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“Flica é a mãe de todas as feiras literárias da Bahia”, diz curador

Jocivaldo dos Anjos disse que feira literária tem missão de resgatar história e cultura dos povos originários

Publicado sexta-feira, 27 de outubro de 2023 às 17:29 h | Autor: Da Redação
O curador do evento, Jocivaldo dos Anjos
O curador do evento, Jocivaldo dos Anjos -

Começou na quinta-feira, 26, a Festa Literária Internacional de Cachoeira, a Flica. O evento, que reúne os amantes da leitura, vai até o domingo, 29. Em entrevista ao programa Isso é Bahia, da rádio A TARDE FM (103,9), o curador do evento, Jocivaldo dos Anjos, celebrou o tema desta 11ª edição: Poéticas Afro Indígenas no Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia

“Este ano de 2023 é importante para a história brasileira como um todo, que é um ano em que completa-se 200 anos da independência do Brasil na Bahia e, a partir daí a gente consegue trazer à tona, as experiências invisibilizadas as pessoas negras e as pessoas indígenas do Brasil [...] Ao trazer a temática das práticas afro-indígena estamos rememorando a história que inclusive, começou aqui em Cachoeira, no seu 25 de junho”, afirmou.

Segundo Jocivaldo, o principal critério de escolha dos autores e participantes foi o resgate da história e da cultura dos povos originários, sobretudo os indígenas.

“Peguei os seguintes recortes, primeiro, o étnicos, trazer pessoas afro-indígenas para falar de si para as pessoas, então nós fizemos curadoria neste campo, que é bem diversificada nesse segmento. Por exemplo, nós tivemos rap indígena, a presença do Miguel de Barros, que é da Guiné-Bissau [...] A ideia é que a gente possa fazer uma curadoria que consiga dar conta de tudo o que nós temos, de pessoas que visitam, porque a curadoria ela deve servir para as pessoas e falar de poética, afro-indígena é perceber qual lugar o indígena aqui para o início sede baiana [...] A Bahia é essencialmente uma construção de membros indígenas em sua alma, então a nossa condição enquanto curador é poder apresentar esta. Bahia para as pessoas da própria Bahia, que muitos da Bahia não conhecem”.

Considerada a maior feira de literatura do Norte e Nordeste brasileiro, a Flica, para Jocivaldo, é “a mãe das feiras literárias na Bahia”. “É a precursora, que influencia as demais, e impulsiona o turismo. Muita gente que vem apreciar a Flica vem apreciar a Cachoeira, vem apreciar o licor, vem apreciar o que tem de literatura. E nós temos essa missão bem especial, de podermos apresentar o que temos de literatura baiana para o Brasil e para o mundo, especialmente”.

“Uma Flica, por exemplo, ela consegue ser um espaço que a gente pode ter no campo, no ponto de vista de gestão pública, diversas análises do ponto de vista do turismo, do ponto de vista das relações políticas, das relações sociais, da educação e do comércio. Nós estamos dialogando com outros estados brasileiros que não têm o que a Bahia tem feito hoje, que é termos eventos literários em todos os em todos os territórios da Bahia”.

Confira a entrevista completa:


A Tarde FM

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