cada nova apresentação.

Ficha Técnica:
Concepção, realização, direção: Carolina Falcão
Duração: 30 min

BRUCUTU – Aburussu (BA)

Dia: 3 de junho, às 18h
Local: Praça do Campo Grande

A performance Brucutu alimenta e é alimentada pelos corpos das ruas e praças das cidades. Essa pesquisa, como o próprio nome sugere, parte de um símbolo motriz: o brucutu – jargão policial para designar a máscara preta que mostra somente olhos e boca utilizada por policiais, ativistas, guerrilheiros, assaltantes… em situações limite. A proposta dessa performance é se confrontar com esse símbolo que detona na memória corporal do artista e do público o gestus social do nosso tempo. Quem está por trás desse gorro? Quando ele é usado? O que ele esconde? O que ele revela?

Ficha Técnica:
Direção e performance: Leo Franco
Videomaker e assistência de direção: Paula Carneiro
Músico-performer: Mateus Dantas
Duração: 20 min

SAMBARROXÉ, UM EXPERIMENTO BRUTO - Joubert Arrais (CE)

Dia: 3 de junho, às 20h
Local: Cabaré dos Novos do Teatro Vila Velha

Uma crítica “escrita” no e pelo corpo que dança. Eis um solo demonstrativo de dança, com viés performático, que discute a relação midiática e midiatizada entre corpo, dança e música no contexto nordestino-brasileiro de Salvador (BA), a partir do procedimento de improvisação em dança Experimento Bruto (Mara Guerrero/SP). O intuito é testar e re-elaborar padrões de movimento presentes em três configurações culturais de massa (samba, arrocha e axé), com foco em quatro partes do corpo (cabeça, pélvis, braços e pés). Dialoga também com o conceito de meme, de Richard Dawkins, que trata a informação cultural como análoga ao que acontece com o gene. Justamente para evidenciar, cênica e artisticamente, o vínculo histórico, evolutivo e cultural entre dança e música na atualidade.

Ficha Técnica:
Concepção e demonstração: Joubert Arrais
Orientação compositiva: Mara Guerrero
Áudio gravado: Angela Souza
Duração: 15min
http://www.umjovemcriticodedancabrasileiro.blogspot.com/

* A apresentação de Sambarroxé é uma contrapartida do apoio do edital de Difusão e Intercämbio Cultural do MinC (01/2009), referente à participação no Performa´09 - Encontros de Investigação em Performance, de 14 a 16 de maio, em Aveiro, Portugal.

INTERVALO – Frederico Paredes (RJ)

Dia: 3 de junho, às 20h20
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

O palco, as matas brasileiras ou a Avenida Central do Rio. Territórios cobiçados simultaneamente por forças distintas, que ali se implantam como corpos estranhos para capturar seus tempos e seus espaços. Intervalo é um estudo coreográfico sobre os princípios de dominação e colonização que entremeia fontes díspares tais como gravações de cantos de pássaros ou anedotas sobre a urbanização do Rio antigo e explicações sobre a estrutura e criação do próprio solo. Ao longo de seu breve trajeto, Frederico Paredes tece uma metacoreografia em que descreve o que significa invadir e, conseqüentemente, coabitar.

Ficha Técnica:
Coreografia, texto e interpretação: Frederico Paredes
Trilha sonora: Cantos das Aves do Brasil, de Johann Dalgas Frisch
Desenho de luz: José Geraldo Furtado
Duração: 20 min

COOKIE – Núcleo Vagapara (BA)

Dia: 3 de junho, às 20h40
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

Cookie consiste na realização de eventos cênicos que utilizam de mecanismos da improvisação-estruturada para elaborar resoluções compositivas em tempo real. Composições estas que sofrem interferências diretas do ambiente a partir de estímulos propostos pelos cenógrafos, iluminador e DJ que acompanham o espetáculo. Nele a improvisação não é explorada apenas como recurso de um processo criativo, mas, principalmente, em seu potencial como resultado cênico, alimentada por uma integralidade coletiva na qual todos (encenadores, iluminador, DJ e público) compartilham das escolhas, sendo assim uma dança realizada em co-autoria, no instante de sua execução.

Ficha Técnica:
Concepção: Núcleo Vagapara
Intérpretes-criadores: Jorge Oliveira, Lucas Valentim, Márcio Nonato, Nilson Rocha, Paula Lice e Olga Lamas
Intervenção sonora: Alessandra Nohvais e Adriana Prates (DJ Pragatecno)
Intervenção de iluminação: Milianie Matos
Intervenção cenográfica: Miniusina de Criação
Intervenção de figurino: Rino Carvalho
Concepção iluminação: Fábio Espírito Santo
Produção: Núcleo VAGAPARA
Duração: 30 minutos
 
A BRUXA LOUCA DOS MIL E UM GNOMOS E DOS SETE SAQUINHOS DE PEDRINHAS COLORIDAS – Thiago Enoque (BA)

Dia: 4 de junho, às 18h
Local: Praça do Campo Grande

"A Bruxa Louca...” é uma happening (performance) que tem como inspiração o texto "Esses seus valores" escrito por Plínio Marcos para a revista Caros Amigos (abril, 1997) e traz a frase que dá o nome ao trabalho. A proposta é trazer um ambiente onde a ações se configuram como uma quebra de padrões homegeneizantes e hegemônicos. Num ambiente de jogo não hierárquico, os sete performadores exacerbam suas tensões, trabalhadas a partir do texto, utilizando elementos de comicidade para questionar o a relação entre massificação e violência, mas, neste caso específico, a violência trata-se de um lugar de enfretamentos capaz de gerar resistência e aprendizagem.

Ficha Técnica:
Concepção: Thiago Enoque
Performadores: Giltânei Amorim, Isaura Tupiniquim, Leo Franco, Maíra Di Natale, Milianie Matos, Paula Pó, Thiago Enoque
Duração: 30 min

ORGANIZADOR DE CARNE – sheila ribeiro/dona orpherline (SP/Montreal)

Dia: 4 de junho, às 20h
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

A partir de uma aventura no DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais), organizador de carne especula o que é ser gente no trânsito e na construção da ética contemporânea. Tabu, racismo, politicamente correto, etologia, design interno e publicidade projetam matéria bruta desejante. O poder se deslocando no chamado momento pós-colonial. Gente? Animal? Pós-humano? Quem e o que organiza a sua carne?

Ficha Técnica:
Conceito e direção: Sheila Ribeiro
Elenco: Sheila Ribeiro e Basa (Turbo Trio)
Som: Basa
Produção: Naiada Barbosa/ dona orpheline
Duração: 60 min

* Espetáculo realizado com subsídios do programa Rumos Itaú Cultural Dança 2006/2007.

OUTDOOR CORPO MACHINE – André Masseno (RJ)

Dia: 5 de junho, às 20h
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

Outdoor Corpo Machine tem como ponto de partida as imagens midiáticas do corpo masculino encontradas em outdooors, filmes de ação, revistas de fisiculturismo e nu masculinos, ou seja: imagens que “vendem” ideais de juventude, força, beleza e poder econômico. Através destas imagens, André Masseno apresenta um trabalho de cunho autoficcional, onde o seu corpo visita tal imaginário constitutivo de um corpo-vitrine-máquina que é estranho, porém não desconhecido da sua experiência enquanto indivíduo e artista queer. Aqui, instaura-se um jogo de identidades onde o corpo do performer cria fisicalidades espacio-temporais ao se apropriar da imagem de corpos supostamente saudáveis e viris, tensionando-as na sua aversão ao abjeto e à decomposição do próprio corpo.

Ficha Técnica:
Concepção, direção e performance: André Masseno
Duração: 60 minutos

* Parceria: Espaço Hibridus (Ipatinga/MG) e Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro. 

RESSUSCITANDO JOANE – Grupo Go (BA)

Dia: 5 de junho, às 21h
Local: Passeio Público

Ressuscitando Joane é uma Novela Performática onde seus capítulos se emaranham uns nos outros sem seqüência lógica de cronologia. Seu caráter de Intervenção Urbana possibilita o não absolutismo cênico, já que a obra se constrói de acordo com o local a ser apresentado, com as pessoas que o ocupam e com os transeuntes derivantes. A interlocução performers/espectador é o que dá sentido às mortes e ressuscitações de Joane.

Ficha Técnica:
Concepção: Tiago Ribeiro
Performers: Aldren Lincoln, Carol Falcão, Eduardo Rocha, Fernanda Britto, Isaura Tupiniquin, Joane Bitencourt,
Milianie Matos, Tiago Ribeiro
Duração: 40 min

02 HETEROGÊNEO - Núcleo do Dirceu (PI)

Dia: 6 de junho, às 20h
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

Estruturas de vidas semelhantes com pessoalidades diferentes. No trabalho se interligam duas personalidades com as movimentações extraídas do contexto artístico, cultural e esportivo de cada um. Esse contexto pessoal funciona como ponto de partida pra um contexto geral, que envolve especificamente a sociedade periférica, essa que torna uma realidade difícil, repleta de violência, hipocrisia e omissão em um engate pra dar a volta por cima e usar a Arte como um meio simples, honesto, digno e grandioso de se viver. Pesquisa-se uma movimentação relativa a uma vontade de chegar, de estar, seja de forma bruta ou minuciosa, construindo uma linha de tensão entre controlador e controlado. A criação é visualmente influenciada por um universo fantástico de games e desenhos animados.

Ficha Técnica:
Concepção e coreografia: Alexandre Santos e César Costa
Concepção de luz: Cipó Alvarenga, Brunno Elsenn e Jacob Alves
Cenário e figurino: Alexandre Santos e César Costa
Produção: Regina Veloso e Klayton Amorim
Realização: Núcleo do Dirceu
Duração: 30 min

DE....VA..GAR: ÚLTIMOS CAPÍTULOS DA CULTURA NACIONAL – Vanilton Lakka (MG)

Dia: 6 de junho, às 20h30
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

A obra foi criada em 2004 e propõe discutir a situação de financiamento da Dança no Brasil naquele período. Para
tal, o coreógrafo/intérprete entrevistou alguns profissionais experientes da dança brasileira e confrontou com os
relatórios produzidos no fim do governo Fernando Henrique Cardoso (2002) e com os relatórios produzidos até a metade do primeiro mandato do governo Lula (em 2002). Uma das conclusões possíveis foi a constatação de problemas levantados em ambos os relatórios, tais como: descontinuidade das pesquisas, concentração de recursos na região sudeste do país, falta de ação efetiva por parte do Estado deixando nas mãos de grandes empresas a decisão sobre a utilização de recursos públicos, falta de definição clara quanto aos direitos trabalhistas dos profissionais da dança e tributação abusiva gerando dificuldades na produção. Esses problemas não estão apenas nos relatórios, mas são sentidos diariamente pelos artistas.

Ficha Técnica:
Criador-intérprete: Vanilton Lakka
Luz: Vanilton Lakka
Duração: 20 min

A MULHER-GORILA - Dimenti (BA)

Dia: 7 de junho, às 11h
Local: Palco Principal do Teatro Castro Alves (Projeto Domingo a 1 Real)

A Mulher-Gorila discute sobre gênero a partir de noções politicamente investidas como “feminino” e “masculino”. A obra problematiza um caráter instrumentalista de categorização que demarca sinais seguros de gênero, fixando identidades essencializadoras. Ao criar dissonâncias na relação binária entre “mulheres” e “homens”, o trabalho procura abarcar diferentes sensibilidades e entender sexualidade com um sistema histórico dinâmico. Produzido em 2006 no Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, A Mulher-Gorila foi revista e atualizada pelos integrantes do Dimenti.

Ficha Técnica:
Direção e concepção: Jorge Alencar
Diretores assistentes: Alexandre Molina e Jacyan Castilho
Intérpretes-criadores: Antrifo Sanches, Daniel Moura, Fábio Osório Monteiro, Jorge Oliveira, Lia Lordelo, Olga
Lamas, Márcio Nonato, Tiago Ribeiro, Vanessa Mello
Cenografia: Miniusina de Criação
Figurino: Rino Carvalho
Direção musical/ Trilha sonora original: Tiago Rocha
Iluminação: Rivaldo Rio
Direção de produção: Ellen Mello
Duração: 40 min
 
MONO - Marcelo Evelin/Demolition Inc. + Núcleo do Dirceu (PI)

Dia: 7 de junho, às 20h
Local: Palco Principal do Teatro Vila Velha

Mono é o estudo para uma instalação que parte da busca de um criador por outras formas de abordar e apresentar o Corpo no campo das Artes Performáticas. Propondo um deslocamento no ângulo de visão/percepção do performer e do espectador, investiga a possibilidade de uma reorganização das regras que regem o Corpo Performático, no sentido de “Ser e Estar” ao contrário de “Fazer e Mostrar”. MONO focaliza o corpo como parte de um sistema de reprodutibilidade - como série, número ou réplica - biológica e cultural. Três homens em situações e espaços distintos tendo em comum o corpo exposto, destituído e constantemente alterado. A ação constrói-se a partir de estados do Corpo dilatados pelo silêncio e a observação minuciosa de si mesmo, na ocupação de um espaço reflexivo entre memória e imaginação.

Ficha Técnica:
Concepção e espaço: Marcelo Evelin
Criação e performance: Jacob Alves, Cipó e Marcelo Evelin
Olhar exterior: Jellichje Reijnders e Vera Sala
Produção: Regina Veloso e Klayton Amorim
Duração: 2h, público com circulação livre
Classificação etária:16 anos

* MONO foi criado em Residência no TMJP2/Centro de Criação do Dirceu, Teresina – Brasil (Janeiro 2008) e no Hetveem Theater Werkplats, Amsterdã – Holanda (Abril 2008).

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