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Movimentando a quebrada: TrapFunk&Alívio apresenta o espetáculo MóVISU na Virada Sustentável

Ashley Malia
Por Ashley Malia
| Atualizada em
Em sete horas de programação, coletivo convida diversos artistas soteropolitanos | Foto: Rafael Ramos e Alan dos Anjos
Em sete horas de programação, coletivo convida diversos artistas soteropolitanos | Foto: Rafael Ramos e Alan dos Anjos - Foto: Rafael Ramos e Alan dos Anjos

Nascido de uma oficina de produção musical, o coletivo de DJs TrapFunk&Alívio movimenta o Nordeste de Amaralina, neste final de semana, com o espetáculo de música e artes visuais, MóVISU, que integra a Virada Sustentável de Salvador. Resgatando a diáspora através da música, o coletivo tem a montagem de baile funk como um dos pilares do grupo.

"O MóVISU é uma ação complementar a um ponto de cultura daqui do bairro [Nordeste de Amaralina], que começa sexta e termina domingo, o Espetinho do Nordeste de Amaralina. Acontece no final de linha e, basicamente, são encontros automotivos, ou paredões", explicou o produtor musical e designer gráfico Felipe Pomar, o 'Banha', responsável pela junção do grupo, em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE.

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No evento, que acontece neste sábado, 9, o TrapFunk&Alívio convida diversos artistas soteropolitanos – a maioria moradores do bairro Nordeste de Amaralina – para dividir o palco simultaneamente. Em sete horas de festa, o MóVISU começa a partir das 17h e conta com a participação de Pivoman, Manigga, Mr. Armeng, Dusgroovx, Nikima, Freelion, Emijota, Caiqevans, Nêssa, Yan Cloud, Betho Wilson, TrapFunk&Alívio, Guew Braga e Mateus Lima.

Identidade da quebrada

Uma das fortes marcas do coletivo TrapFunk&Alívio é a identidade própria. Pensando em representar as quebradas soteropolitanas, os artistas se apresentam com letras que exprimem a realidade das favelas, além de trazerem a predominância do verde neon como uma grande característica.

Segundo Felipe Pomar, o uso do verde-cana na identidade do coletivo surgiu naturalmente, pois é o que pode ser visto no cotidiano da periferia. Na época em que o conceito visual do TrapFunk&Alívio surgiu, era uma cor que estava sendo usada com frequência no Nordeste de Amaralina. "Não que as outras cores não tenham o mesmo impacto, mas a galera que costumava usar o verde-cana queria ser notada no meio da tribo, das famílias que rolavam aqui na quebrada", comentou.

Em termos de formato e performance, o artista revelou que todas as montagens de shows são pensadas para a galera da quebrada. "Antes de começarmos a nos apresentar na comunidade, tudo foi construído pensando no vizinho que mora ao lado, no pivete que está na boca ali da esquina. Na verdade, o TrapFunk&Alívio tem muito do lugar de onde a gente vem", declarou Felipe Pomar. Para ele, a representatividade da periferia é muito importante para as produções do coletivo.

Falando sobre o último trabalho lançado, o EP Papo Reto, Banha explicou que as músicas já existiam e faziam parte de um coletivo criado pelo grupo há oito anos, "quando a gente fazia enfrentamento direto da política de segurança pública do Estado". Com isso, as músicas selecionadas ganharam uma nova roupagem, em 150BPM. E os trabalhos não param, em breve o TrapFunk&Alívio lançará, também, um clipe que apresenta um novo ritmo, desenvolvido por eles, chamado 'breggae', uma mistura de brega funk com samba reggae.

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