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TEATRO

Comédia A Atriz Que Não Sabia Morrer reflete sobre o teatro

Eduarda Uzêda
Por Eduarda Uzêda
Montagem celebra os 35 anos de carreira de Marcos Machado e Irema Santos
Montagem celebra os 35 anos de carreira de Marcos Machado e Irema Santos - Foto: Divulgação

O espetáculo A Atriz Que Não Sabia Morrer estreia nesta sexta-feira, 4, às 20 horas, no Teatro Sesc Senac Pelourinho. Trata-se de uma comédia que leva ao palco os atores Marcos Machado e Irema Santos. Os dois intérpretes estão comemorando, cada um, 35 anos de carreira artística.

A peça é uma adaptação da obra As Camas e os Cães, de Adelice Souza. O diretor Edinilson Pará, que assina a adaptação com Cilene Canda, informa que a peça utiliza o recurso do metateatro.

"O conto que dá o titulo ao espetáculo é o fio condutor da trama, que apresenta a história de um grupo de teatro mambembe, formado por dois atores. Enquanto relembram momentos bons da carreira, os intérpretes-personagens representam trechos de cena que integram o repertório do grupo", afirma o encenador.
Edinilson destaca que os trechos representados pelos personagens-atores também foram adaptados da obra de Adelice Souza.

Camarins

A cenografia leva ao palco dois camarins de teatro, que são separados por um pequeno palco, onde se alternam as cenas dos espetáculos fictícios.

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"A minha maior dificuldade neste projeto foi tentar levantar dinheiro para a produção, já que tenho dois bons atores", acrescenta Edinilson.

Ele salienta que a montagem só se viabilizou graças ao Edital Arte em Toda Parte, da Fundação Gregório de Mattos. O aporte financeiro para o projeto foi de R$ 30 mil.

Experientes

Marcos Machado, que é paulista, trabalhou com nomes consagrados do teatro brasileiro, como Eva Wilma, Rodolfo Mayer, John Herbert e Arlete Montenegro. Ainda em São Paulo, em 1988, foi indicado para o Mambembe de Melhor Ator por sua atuação na peça O Planeta Lilás, de Ziraldo.

Em Salvador desde 1991, destacou-se, entre outras, pela atuação nas montagens Na Selva das Cidades, de Bertolt Brecht, direção de Deolindo Checcucci; Escorial, de Michel de Guelderode, direção de Edinilson Motta Pará, e A Comédia do Fim - Quatro Peças e Uma Catástrofe, de Samuel Beckett, direção de Luís Marfuz. No cinema, atuou nos filmes Tieta, de Cacá Diegues, e Lua Violada, de José Humberto.

Super Outro

Já Irema Santos participou, entre outras, das montagens O Rei da Vela, Seis Personagens à Procura de um Ator e Uma Mulher Vestida de Sol. No cinema fez Pau Brasil , de Fernando Belens, e o antológico O Super Outro, do cineasta Edgard Navarro.

Hamilton Lima assina a cenografia da peça. O figurino é de Cilene Canda, que também assina a produção com Edinilson Pará. Já os adereços são de Meire Marques. A montagem fica em cartaz sempre às sextas e aos sábados, até o dia 3 de maio.

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