Vou de Lula para Bolsonaro não levar de novo, diz João Gordo

Novo álbum da banda Ratos de Porão faz duras críticas ao atual momento do Brasil

Publicado sexta-feira, 13 de maio de 2022 às 08:30 h | Atualizado em 13/05/2022, 08:30 | Autor: Da Redação
No novo álbum, João Gordo  canta uma música contra o presidente Bolsonaro
No novo álbum, João Gordo canta uma música contra o presidente Bolsonaro -

O vocalista João Gordo e a banda Ratos de Porão fizeram duras críticas a Jair Bolsonaro e o seu governo no novo álbum, batizado de 'Necropolítica'. Na esperança de que o Brasil melhora com a saída do atual presidente, o cantor contou que deixará de votar nulo, como faz costumeiramente, e irá apoiar o petista Lula na disputa presidencial deste ano. 

"Há anos que eu voto nulo. Teve vezes que eu nem ia lá votar. Mas dessa vez vou votar no Lula para o Bolsonaro não ganhar de novo. Eu voto até no meu cachorro para que esse cara não ganhe, porque senão esse país vai cair em uma obscuridade maior do que já está", revelou em entrevista para o o Splash UOL. 

No novo álbum, a banda fez uma música contra o presidente Bolsonaro, a "Alerta Antifascista." Sem citar o nome do presidente da República, o vocalista João Gordo canta as seguintes frases na faixa que abre o trabalho: "Genocida depravado/ Ditador que come gente/ Um perigo eminente/ Mentiroso imoral/ Ser humano decadente/ Especialista em matar/ Privatizando o presente/ Sem futuro para sonhar". 

"Você ouve uma música dessa e pensa o quê? Que ela foi escrita para o Papa Francisco? Claro que não. Eu estou vendo acontecer na minha frente uma distopia monstruosa e a estou descrevendo. A música é para ele [Bolsonaro] mesmo", disse o vocalista.

"Necropolítica" é o 13º disco de estúdio do Ratos de Porão e o primeiro de inéditas do grupo em oito anos. "Necropolítica é a política que a gente tem, é o que o Bolsonaro faz: os políticos sabem e escolhem quem deve morrer e quem deve viver. Claro que morreu 'bolsominion' para c****** nessa, mas pelo menos metade desse número de mortos poderia ter sido salvo se não fosse o negacionismo do governo", falou João Gordo. 

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