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POLÊMICA

Cordelistas reclamam de falta de espaço na Bienal do Livro Bahia

Programação sem espaço para a literatura de cordel causou surpresa no segmento

Rodrigo Tardio
Por Rodrigo Tardio
| Atualizada em
Bienal do Livro Bahia 2022, realizada no Centro de Convenções, foi alvo de críticas dos cordelistas
Bienal do Livro Bahia 2022, realizada no Centro de Convenções, foi alvo de críticas dos cordelistas - Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE

Após a divulgação da programação da Bienal do Livro Bahia, que acontece nesta semana no Centro de Convenções de Salvador, veio a surpresa. A literatura de Cordel não foi vista sob quaisquer aspectos na programação, é o que reclama um grupo de cordelistas. De acordo com os artistas, a única atração anunciada dentro do gênero foi o cordelista e poeta Bráulio Bessa. Além disso, faltam locais para a exposição da literatura.

Diversos vídeos começaram a ser publicados pelos escritores nas redes sociais para repudiar a situação. Em 2013, na última Bienal do Livro da Bahia, realizada em Salvador, o evento contou com uma praça onde se poderia ter acesso à poesia e ao Cordel. Ficaram de fora, desta vez, nomes como: Franklin Machado, Bule-Bule e Mestra Lainha, ícones do cordel.

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De acordo com o psicopedagogo e cordelista, Sergio Bahialista, o segmento não pode ser minimizado, sobretudo em um evento literário.

"Cordelistas também precisam vender as obras literárias que, não raro, são vistas como menor, desimportante e secundária até por quem diz promover a cultura, difundir a literatura, fortalecer a potência da arte. Eis porque nós, cordelistas abaixo assinados protestamos, legitimamente, contra essa política de exclusão, contra essa invisibilidade imposta por um evento tão importante como a Bienal do Livro e solicitamos o imediato reparo desta injustiça", afirmou.

Ao Portal A TARDE, a equipe responsável pela organização da Bienal do Livro Bahia, disse que o cordel está presente no evento de "forma transversal, assim como todos os outros gêneros literários". A nota diz ainda que "na Bienal, tampouco há, por exemplo, um espaço específico para a poesia ou para os quadrinhos ou para a ficção, mas todos eles aparecem, reiteradamente, ao longo de toda programação cultural".

"O foco da Bienal do Livro Bahia é a inclusão e a pluralidade, haja vista a multiplicidade de autores regionais e nacionais, além de uma autora internacional. Esse sentido plural aparece também na diversidade dos encontros e questões discutidas sempre através de vozes e perspectivas com propriedade para tratar dos temas", afirma o evento.

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bienal do livro cordel Cultura denúncia literatura Salvador

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