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TEATRO

Ator Wilson de Santos interpreta três mulheres em espetáculo

Eugênio Afonso

Por Eugênio Afonso

05/01/2018 - 16:00 h | Atualizada em 05/01/2018 - 16:22
Wilson é o primeiro homem a encenar o espetáculo
Wilson é o primeiro homem a encenar o espetáculo -

O ator paulista Wilson de Santos, que morou em Salvador e já foi um dos integrantes da Companhia Baiana de Patifaria, está de volta à capital baiana com um novo desafio.

Ele agora dá vida a três mulheres em Brincando em Cima Daquilo, espetáculo teatral dos italianos Dario Fo e Franca Rame, que estreia nesta sexta-feira, 5, às 20 horas, no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura - Salvador Shopping), e fica em cartaz até 4 de fevereiro.

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Uma tarefa bem desafiadora, se a gente pensar que esse espetáculo já foi encenado, no Brasil, por três grandes atrizes nacionais: Marília Pêra, Débora Bloch e Denise Stoklos.

Mas Wilson, apesar de receoso, decidiu encarar o desafio. "Cheguei a ver a montagem com Denise, e o fato de ter sido feito por grandes atrizes, na verdade, me deu um gás enorme para fazer. Cheguei a trabalhar com Marília umas duas vezes, ficamos amigos e esse espetáculo é para homenageá-la, para que o nome dessa grande atriz não caia no esquecimento", enfatiza.

Bastante conhecido do público baiano pelos papéis na época em que integrava a Cia. Baiana de Patifaria, Wilson, que já está habituado a composições de papéis femininos, continua focado no riso e, nesta comédia, interpreta mulheres que lidam, por meio do bom humor e de uma certa ternura, com os desafios e as repressões cotidianas que atravessam as vidas delas.

"São donas de casa, mulheres comuns que ainda vivem aprisionadas, reprimidas e insatisfeitas", pontua o ator.

Com direção de Marcelo Médici, que também é ator, só que mais conhecido do público por personagens em novelas, Brincando em Cima Daquilo trata das agruras do cotidiano feminino em três esquetes que mesclam humor com crítica social. Fala do enfrentamento à violência e à educação repressora que recaem sobre as mulheres, ainda, nos dias atuais em incontáveis obrigações rotineiras.

Empoderamento

As personagens acabam tendo uma total identificação com o público. Uma delas é a operária Nalva, que acorda atrasada e trava uma verdadeira luta contra o relógio tentando encontrar as chaves da porta de casa. A outra, Marina, é uma esposa cansada da rotina do casamento, que encara desejos em um verdadeiro, e cômico, "dia de fúria". E, por fim, Maria, dona de casa que é trancada no apartamento pelo marido ciumento.

"O texto, infelizmente, ainda é muito atual, porque fala dos maltratos que a mulher sofre. Mas também é feminista e trata de empoderamento. Todas elas estão tentando resgatar o que foram um dia e lutam pela liberdade como mulheres, mas tudo muito calcado no humor", adverte Wilson.

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