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BaianaSystem comanda a 2ª edição do Baile Playsom

Publicado sexta-feira, 15 de julho de 2016 às 07:28 h | Atualizado em 15/07/2016, 09:41 | Autor: Gabriel Serravale
Russo Passapusso
Russo Passapusso -
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Em julho do ano passado o BaianaSystem experimentou sair um pouco do formato "normal" de show, que fazia em lugares como o Pelourinho, e montou um baile com outras atrações, na casa de espetáculos Barra Hall. A proposta diferente e ousada foi um sucesso. Assim nasceu o Baile Playsom, que ganha uma segunda edição na noite deste sábado, 16, no mesmo espaço.

"Ele surgiu como uma ideia de uma festa noturna, um baile mesmo. Não como um show que o nosso público estava acostumado, com hora pra começar e pra terminar. Esse é um outro estilo de festa. E a gente sempre quis fazer uma balada, até por causa da nossa relação com a música eletrônica, que é muito forte", explica o vocalista do Baiana, Russo Passapusso.

Como na primeira edição, o baile de amanhã traz convidados que fazem parte do rol de parceiros do grupo baiano. Para abrir a noite, o DJ e produtor Rafa Dias leva para a pista o seu projeto ÀTTØØXXÁ, numa mistura de bass music, hip hop, funk carioca e "pagodão" baiano.

Depois será a vez de BNegão Trio subir ao palco. O projeto paralelo do vocalista do Planet Hemp, que traz também o trompetista Pedro Selector e o DJ Castro, apresenta um som que passa por influências como o dub jamaicano, funk e jazz.

E para encerrar a festa, o BaianaSystem apresenta canções do novo disco (Duas Cidades) e outras composições. "Mas vai ser um set mais parecido com o nosso lado experimental de antigamente do que com o  que foi moldado para o disco", diz Passapusso, que ainda recebe a participação do rapper Vandal.

"E, como faço a direção de palco e musical do evento, eu estou pensando em, da primeira à última música,  ser uma sequência só. Porque percebi, na  edição passada, que as pausas entre as atrações não agradam num baile. Então, desde o  ÀTTØØXXÁ até o fim do show, vamos querer fazer um link disso tudo", acrescenta.

Parceria

Um dos convidados da festa representa uma parceria de longa data com o grupo baiano. BNegão participou do primeiro álbum da banda (BaianaSystem), em 2010, além de ter feito participações em shows "E a gente, inclusive, dedicou o nosso novo disco para ele. Então essa festa faz menção a BNegão e à homenagem que o disco  Duas Cidades é para ele", salienta o vocalista.

Por outro lado, BNegão não poupa elogios ao BaianaSystem. "É a banda que eu mais gosto de ouvir e ver shows. O grupo mais legal que tem no Brasil hoje em dia. Eles conseguiram ter o RG deles, que é uma coisa fundamental. Basta ouvir dois segundos pra saber que são eles", opina o rapper.

Um marco

A primeira edição do Baile Playsom foi considerada um marco para o BaianaSystem. Foi um momento de rompimento de barreiras e  alcance de novos públicos.

"Houve um choque do nosso público sobre o que seria o baile. É só uma festa? É um show do Baiana? Havia mil questionamentos e também um embate de referências das pessoas. Mas o público foi, lotou a casa e foi maravilhoso", diz Passapusso.

"E conseguimos atingir um novo público. E hoje já há mais maturidade tanto do cara que está conhecendo o Baiana agora como o que já acompanha há muito tempo. Há um entendimento de renovação", conclui.

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