Afropunk Brasil 2024 inicia venda de ingressos para público geral | A TARDE
Atarde > Cultura > Música

Afropunk Brasil 2024 inicia venda de ingressos para público geral

Na última edição, o festival movimentou quase R$19 milhões na economia de Salvador

Publicado segunda-feira, 13 de maio de 2024 às 14:43 h | Autor: Da Redação
Festival celebra 20 anos desde o lançamento do manifesto que deu origem à plataforma
Festival celebra 20 anos desde o lançamento do manifesto que deu origem à plataforma -

O Afropunk Brasil iniciou as vendas gerais dos ingressos no último sábado, 11, pelo Sympla. O festival celebra 20 anos desde o lançamento do manifesto que deu origem à plataforma e vai apresentar, nos dias 9 e 10 de novembro, shows exclusivos e encontros emocionantes em mais uma edição no Parque de Exposições de Salvador.

Assim como nos anos anteriores, o público contará com os shows em dois palcos posicionados lado a lado, o Agô e o Gira. Os ingressos custam R$75 (meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas trans, PCD e professores) e R$150 para o setor de Arena, e R$180,00 (meia-entrada para estudantes, idosos, pessoas trans, PCD e professores) e R$360,00 para o Lounge.

O festival tem, ainda, a modalidade de ingresso social, que custa R$90 para Arena e R$216,00 para o Lounge, destinado a todas as pessoas, com a necessidade de entrega de 1kg de alimento não perecível a cada dia adquirido do festival. Com relação à estrutura, a Arena é um espaço amplo com frente do palco garantida, com espaço exclusivo para PCD e ativações de marcas. O Lounge tem estrutura de acomodação própria, com serviços ampliados, acesso à frente do palco Gira, espaço para PCD e ativações de marcas.

Neste ano, o Afropunk vai ampliar a atuação no país em 2024 com ações de ativação da plataforma em outros estados, dando continuidade ao propósito de manter diálogos e construção contínua com a comunidade negra brasileira.

O festival Afropunk, que surgiu como um movimento cultural nos EUA com o propósito de ser resistência dentro de uma comunidade punk rock dominada por pessoas brancas e já contou com edições na África do Sul, França e Inglaterra, já soma três edições realizadas no Brasil e acumula números impressionantes.

O festival movimentou, somente na última edição, quase R$19 milhões na economia de Salvador — cidade que sedia o festival —, contemplando majoritariamente empreendedores negros, de acordo com pesquisa encomendada pela própria plataforma.

As possibilidades de expansão do impacto econômico do Afropunk para outros pontos do país foram discutidas em reuniões recentes das executivas da IDW com as ministras da Cultura, Margareth Menezes, e da Igualdade Racial, Anielle Franco, e com o presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Marcelo Freixo. Na agenda em Brasília durante o mês de abril, houve ainda um encontro com a coordenadora de Diversidade e Afroturismo da Embratur, Tania Neres.

Em fevereiro, a marca global, consolidada no Brasil graças ao trabalho da IDW, promoveu um encontro inédito no Carnaval de Salvador. Um trio comandado pelo Psirico recebeu o Notting Hill Carnival - festa carnavalesca com influência afro-caribenha realizada no bairro de Londres, na Inglaterra, que desembarcou pela primeira vez por aqui para participar da folia baiana deste ano. Larissa Luz, Vandal e Lunna Monty também marcaram presença no desfile, iniciando as comemorações pelos 20 anos de existência do manifesto que deu origem ao projeto.

Publicações relacionadas

MAIS LIDAS